'País tem sorte e, ao mesmo tempo, azar de ter Ciro Gomes', diz leitor

Ao rebater jovens, ele afirmou que não é corrupto e que 'Lula está preso'

Ciro X Lula

O Brasil tem sorte de ter Ciro, uma liderança consistente, e, ao mesmo tempo, tem azar de ter Ciro, por conta de seu temperamento —trata mal a quem precisa do voto nesse caso. Lula também ostentou um “teto” por muito tempo e só o rompeu quando mudou de atitude —chamo de “amadureceu”. A Ciro ainda falta isso, mas me parece estar no caminho. Convencimento é a estratégia eficaz. Envergonhar alcança apenas alienados (“‘Eu estou solto e Lula está preso, babaca’, diz Ciro”).

José Ricardo Braga (Brasília, DF)

 

Duas coisas que não consigo entender: a) o que Ciro pretende conseguir com esse tipo de atitude?; b) o que conseguiu até hoje?

Gustavo Carvalho (Rio de Janeiro, RJ)

Plano de Moro

As modificações para acatar sugestões dos governadores são positivas. Já a modificação acatando sugestão de ministro do STF nem tanto. Espero que a equipe de Sergio Moro encontre um caminho para endurecer e muito o sistema contra os criminosos eleitorais (“Após críticas, Moro anuncia mudança em pacote anticrime”).

Mauro Silva (Salvador, BA)

Jair Bolsonaro

Concordo com a opinião de Laura Carvalho (“A campanha que não terminou”). No entanto, a oposição já passou da hora de sair da defensiva e se aproximar novamente do povo, que, dominado pelas fake news, acredita em tudo o que Bolsonaro diz.

Talvânio José de Oliveira (Varginha, MG)

Votação no Congresso

Dia desses me espantei quando um articulista nesta Folha tocou no mesmo assunto, explicitando sutilezas sobre o voto aberto que não me ocorriam, como a questão das pressões de liderança/bancadas (“Secreto e covarde”, de Roberto Dias). Como parece que não há escolha sem perda nessa questão institucional, o aberto tende a ser mais justo ao dar publicidade à decisão para o patrão (o votante). 

Marcos de Toledo Benassi (Campinas, SP)

 

Como o secretário de Redação do maior jornal do país defende o voto aberto em votações? Gostaria que mostrasse qual democracia tem esse sistema. Já ouviu falar que “a corda sempre quebra do lado mais fraco”? Já pensou na pressão do Executivo, nas barganhas? E um vereador do Nordeste votando num sistema desse? É claro que não votaria contra os interesses do prefeito. O voto secreto existe para coibir esse tipo de pressão.

Raildo Almeida (Salvador, BA)

Deputada catarinense

No dia em que deixarmos a hipocrisia de lado, quem sabe haverá alguma mudança de fato (“‘Não vou me violentar pela vontade dos outros’”). Em pleno 2019, as pessoas ainda se incomodam com um decote? Há tanta coisa mais importante com que se indignar. Por mais deputadas que não se importam com o julgamento raso da sociedade!

Izabelita Santos (Juiz de Fora, MG)

 

Isso é muito parecido com professor dando aula de bermuda e chinelo. Trata-se de falta de postura. Parte da postura (e da compostura) é a obediência a um código mínimo de vestimenta. Reprovar de algum modo quem não se comporta de acordo com esse código está muito longe de exercer preconceito (“Peitos da discórdia”, de Mariliz Pereira Jorge). 

Bruno Andreoni (Cachoeira Paulista, SP)


Inteligência artificial

Ronaldo Lemos tocou no ponto central (“É preciso plano de inteligência artificial”). É fundamental que sugestões cheguem aos cursos do ensino superior, pois os sistemas inteligentes estão em todas as áreas do conhecimento. Por enquanto, o cenário não é animador: uma olhada nos projetos acadêmicos de diversos cursos não detecta conteúdo aplicado à inovação tecnológica. Somem-se a isso métodos de ensino pouco efetivos e o resultado são alunos despreparados para atuar em cenários disruptivos. Precisamos abordar o ensino pelo viés tecnológico.

Maria Helena da Nóbrega (Ribeirão Preto, SP)


Taquígrafos

A Unataq esclarece que o taquígrafo não é mero digitador. Sua atuação demanda alta carga cognitiva, pois a retextualização exige bagagem lexical e conhecimento gramatical. O profissional possui fé pública e responsabilidade no registro de textos proferidos por autoridades, aplica o princípio da publicidade da atividade-fim dos órgãos públicos, permite ao cidadão e ao público interno a consulta rápida dos textos, otimiza rápida divulgação interna e proporciona a perpetuação histórica dos textos (“Robôs ameaçam 54% dos empregos formais no Brasil”).

Adriana Melo, presidente da União Nacional dos Taquígrafos (Brasília, DF)


Ilhabela

O uso de emissário submarino é comum no mundo como solução adequada em zonas costeiras. A poluição em Ilhabela está muito ligada a esgotos de ocupações irregulares e poluição difusa (lixo), que são carreados ao mar com a chuva. Medições da Cetesb após chuvas fortes mostram como o problema se agrava quando isso acontece. Se o problema fosse o emissário, não haveria melhoria em períodos secos. Está em tratativa com a prefeitura a assinatura do contrato que acelerará obras de coleta e tratamento (“Paradisíaca e rica, Ilhabela, no litoral de São Paulo, enfrenta crise sanitária”).

Fábio Toreta, superintendente de Comunicação da Sabesp (São Paulo, SP)


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