'Bolsonaro e Mourão sim, clandestinos no governo não', diz leitor

Vice tem sido alvo de críticas de filho do presidente e de Olavo de Carvalho

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão durante cerimônia de comemoração dos cem primeiros dias do governo, no Palácio do Planalto, neste mês
Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão durante cerimônia de comemoração dos cem primeiros dias do governo, no Palácio do Planalto, neste mês - Evaristo Sa/AFP

Bolsonaros e Mourão

É incrível o que um filho sem limites, um pai sem poder de pai e um vice mais capacitado que o presidente podem fazer para o país (“Em meio a ataques, Carlos vai a clube de tiro”). Infelizmente, o que vemos são mensagens ridículas de quem não tem o que fazer de concreto e fica a atacar os outros por meio da blindagem das redes sociais. Enquanto isso, o mercado financeiro reage de forma negativa, temendo uma nova crise entre presidente e vice. 

Adriano Roberto (Rio Largo, AL)

A revolta do filho Carlos é compreensível. O pai foi eleito graças a um discurso agressivo, grosseiro e irracional. Mudar isso agora, como quer Mourão, configuraria estelionato eleitoral.

Kleber Ponzi (Belém, PA)

Mourão sim. Olavo de Carvalho não. Mourão sim. Filhos de Bolsonaro não. Bolsonaro e Mourão sim. Clandestinos no governo não. Bolsonaro e Mourão foram eleitos. Os clandestinos não. Bolsonaro e Mourão têm responsabilidade com a nação. Olavo de Carvalho e filhos de Bolsonaro não.

Ney José Pereira (São Paulo, SP)

Carlos Bolsonaro é vereador pelo Rio, mas exerce a função? Fica a impressão de que ele e o triunvirato “sangue do meu sangue” se imaginam e governam unicamente para o fantástico mundo de Bolsonaro.

Anísio Franco Câmara (São Paulo, SP)

Não dá para ter certeza de nada. O histórico de Mourão mostra que seu tom não era tão moderado assim (“Mourão muda fala radical com treino de mídia e meta política”. Suas falas e posicionamentos antes da posse vão contra o que pode ser considerado moderado. Pode ser que tenha ganhado bom senso após a eleição, ao abordar assuntos como o exílio de Jean Wyllys e o aborto de uma forma sensata, justa e democrática, do jeito que deve ser. O que parece é que o general Mourão entendeu que não está mais em campanha, diferentemente do presidente.

Lucas Palma (São Bernardo do Campo, SP)

Oferta de emendas

É o velho toma cá de lá de volta —na verdade nunca foi embora. Fizeram jogo de cena para a torcida achar que era sério esse negócio de nova política (“Governo oferece R$ 40 mi em emendas a deputados que votaram pela reforma”).

José Teodoro da Silva (São Paulo, SP)

Não existe velha nem nova política. Os neoparlamentares negociam abertamente seus votos em prol de interesses próprios. O certo seria votarem conforme sua consciência naquilo que fosse melhor para o povo que os elegeu, e não conforme o instituto do voto comprado com o dinheiro da nação.

José William (Fortaleza, CE)


Sugestão de regras

Será que dá para ter uma regra que proíba as pessoas de ouvir áudios de celular (inclusive de teor infantil) em locais públicos, ou em espaços utilizados pelo público, sem fones de ouvido (“Sobre patinetes, regras e liberdade”, de Flávia Boggio)?

Marco Antonio Martini Filho (Maringá, PR)


Voo de vice de Zema

Sem dar exemplo não dá para querer demonstrar um Novo estilo de gestão pública (“Velho Novo problema”, de Roberto Dias). Desse jeito, o melô bem que poderia ser “eu sou um moço velho”.

João Montanha (Recife, PE)

Algo de Novo no ar, ou nada de Novo na terra.

Flávio José de Almeida (Patrocínio, MG)

Nada muda no Brasil. Seja de direita, seja de esquerda, ao se tornarem governo, praticam os mesmos atos que combatiam e que diziam que extinguiriam quando assumissem. Não tenho esperança neste país.

Carlos Tardivo (São Paulo, SP)


Língua portuguesa

“Me” emocionei demais com o artigo (“Ainda tem uma pedra”, de Sérgio Rodrigues). Fui testemunha de muitas humilhações a amigos e conhecidos que tinham o defeito de falar como todos e escrever igual. Estudei na Universidade de São Paulo e, para dar um exemplo, vi uma arquiteta apresentar um trabalho de pós-graduação à classe e ser execrada ao usar a expressão “ao nível de” de forma errada. O trabalho dela, de arquitetura, nem foi analisado. Isso num ambiente que se dizia inclusivo. Quem fala e escreve certo pertence ao grupinho dos eleitos.

Lila Esther D’Alessandro (São Paulo, SP)


Vingadores

O jornalista Ivan Finotti não tinha o direito de dar spoiler no seu texto (“‘Vingadores: Ultimato’ é filme mais chato do ano”). Lamentável.

Thiago Guimarães Corrêa (Niterói, RJ)

Melhor texto já escrito pelo senhor Ivan Finotti! Texto pé no chão e sem ser feito para agradar à maioria do público —que vai lotar as salas de todo o país para ver essa bobeira, porém “quem gosta gosta”.

Thiago Silva (Governador Valadares, MG)

A Marvel criou uma máquina de ganhar dinheiro e a galera comprou a ideia. Não há mais o que ver na franquia Vingadores. As “estórias de heróis” chegaram ao fundo raso do poço dos quadrinhos. Com tanta coisa acontecendo no mundo real, a fantasia da Marvel/DC ficou irrelevante.

Miguel Neto (Brejo Santo, CE)

Constrangedor é ver uma crítica tão ruim. Não sei se foi para chamar a atenção ou só para conseguir cliques. Todos os outros jornais e sites especializados falam bem. A crítica não foi apenas ruim, mas péssima.

Vinicius Giacomini (São Paulo, SP)

Matias Spektor 

Lamento profundamente sua saída da Folha (“O futuro”). Em meio ao obscurantismo bolsonarista, suas análises bem fundamentadas consistiam no contraponto inteligente para ampliar a noção de como tresloucados podem afetar profundamente a imagem do Brasil. Espero que na nova empreitada seus escritos alcancem um público ainda maior. Acompanharei com gana.

Márcia Emília Rodrigues Neves (João Pessoa, PB)

Muito, mas muito triste com a sua saída, Matias Spektor. Suas colunas foram, uma por uma, grandes aulas. Mas a vida segue. Torço muito pela sua nova empreitada.

Nuno Mindelis (Barueri, SP)


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