'Jair Bolsonaro de certa forma é vítima do sistema', diz leitor

Presidente da República tem sido alvo de críticas de Rodrigo Maia

O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante sua passagem por Santiago, no Chile
O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante sua passagem por Santiago, no Chile - Jorge Villegas/Xinhua

Jair Bolsonaro

Por falta de outra opção pós-golpe, a elite brasileira embarcou na canoa Bolsonaro para impor suas reformas. A incapacidade do sujeito, entretanto, é tanta que não está dando certo. Não basta a subserviência, é preciso um mínimo de competência (“Em duelo com Maia, Bolsonaro diz que reforma é no Congresso”).

João Jaime de C. Almeida Filho (Embu-Guaçu, SP)

Será que o presidente tem uma intenção de, em nome de combater o que chama de “a velha política”, levar a um ponto de inviabilidade sua relação com o Congresso que pretensamente justificaria a instalação de um regime militar? Resta saber se as Forças Armadas o seguiriam —por enquanto, não parece ser o caso. Mas a reação negativa do Congresso à proposta de atualizar salários dos militares ao mesmo tempo que se propõe sacrifícios aos civis pode levá-las a apoiar o suposto movimento bolsonarista.

Miguel Roberto Jorge (São Paulo, SP)

Presidente Bolsonaro, política é a arte de conciliar divergências, diálogo. Se não mudar de conduta, enfrentará, logo, logo, uma campanha: “Mourão, já”.

Mário Rubial Monteiro (São Paulo, SP)

Jair Bolsonaro de certa forma é vítima do sistema. Ela acerta ao rejeitar “a velha política” que criou a prática da corrupção em praticamente toda a política. Isso tem de mudar. Mas mudar isso depende da criação efetiva de um sistema que funcione. E isso não é encargo exclusivo do governo. Depende de alterações legislativas, e talvez até constitucionais, que sejam capazes de formular a “nova política”. Esse é o desafio de todos, não apenas do presidente (“Janela, de Marcos Lisboa).

Édison Gonçalves (São Paulo, SP)

Diálogo

Concordo com a posição de Clóvis Rossi sobre a necessidade que o Brasil tem de conversar (“Contra o ódio, é preciso conversar”) . Porém acho necessário lembrar que a ideia do “conselhão” do governo Lula era exatamente essa, reunir pessoas de tendências, profissões e lugares distintos, para conversarem.

Maria do Pilar Lacerda (São Paulo, SP)


Alckmin na sala de aula

A política precisa de mais professores como Geraldo Alckmin, que, assim como a população brasileira, acorda cedo todos os dias para trabalhar. Em tempo de demagogia e extremismo, alguém próximo à realidade do povo gera esperança (“Alckmin ressurge como professor com ‘aulas-discurso’ em universidade de SP”).

Ramirez Lopes, presidente da Juventude do PSDB da Cidade de São Paulo (São Paulo, SP)

Geraldo é um homem decente e foi um grande governador. Conservador por conservador, ele teria sido um presidente muito melhor para o Brasil do que o “webpresident” que acabamos elegendo.

Jayme Serva (São Paulo, SP)

Guedes X Olavo

Primorosa a análise de Demétrio Magnoli  (“Para Paulo entender Olavo”) sobre o questionamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao “Bruxo de Virgínia”, em jantar com a presença do presidente Jair Bolsonaro em Washington. Os alunos de Olavo de Carvalho deveriam ler o artigo.

Wilson Benvenuti Junior, advogado (São Paulo, SP)

Prisão de Temer

Em que pesem os argumentos apresentados, o despacho do juiz Marcelo Bretas carece de fundamento fático (“Bretas ignora 3 fatos recentes listados pela Lava Jato para a prisão de Temer”). A prisão de Temer se torna inconstitucional, banalização do instituto da prisão preventiva e um abuso do sistema de Justiça, já que não se estabeleceram indícios concretos de que o acusado estivesse ocultando ou destruindo provas. Apenas suposições, que não cabem no ordenamento jurídico. Não podemos compactuar com prisões incompatíveis com preceitos jurídicos e com o respeito ao contraditório.

Ademar Gomes, presidente do Conselho da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)

Mudança na Folha

Tenho muito apreço pela Folha, da qual sou leitora há 44 anos (“O presente e o futuro da Folha). Espero que continue com seu compromisso com a verdade, doa a quem doer.

Teresa Nunes de Paiva (São Paulo, SP)

Diz aquela expressão que há céu de brigadeiro. Pois o momento histórico é dos bons para a imprensa, cheio de nuvens negras. Há um céu de jornalista. Torcemos para que a Folha continue o excelente trabalho das últimas décadas.

Nelson de Paula (Curitiba, PR)


Acesso a armas

Nem Melina Risso, especialista do Igarapé, nem Delegado Waldir, deputado federal, estão cem por cento certos ao responderem à pergunta “O acesso a armas de fogo deve ser restringido?”. Contudo, ambos têm razão quando dizem que cabe ao Estado o controle das armas e que ter o porte é direito à vida, desde que respeitados os critérios legais. Destaque para a articulista quando afirma: “Segurança pública é um bem público e requer do Estado responsabilidade, liderança e investimento”.

Jarim Lopes Roseira, presidente da Seção de São Paulo da International Police Association (São Paulo, SP)

O deputado federal Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, afirma que “os criminosos têm livre acesso a elas (armas de fogo), que entram no Brasil por terra, água e ar”. Não seria muito mais eficaz fortalecer as forças de segurança para que pudessem impedir o tráfico dessas armas, em vez de ampliar o acesso irrestrito da população a elas? Segurança é dever do Estado.

Sergio Guedes da Fonseca Neto (Araraquara, SP)


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