'Governo deveria posicionar-se de forma mais clara', diz leitor

Deputada afirma ter recebido informação de que ministro a ameaçou de morte

Ameaças a deputada 

O silêncio do Planalto em relação às acusações da deputada Alê Silva reforçam o expediente mal-acabado do governo na área da comunicação (“Deputada relata ameaças de morte por ministro após denunciar laranjal do PSL”). São sempre atitudes-limites. Ou exagera em comentários descabidos pelas redes sociais, ou cala-se num silêncio ensurdecedor. Mesmo que deva aguardar desdobramentos e informações mais completas, deveria posicionar-se de forma mais clara. Faltam melhores explicações. Não explicou a reforma da Previdência até agora, por exemplo.

Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)

A deputada federal Alê Silva (PSL-MG), na Câmara
A deputada federal Alê Silva (PSL-MG), na Câmara - Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Promessas eleitorais

Acho interessante e não compreendo que muitas pessoas tenham votado em Bolsonaro pensando que pudesse mudar depois (“O pagador de promessas”, de Bruno Boghossian). O seu passado e o seu discurso não diziam isso. É uma pena e quem perde é o Brasil.

Olivio Romano Neto (São Paulo, SP)

Meio ambiente

Só queria saber de que lado está o presidente (“Bolsonaro desautoriza operação do Ibama em RO”). Não quer que se combatam traficantes de madeira ilegal, é contra multar motoristas que infringem as leis de trânsito e são pegos nos radares de velocidade... Não estou entendendo, não é ele quem faz as leis. Daqui a pouco, vira uma anarquia. Vamos acabar com esse jeitinho brasileiro, quem respeita as leis deve ser premiado, não o contrário.

Roberto Ken Nakayama (São Paulo, SP)

A floresta e a fauna amazônicas nunca foram tão ameaçadas como agora. A natureza cobrará seu preço com mudanças climáticas severas e irreversíveis que afetarão não só o nosso país, mas o restante do planeta, conforme for perdendo seu pulmão. Não haverá amanhã sem preservação.

Geraldo Aparecida de Oliveira (Bauru, SP)


Petrobras

O petróleo é nosso, é do povo (“Bolsonaro admite intervenção na Petrobras e deflagra crise”). Quem deve pôr preço no combustível é o presidente da República, e não organizações a serviço do poder global. A Petrobras é uma empresa estratégica e não deve se submeter ao poder econômico global. Não sou seu acionista, mas sou cidadão brasileiro. Brasil acima de tudo.

Francisco Anéas (São Paulo, SP)

Diálogos

O cochicho entre políticos desrespeita e subestima a nossa inteligência (“A mão na boca”, de Ruy Castro). Por ser comportamento incidente nos eventos públicos, pode-se inferir que, por detrás das cortinas, os problemas brasileiros são tratados com esculhambação.

Maria Inês de Araújo Prado (São João da Boa Vista, SP)


Charge

Jean Galvão é simplesmente encantador (14/4)! 

Albino Bonomi (Ribeirão Preto, SP)

Presidente do Senado

A reportagem “Presidente do Senado omite eventos em agenda pública e prioriza Amapá” mostra de maneira clara e alarmante como a velha política continua à frente do país. O despreparo, a demagogia, o uso de dinheiro público camuflado para interesses pessoais, a mentira e o cinismo estão predominando, desacreditando tudo o que a política poderia fazer por nós. Até quando este povo sem alma ainda suportará essas iniquidades?

Nicola Granato (Santos, SP)

Paulo Freire

É triste constatar que o governo Bolsonaro retome como método de atuação tanto o autoritarismo como o elitismo tão caros aos anos 1960 e 70 de nossa história (“Educação como alvo de ataques”). Em 2019, vemos com pesar o ciclo persecutório dos que nada entendem dos reais problemas da educação. Prova disso é a regulamentação do “homeschooling” como prioridade, o que afeta a exorbitante porcentagem de 0,02% das famílias brasileiras, ou seja, nada. No mais, Weintraub já mostrou a que veio ao eleger a guerra cultural como foco.

Haroldo Souza de Arruda (São Paulo, SP)

Vouchers

Naercio Menezes, embora um sério pesquisador, parece fundamentar sua tese na crença liberal de que a competição melhoraria a qualidade educacional, e não em evidências (“Duas propostas para o ensino no Brasil”). Seu artigo deixa uma série de questões intocadas, como regulação desses arranjos, controle social e aumento de desigualdades, desconsiderando toda uma literatura internacional já acumulada. Soa-me um tanto irresponsável a ideia de dar uma chacoalhada na educação, sem considerar o custo social dessas experiências.

Zara Figueiredo Tripodi (Ouro Preto, MG)


Tostão e Rodriguinho

Sou fã de Tostão a ponto de ir ler a coluna na padaria se o jornal não chegar em casa. O colunista foi infeliz desta vez, ao insinuar que Rodriguinho, do Cruzeiro, tem futebol e estilo parecido ao que ele praticava (“Os fatos novos e os grandes fatos”). Rodriguinho é um bom jogador, mas está longe de ser craque como Tostão fora. Está certo Juca Kfouri (“O Majestoso da covardia”)!

Celso Luís Gagliardo (Americana, SP)


Subprocurador-geral

Há muitos anos não vejo uma entrevista corajosa como a de Augusto Aras, com tantas revelações, considerações e proposições em torno de áreas consideradas tabu dentro do chamado Estado de Direito (“Subprocurador se lança à PGR por fora de lista tríplice e faz aceno a Bolsonaro”). Não só abriu o leque “intramuros” como foi bem além, abordando a liquidação incompreensível de poderosas corporações —com quais interesses? Poderiam ser preservadas, punindo os responsáveis, sem pôr o país em situação praticamente caótica. Precisa-se de gente corajosa no Brasil.

Sergio Vilalva (Salvador, BA)


Metrô paulista

O Metrô esclarece que a proposta de acordo da AG foi apresentada ao MPE por não ser competência da companhia celebrar tratos (decretos estaduais 52.201/2007 e 60.106/2014). O Metrô não fez acusação e desconhece possível envolvimento de integrante do TCE. As obras da linha 17 não estão paradas, só o contrato com o CMI está sendo rescindido. O custo da obra está incorreto, pois não inclui ações complementares. O valor médio para a implantação do metrô em SP é de R$ 1 bi por km, não de R$ 500 mi (“Metrô de São Paulo recusa acordo sobre cartel em obra de monotrilho”).

Adele Nabhan, chefe do departamento de imprensa do Metrô (São Paulo, SP)

Resposta do jornalista Mario Cesar Carvalho - Não há erro no valor do custo do monotrilho. A Folha seguiu critérios internacionais que só levam em conta os gastos diretos na obra. O valor de R$ 500 milhões por quilômetro de metrô foi estimado por especialistas, entre os quais Luiz Afonso dos Santos Senna, professor de engenharia de transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


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