'Impressiona-me a lucidez de Lula, verdadeiro estadista', diz leitor

Há mais de um ano preso, ex-presidente escreveu artigo publicado na Folha

Novo ministro da Educação

Não se pode brincar com a administração de um país, em nenhuma área, sobretudo em educação (“Olavista escolhido defende expurgo do ‘marxismo cultural’”). O presidente da República não pode conduzir o governo como se fosse o quintal da casa dele. Temos nomes respeitados no mundo todo, e sem viés ideológico. É revoltante o que está se passando. 

Antônio Roberto Tafelli (Maringá, PR)

Engraçado como o Acervo Folha desta terça-feira (9), que menciona que Paulo Maluf assumiu a prefeitura e falou em combate à ideologia marxista, parece ser dirigido aos que andam tomando posse em Brasília ultimamente. Realmente vamos andando para trás. 

Fábio Neves, aposentado (Belo Horizonte, MG)

Quando leio ou ouço referência ao “marxismo cultural”, imediatamente me vem à mente certo déjà-vu, reforçado nesta terça-feira (9) pelo Acervo Folha. Continuamos em dia com o nosso atraso. 

Marcelo Pedro de Arruda, historiador (São Paulo, SP)


Ditadura e governo 

O livro didático é o ponto de partida (“Equilibrados, livros didáticos falham em ditadura cubana e governo Lula”). Cabe ao professor mediar não só esse material, mas ideias vindas de outras fontes com as quais os alunos têm contato, para que as/os estudantes possam formar seus conceitos a partir de critérios científicos e se protegerem do revisionismo não-científico e das teorias conspiratórias que passeiam por aí. 

Giovanny Noceti (São José, SC)

Parabéns à Folha pela excelente avaliação crítica que demonstra uma posição científica e ideologicamente equilibrada nos livros de história distribuídos para uso no ensino público. Não se vê o mesmo equilíbrio na postura ideológica do atual governo.

Sebastião Aluizio Solyno Sobrinho (Belém, PA)

Fernando Holiday

Independentemente de críticas relativas a posições do MBL, acho justo considerar a atitude do vereador (“Transformar os professores no problema da educação é errado”). Muito positiva sua autocrítica, demonstrando que é um profissional capaz de reavaliar suas escolhas. Demonstra uma virtude raríssima nos dias de hoje: a humildade.

Enio Filho (Belo Horizonte, MG)


Supremo

O artigo “Em defesa do Supremo”, de Joaquim Falcão, é desses que lavam a alma. Entre outras coisas, separa o tribunal supremo dos que se consideram ministros supremos e não são e dos que tentam transformar a crítica à atitude de certos integrantes da corte, que certamente a fazem por merecer, em ameaça ao Supremo. Trata-se de um artigo que põe o Poder Judiciário em suas verdadeiras prerrogativas.

Ademir Valezi (São Paulo, SP)


Pedágio urbano

“O debate acerca da adoção de um pedágio urbano já foi levantado algumas vezes na cidade, mas não saiu do âmbito dos especialistas. Trata-se, sem dúvida, de medida que requer coragem política”, afirmou a Folha no editorial “Menos carro, mais metrô”. Não, senhores: em 2008 e 2012, fui candidata à prefeitura defendendo a medida. 

Soninha Francine Gaspar Marmo (São Paulo, SP)


Assassinato de músico 

Exército nas ruas, por engano, fuzilou com mais de 80 tiros o carro com uma família de civis inocentes (“Militares envolvidos em assassinato de músico na zona norte do Rio são presos”). E o país não parou, nem por tristeza, nem por vergonha, nem por indignação, nem por indignidade, nem por luto. Onde vamos parar?

Renato de Brito (Três Corações, MG)

Brilhante a síntese de Alvaro Costa e Siva: “O Exército cometeu um engano de 80 tiros” (“A cidade dos enganos”).

Ademar G. Feiteiro, advogado (São Paulo, SP)

Parabéns à Folha por publicar na primeira página a imagem da mulher que teve o marido morto por um grupo de militares despreparados para uma função que nem é a deles. Arrasadora a grandeza daquele grito de dor. Os tacanhos de sempre vivem dizendo que a imprensa é isso ou aquilo. A imprensa é, principalmente, aquele grito. E ai de nós se não fosse ela.

Carlos Moraes (São Paulo, SP)


Tabata Amaral

Zureia Baruch Jr estranha o fato de a deputada Tabata Amaral ter formação no exterior e se interessar pela política nacional. Estranheza seria não conceber que os jovens tenham apreço pelo conhecimento, desejo de transformar a vida, coragem para desafiar o óbvio e, sobretudo, sapiência por entenderem que soluções fora da política não são alternativas razoáveis.

Walter Roberto Correia, professor associado da Escola de Educação Física e Esporte da USP (São Paulo, SP)


Lula 

Concordo com a análise feita pelo ex-presidente Lula a respeito da evolução dos fatos nos últimos anos na política brasileira (“Por que têm tanto medo de Lula livre?”, de Luiz Inácio Lula da Silva). Ele até reconhece que Dilma Rousseff cometeu erros e não teve chance de corrigi-los. Impressiona-me a lucidez desse homem, verdadeiro estadista.

Luiz Oliveira (Lucas do Rio Verde, MT)

As ditas conquistas do governo Lula foram feitas com base no gasto público desenfreado e comprometimento financeiro e moral das estatais. Uma hora alguém tem de pagar a conta. Gastaram para manter o projeto de poder do PT e hoje quem paga a conta são os mais pobres.

Carlos Diego Gonzaga (Aracaju, SE)

Muito mais que pelo conteúdo do artigo, a Folha destacou-se pela coragem de publicá-lo. Consolidou sua independência jornalística, inabalável bastião da democracia. A Folha não tem lado. Tem compromisso com a verdade. Parabéns.

Fernão Dias da Silva Leme (Bragança Paulista, SP)

Tributação de cigarros

Em relação à carta publicada nesta terça-feira por representante da ACT Promoção da Saúde, é notório que o trabalho do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) consiste no combate à concorrência desleal, em primeiro plano, e ao contrabando, que impacta toda a sociedade, expressando a vontade de todos os seus associados. É importante considerar —e temos chamado a atenção da sociedade, inclusive aos antitabagistas— que 54% desse mercado é ilegal e está fora de controle.

Edson Vismona, presidente do Etco (São Paulo, SP)


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