'Achincalhado, Supremo precisa se mostrar firme', diz leitor

Inquérito aberto por Dias Toffoli para investigar fake news divide ministros

Fake news e o STF

A questão a ser resolvida é a da impunidade. Calúnias e difamações são crimes que devem ser punidos. Para isso, provedores, Facebook etc. têm de ser responsabilizados criminalmente ou indicar as fontes das postagens para que estas o sejam. O problema não é só os ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), gravíssimos, mas o ataque à sociedade (“Procedimento de Toffoli para abrir inquérito sobre fake news divide Supremo”).

Ernesto Pichler (São Paulo, SP)

O STF já foi muito achincalhado e até chantageado em momentos cruciais recentes por alguns “iluminados”, que convocam a população para pressioná-lo, como se o Supremo devesse julgar de acordo com a opinião pública. Imagina uma corte superior decidindo sobre matérias importantes sob pressão de alguns grupos? Isso não seria exercício da Justiça, mas da política, o que é papel do Congresso, ou seja, estamos numa encruzilhada, e o Supremo precisa se mostrar firme.

Vicente Ferreira (Goiânia, GO)


Bolsonaro nos EUA

O presidente, em vez de combater fantasmas como o comunismo, que nunca houve aqui, deveria enfrentar o desemprego, a pobreza, a corrupção e a violência urbana (“Em Santa Ceia da direita, Bolsonaro diz que ‘comunismo não pode imperar’”). Também deveria fortalecer o crescimento da economia, firmar-se como liderança nas questões climáticas e proporcionar relações de interesses econômicos com outros países.

Maria Helena Beauchamp (São Paulo, SP)

Vistos

Eu seria a favor de diminuir a burocracia, de tornar mais céleres os procedimentos administrativos para visto, mas uma atitude unilateral é sinal de fraqueza política e de subserviência. Trata-se de algo longe de ser útil, só reforça a frágil imagem que o Brasil tem perante outras nações. 

Klaus Serra (Brasília, DF)

A medida é insignificante em termos pragmáticos, porém tem uma carga simbólica muito forte e negativa. Coisa de país com baixa autoestima, que infelizmente é o que se tornou o Brasil.

Flavio França (São Paulo, SP)


Ministros 

O que esperar de um governo que desmoraliza e desautoriza publicamente seus ministros? Olavo de Carvalho é o verdadeiro ministro da Educação, Eduardo Bolsonaro, o das Relações Exteriores, e Sergio Moro é obrigado a retirar o convite feito a uma especialista em segurança pública de renome.

Paulo Bittar (São Paulo, SP)


Reforma da Previdência

Com a justificativa de combater privilégios, a reforma previdenciária transformará o ato de se aposentar num tipo de privilégio: só para os que sobreviverem às agruras do capitalismo periférico brasileiro. Uma oposição perdida e uma imprensa que não preza pelo contraditório obscurecem o debate sobre um assunto tão importante. E o fosso entre os verdadeiros ricos (proprietários dos meios de produção) e os outros aumentará ainda mais neste país já tão desigual.

Marcos Marques de Oliveira (Niterói, RJ)


Fim de cargos em universidades

A classe média não percebeu que será a maior prejudicada com o desmonte das universidades públicas, aliás, de longe as melhores do país em pesquisa, ensino e extensão (“Governo corta 13,7 mil em universidades”). E ainda tem quem comemore.

Manoel Jarbas Vasconcelos Carvalho (Fortaleza, CE)

As universidades públicas, como qualquer órgão público, sofreram nas últimas décadas o aparelhamento natural e obrigatório que a ideologia dominante impôs e agora vão pagar o preço natural, obrigatório e necessário do retorno a bases viáveis e sem sectarismo. 

Sidnei Anttogneto (Campinas, SP)

A universidade pública é, sem sombra de dúvidas, o melhor sistema de ensino do país. Ainda que possa ser feita uma diferenciação entre sistemas estaduais e federais e as paulistas possam, nesse cenário, se destacar, o peso da produção das universidades federais não deixa de ser relevante. Atacar a universidade pública como algo sem valor e que presta um desserviço ao país é lutar contra a realidade ou ignorá-la.

Sanderson Castro Soares de Oliveira (Manaus, AM)


Isenção de impostos

Tive de ler duas vezes para ver se não havia lido errado (“Secretária da Deficiência critica isenção para deficientes”). Mais um absurdo, ridículo isso. É claro que deve haver isenção de impostos para que pessoas com deficiência tenham um mínimo de independência. Que triste esse tipo de pensamento!

Adriana Alvarenga (São Paulo, SP)

Além de ser um benefício aos portadores de deficiências, as vendas diretas decorrentes dele representam uma parcela importante na comercialização de automóveis novos vendidos no país, gerando empregos e movimentando a nossa economia. Sem entrar no mérito de quem deveria ou não ser beneficiado por essa isenção, qualquer restrição ao benefício teria impactos negativos na economia.

Maurício Fernandes Cação (São Paulo, SP)


Projeto anticrime

É bom que os utopistas, que classificam como paliativas as medidas da proposta anticrime de Moro, saibam que os resultados efetivos da implementação de políticas sociais consistentes necessárias ao desenvolvimento civilizatório de um país como o nosso às vezes demoram o transcurso de toda uma geração (“Em revés para Moro, Câmara trava tramitação de pacote anticrime”). E os bandidos, o crime, o mal, não esperam nem o espaço de um dia para vicejar.

José Salles Neto (Brasília, DF)

Justiça Eleitoral

A matéria sobre competência é estabelecida pela lei, e não pela vontade das partes em litígio. E a lei é clara no caso. Se a Justiça Eleitoral é desaparelhada para investigar e julgar os crimes conexos, como se alega, seria o caso de dotá-la de mais recursos para tal, e não de desidratá-la ainda mais, negando-lhe competência distribuída em lei, como pretendiam os ínclitos procuradores vinculados à Lava Jato (“O império da lei e o combate à corrupção”, de Alberto Zacharias Toron).

Orlando Ferreira Barbosa (Belo Horizonte, MG)


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