Estamos criando filhos numa sociedade profundamente doente, afirma leitor

Ex-alunos de 17 e de 25 anos protagonizaram o maior massacre em escolas de SP

Massacre em Suzano
A discussão sobre posse ou não de armas é muito conveniente, mas apenas tira o foco do fato principal (“Atiradores matam ao menos oito em escola em Suzano, na Grande SP”). Estamos criando filhos em uma sociedade profundamente doente.
Marcio Oliveira (São Paulo, SP)

 

O atentado praticado com armas de fogo, resultando em dez mortes mais os feridos, não pode ser ignorado nas atuais discussões sobre porte e posse de armas de fogo. Mais armas, guardadas em casa ou trazidas para as ruas, não resultarão em melhoria da segurança. Pelo contrário, como mostra esse triste atentado.
José Hadad Neto (Rio de Janeiro, RJ)

 

Vivemos um momento no Brasil em que (ainda) só os mal-intencionados possuem armas e os cidadãos de bem são eliminados sem poder de reação. O resultado está aí. Quem critica a posse e o porte de arma é corresponsável por não haver ninguém que pudesse impor obstáculos aos assassinos.
Ricardo Villas (São Paulo, SP)

 

Charge

Josiane Orsolino Massa (Ribeirão Preto, SP)

 

A tragédia seria evitada somente se ninguém estivesse armado (“Major Olímpio diz que tragédia em Suzano seria evitada se professores estivessem armados”). Que tal, em vez de fazer apologia do armamento, realizar o controle e o combate do tráfico de armas? Esse seria o papel de um senador, e não o de incentivar o armamento das pessoas.
Roberto Lourenço (Sorocaba, SP)

 

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O senador Major Olímpio (PSL) defende a revogação do estatuto do desarmamento - Rafael Hupsel/Folhapress

Sobre a declaração do senador Major Olímpio, se a tragédia de Suzano teria sido evitada eu não sei, mas os atiradores iriam ter que trocar tiros e não somente atirar. O que o brasileiro não quer olhar é que quem está mal-intencionado não respeita polícia, juiz, sentença, promotor etc. A única coisa que ele teme é se a pretensa vítima vai ou não estar armada. Brasileiro tem que parar de querer ser sabido. Maioridade penal para 12 anos já.
Antonio Marques (São Paulo, SP)

 

Se tivéssemos acesso facilitado a armas como defende esse cidadão, o mercado paralelo também teria. Nesse caso, os atiradores teriam entrado na escola de Suzano com semiautomáticas e a tragédia seria ainda maior. 
Carlos Sampietri (São Paulo, SP)

 

Gostaria de entender o porquê de a Folha ter publicado imagens dos mortos no massacre. A ideia é ser sensacionalista para ganhar mais cliques? Pareceu isso. Por mais que a notícia tenha um alerta de “imagens fortes”, a veiculação dessas fotos é desnecessária e sem qualquer valor informativo. É a exploração da violência pela violência.
Thiago Pugliesi (São Paulo, SP)
 


Marielle Franco

É compreensível a revolta de Mônica Benício (“Do luto à luta”), mas ela erra ao dizer que nosso país “não reconhece o racismo, entranhado na sua história” e que “o Estado brasileiro pare de matar pessoas como ela”. Nosso racismo camuflado é reconhecidamente histórico e quem mata por aqui são indivíduos e gangues que vicejam pelo mundo. A segurança precisa melhorar, mas seu aperfeiçoamento é causa não só das mulheres e das instituições mas de todos.
Sérgio R. Junqueira Franco (Bebedouro, SP)

 

O senador Omar Aziz não foi só infeliz em sua observação sobre a morte de Marielle Franco, como disse a senadora Eliziane Gama (“Senador diz que Marielle teve ‘felicidade’ de ser nome nacional e gera bate-boca no Congresso”). Foi mal-intencionado. O caso Marielle tem uma dimensão política rara porque implica não só à vida, mas também às instituições democráticas. Quem critica a repercussão inédita do crime quer, na verdade, minimizar a luta de Marielle.
Dagmar Zibas (São Paulo, SP)

 

Fachada da casa de Ronnie Lessa, ex-PM preso sob a suspeita de ter matado Marielle
Fachada da casa de Ronnie Lessa, ex-PM preso sob a suspeita de ter matado Marielle - Cátia Seabra/Folhapress

Sobre a declaração de Bolsonaro (“‘Não me lembro desse cara’, diz Bolsonaro sobre vizinho suspeito de matar Marielle”), a rua onde moro há 20 anos tem cerca de 50 casas e se conheço 15 pessoas é muito. Conhecer toda a vizinhança é para quem realmente não trabalha.
Lenise de Souza Ferreira (Joinville, SC)


Genoma

ILUSTRÍSSIMA - Ilustra de Niege Borges para a Ilustríssima de 10.03
Niege Borges

Uau! Foi a expressão de aplauso e grande admiração ao terminar a leitura do excelente artigo “Meu querido genoma”, de Marcelo Leite, um divulgador científico de alto nível, digno da maravilhosa atuação da Folha na área. Aconteceu no passado, com J. Reis, e continua com Julio Abramczyk, Drauzio Varella e o próprio Leite. Na imprensa brasileira, a divulgação científica da Folha foi e continua sendo uma das áreas de maior destaque e importância. 
Ademar Freire Maia, geneticista (São Paulo, SP)

 

O artigo é muito bem escrito, mas falhou em não apontar o uso adequado do sequenciamento do genoma/exoma. O exame em adulto praticamente sadio como o repórter não auxilia muito, mas, se o jornalista conhecesse casos diagnosticados pelo sequenciamento do exoma/genoma em pessoas doentes sem diagnóstico, ele não se decepcionaria. A genômica tem contribuído substancialmente para o diagnóstico de inúmeras doenças raras, 80% de causa genética.
Eugênia Ribeiro Valadares, médica geneticista (Belo Horizonte ,MG)


Entrevistas

A Folha entrevistou, nos últimos três dias, a tresloucada Janaina Paschoal, o ultradireitista Luciano Hang e o investigado Romero Jucá. Será que não temos pessoas mais interessantes para serem ouvidas? 
Alberto Villas (São Paulo, SP)


Hotel Novo Mundo
Fiquei muito triste com a notícia do final do Hotel Novo Mundo (“O vizinho do poder”). Marcou toda uma época do Rio e da minha vida também. Sempre me hospedava lá e me lembro da placa que comemorava o milésimo gol do Pelé que estava hospedado no hotel quando celebrou o feito.
Sandra Stevens (São Paulo, SP)

Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro
Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil

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