'Falar em bitributação sobre igrejas prova ignorância', diz leitor

Em vídeo, Bolsonaro desautorizou Marcos Cintra sobre criação de imposto

Tributação

Falar em “bitributação” sobre as igrejas é prova de uma ignorância sem par (“Bolsonaro desautoriza secretário e diz que não vai criar novo imposto”). E desautorizar um colaborador por meio do Twitter é uma demonstração de indisciplina pessoal ou falta de educação igualmente espantosa. Não se passa uma semana sem espectáculos tristes como esse.

Hernandez Piras Batista (São Paulo, SP)

Saída de fábricas

Enquanto o presidente exerce a função de censor de publicidade e faz declaração que pode ser interpretada como estímulo ao turismo sexual, empresas do setor farmacêutico anunciam que abandonam o Brasil (“Saída de fábricas preocupa setor farmacêutico”). Isso demonstra, mais uma vez, sua total falta de noção do que é ser o primeiro mandatário de um país continental e complexo como o nosso.

Dorivaldo S. de Oliveira (São Paulo, SP)


Sociologia e filosofia

A ciência e a filosofia surgem juntas na história da humanidade. Aliás, no início era tudo filosofia. Hoje, a maioria dos campos do saber se separam da filosofia. Restam, para a filosofia, a ética, a epistemologia e a estética. E dentro desses campos é justamente a filosofia que fiscaliza o que estamos fazendo em nossa investigação do mundo e na tecnologização de nossas vidas. O saber humano, da forma como foi constituído, não pode prescindir daquilo que lhe serve de crivo reflexivo (“Bolsonaro propõe cortar verba de cursos de humanas no país”). Impossível!

João Luiz Muzinatti, professor de filosofia (São Paulo, SP)


Olavo de Carvalho e o governo

Na coluna “A corte do bobo”, Demétrio Magnoli vira o governo de cabeça para baixo. Ou melhor, despe o rei! Não é nada agradável ver o rei nu, mas é essencial para nós, cidadãos, entendermos o momento que vivemos.

José Antônio Garbino (Bauru, SP)

Sem ponto

Com relação à reportagem “TST se ajusta à reforma e libera empregados de bater ponto”, o termo autogestão é extremamente adequado. O tempo é de consciência sobre fazer o que foi combinado e entregar produtividade. Trata-se de um feito excelente para acabar com advogados que iludem trabalhadores para litígios na Justiça. Que estes usem o tempo para produzir e evoluir, e não para se armar com provas.

Ricardo Galvão (São Paulo, SP)


Nacionalização de remédios

Pergunta à advogada Renata Vilhena Silva (“Burocracia contra a vida”): por que não basta o registro no FDA (Food and Drug Administration, agência americana reguladora de medicamentos) para usar um medicamento no Brasil? É simples. Questão de inteligência. No Chile, descobriram  uma coisa óbvia: se o burocrata americano já aprovou, o que acrescentaria o burocrata brasileiro? Tão simples.

Luiz Gornstein (São Paulo, SP)


Encontros

A crônica de Drauzio Varella revela com rigor e uma pitada de humor uma situação corriqueira aos profissionais da área médica que muito se assemelha ao dia a dia dos advogados (“Foi bom te encontrar”). Somos solidários!

Carlos Carmelo Balaró, advogado (São Paulo, SP)


Diversidade

Parabéns à Folha. O Brasil pede atitudes audaciosas e agendas positivas como esta (“Paula Cesarino assume editoria com missão de estimular diversidade”). A diversidade é um pilar poderoso da república, além de uma fonte riquíssima. Ter acesso a diferentes universos é um direito do leitor. Nossa sociedade é multifacetada, diversa, rica em diferenças culturais, raciais, sociais, comportamentais, ideológicas. Precisamos ampliar nosso olhar e furar a bolha, atingindo todas as nuances do país, que nem sempre é ouvido e contemplado pelos meios de comunicação de massa.

Mara Gabrilli, senadora pelo PSDB-SP (São Paulo, SP)


Arminio Fraga

Excelente reflexão trazida pelo economista (“Tragédias). É interessante rememorar o panorama de crescimento que o Brasil tinha e posteriormente se deteriorou em relação ao resto do mundo. Aparentemente teremos uma nova década perdida, pois a atenção da cúpula governista parece estar mais concentrada na campanha publicitária de estatais do que no pífio crescimento deixado pelo trágico governo petista.

Lucas Coutinho Midlej R. Coelho (Brasília, DF)


Presídios

Importante a abordagem do coronel Nivaldo Cesar Restivo, secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, sobre o uso de PPPs no sistema carcerário (“A privatização dos presídios é uma saída para a crise carcerária? Sim”). O Estado deve garantir a assistência ao detento e dar-lhe reais condições de ressocialização. Os orçamentos públicos são cada dia mais restritos e impedem investimentos. Há que se encontrar a fórmula sustentável de a iniciativa privada participar da tarefa e, como é natural, auferir os resultados de seu trabalho.

Dirceu Cardoso Gonçalves, tenente da Polícia Militar paulista (São Paulo, SP)


Minhocão

Noticia esta Folha que a Prefeitura de São Paulo resolveu requalificar os baixos de pontes e viadutos (“Covas prevê publicidade em exploração de áreas sob viadutos da cidade”). Essa é uma demanda antiga, inclusive em relação ao Minhocão. Iluminação feérica, pintura clara e concessão para artesanatos e pequenos comércios transformariam seus baixos em locais agradáveis e com mais segurança, afastando justificativas para sua demolição ou transformação em parque.

Antonio Carlos Ramozzi (São Paulo, SP)

Réplica

Totalmente desnecessária a réplica de Marcella Franco (“O que você fez é mansplaining, reage repórter a Ruy Castro") a Ruy Castro. São atitudes como essa que lançam uma nuvem negra sobre o feminismo. Acusar gratuitamente o escritor somente porque ele incentivou a escrita de uma biografia sem se render à vontade do biografado é apenas chamar a atenção negativamente ao movimento. Sugiro interpretar melhor os textos antes de aventurar-se à obra de Chico. Nós, leitoras, merecemos, independentemente do sexo.

Luisa Ferraz (Bariri, SP)

Li a coluna do Ruy Castro (“Bilhete para Marcella”) e também achei condescendente demais, como se a autora não conhecesse a lei. O que parece é que ele precisava de um assunto e um mote e seguiu o caminho fácil. Adoro as colunas do Ruy, mas nessa ele pisou na bola, sim.

Marcia Freitas (São Paulo, SP)


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