'Com muita perspicácia, Jô Soares aconselha o presidente', diz leitor

Humorista e escritor escreveu carta para Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

Para Bolsonaro, o sentido de verdade é sempre necessariamente invertido, mesmo que isso contrarie um acontecimento plenamente factual: a morte de um pai de família brutalmente metralhado pelo Exército (“‘O Exército não matou ninguém, não’, diz Bolsonaro sobre morte de músico no Rio”). A verdade para o presidente da República tem de estar sempre a favor de suas convicções sectárias e corporativistas. Por responsabilidade de 57 milhões de brasileiros(as), elegeu-se essa figura nefasta. Oxalá não destrua o país.

Franklin Farias Morais (Vitória da Conquista, BA)

Formidável a carta aberta de Jô Soares ao presidente (“Carta aberta ao Ilmo. Sr. Presidente Jair Bolsonaro”). A missiva é hilária e contundente ao mesmo tempo. Lamentavelmente, não acredito que o destinatário entenderá sua fina ironia. Leitores vão rir, mas ela não terá nenhum efeito sobre o ilustre capitão reformado.

Regina Célia Souza Campos (Itapetininga, SP)

Totalmente desnecessário o que Jô Soares quis passar aos leitores desta Folha sobre a suposta ignorância do presidente. A sua cultura e a sua inteligência todos sabemos que são profundas e privilegiadas e podem trazer algum benefício apenas para a dita “elite pensante” do país. Para um Brasil melhor, sem fome, com ensino adequado e saúde para a população, neste momento, precisamos todos arregaçar as mangas e trabalhar.

Maria Prata (Taubaté, SP)

Com muita perspicácia e bom humor, Jô Soares aconselha o presidente. É um texto leve e de rara felicidade e que merece os elogios de todos os brasileiros. A crônica trata o assunto com muita propriedade e com fatos históricos significativos que, se bem utilizados pelo digno mandatário, podem lhe ser muito úteis na caminhada de um governo que mal começou.

Hélio de Almeida Rocha (Piracicaba, SP)

Acho muito cedo para julgar o governo Bolsonaro. No entanto, concordo que ele vem se cercando de auxiliares incompetentes e com uma vocação tremenda para se meterem em encrencas (“Quatro anos de muita zona”, de Mariliz Pereira Jorge). Gostei, entretanto, de sua honestidade ao afirmar que não nasceu para ser presidente, e sim militar.

Augusto Freitas (Feira de Santana, BA)

Em qualquer democracia, os dirigentes precisam estar preparados para conviver com as críticas (“Fica difícil ser amigo da imprensa, diz presidente”). Sem o apoio público —dos eleitores e dos meios de comunicação—, a administração pública tenderá ao fracasso. A opinião pública é soberana.

Ricardo Pedreira Desio, professor aposentado (São Paulo, SP)     

De mito a santo. Fantástica a foto de Pedro Ladeira, publicada na página A4 da edição desta sexta-feira (12), em que o presidente Jair Bolsonaro aparece embaixo do último zero do número que comemora os cem dias de seu governo —o emblema pode estar a indicar uma não finitude desta administração. Parabéns ao fotógrafo, pois conseguiu um instantâneo fenomenal: um sorriso sarcástico sob halo de santo.

Mauro Lacerda de Ávila (São Paulo, SP)

Jair Bolsonaro durante cerimônia realizada para marcar os primeiros 100 dias de governo, no Palácio do Planalto, em Brasília
Jair Bolsonaro durante cerimônia realizada para marcar os primeiros 100 dias de governo, no Palácio do Planalto, em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress

Oposição

Vejo com muita preocupação a postura do PT (“Hora do recreio”, de Bruno Boghossian). É uma enorme perda de tempo e irresponsabilidade a visão de que com piadas vamos denegrir a imagem do grupo que está no poder. O que nos cabe agora, como democratas e progressistas, é rigorosamente lutar contra a perda de direitos e a entrega do nosso patrimônio público e ambiental.

Elizabeth Fleury Teixeira (Belo Horizonte, MG)


Condenação de Gentili

Pena merecidíssima (“Punição a Gentili gera debate sobre liberdade de expressão”). Ele exerceu sua liberdade de expressão, agora pague por isso. Ninguém — e nada— está acima de ninguém.

Roberto Lourival (São Paulo, SP)

Danilo Gentili é de um mau gosto tremendo, mas essa sentença completamente desproporcional à infração é muito pior; uma afronta ao Estado de Direito e um perigo institucional enorme (“Prender alguém por delito de opinião é um retrocesso inominável”, de Luís Francisco Carvalho Filho)!

Gustavo Manzotti Simões (São Paulo, SP)

Duas mulheres: 1) uma que pede a condenação de quem, na sua visão, ofendeu sua honra, e a outra, uma juíza, que condena; 2) Humoristas homens (nenhuma mulher) dizendo que a condenação está errada e houve excesso; 3) um livro, “Os Homens Explicam Tudo para Mim”.

Joás Santiago Silva (Campinas, SP)


Educação

Falhar na educação é a certeza do pior cenário possível para o futuro (“Senhor ministro”, de Claudia Costin). Brasileiros sem formação adequada não serão capazes de promover melhoria na sociedade, de corrigir rumos.

Luiz Paulo Barreto (Cabo Frio, RJ)


Nova colunista

Excelente texto (“Término com analista”, de Flávia Boggio)! A fluidez na escrita me lembra uma outra colunista desta Folha que escreve às sextas, Tati Bernardi. Seja muito bem-vinda!

Gabriel Floriano Costa (Campinas, SP)

Certeira a sua decisão de dar um fim no relacionamento com o retrógrado dr. João. E um alívio para todos os que estão passando por situação parecida. Excelente texto.

Paula Cristina Veneroso (Osasco, SP)


Remédios

Em resposta à reportagem “Reforma cria trava para liberação de remédio no SUS via decisão judicial”, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia esclarece que as informações presentes no referido texto não têm respaldo na PEC 6/2019. O direito ao acesso a medicamentos de alto custo não distribuídos pelo SUS, reconhecido em ações judiciais, não se enquadra como criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social.

Demétrio Weber, coordenador da assessoria de comunicação da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho

Resposta do jornalista -  William Castanho Segundo juízes, advogados e acadêmicos ouvidos pela Folha, o dispositivo da PEC, por se tratar de regra geral para toda a seguridade social —que inclui Previdência, assistência social e saúde—, abarca, sim, criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço de saúde. A própria secretaria, em resposta à Folha, afirmou que a PEC abarca toda a seguridade e visa evitar judicialização.


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