'Ainda é cedo para antibolsonaristas se manifestarem', diz leitor

Governo Bolsonaro anunciou mudanças na educação e em regras para o porte de armas

Moro sem Coaf

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) tem razão: no caminho do ministro da Justiça, Sergio Moro, tem um Congresso, que morre de medo de ser pego com a boca na botija. E haja medo e haja botija!

Octavio Henrique Pavan, professor aposentado da Unicamp (Campinas, SP)


Militares

Como coronel da reserva do Exército, parabenizo o colunista Reinaldo Azevedo (“Voltem para os quartéis, soldados!”) pela lucidez e agradeço pelo corajoso convite aos generais e coronéis para refletirem sobre os valores que as Forças Armadas, em uma democracia, devem cultuar para si mesmas em relação à política: neutralidade, imparcialidade, apartidarismo e afastamento. Seus artigos a respeito dessa conjuntura são precisos.

Marcelo Pimentel Jorge de Souza (Recife, PE)


Olavo de Carvalho

Concordo plenamente com a leitora Maria Thereza Vergueiro. Olavo de Carvalho é a eminência parda do atual governo, tal qual ocorria durante a ditadura militar com o general Golbery do Couto e Silva. A história se repete.

Áurea Roberto de Lima (São Paulo, SP)


Governo Bolsonaro

Duas notícias publicadas em Cotidiano na última quinta (9) expressam com perfeição o caráter do atual governo. Por um lado, tem a medida que amplia o porte de armas (“Decreto dá porte de armas a 20 diferentes categorias profissionais”). Por outro, tem o corte de verbas para o financiamento de pesquisas (“Gestão Bolsonaro bloqueia bolsas de pesquisa pelo país”), que se soma ao contingenciamento de 30% dos recursos destinados às universidades federais. Trata-se de um governo que quer uma população com arma nas mãos, mas sem nenhuma ideia na cabeça.

Dimitri Pinheiro (São Paulo, SP)

Depois de 16 anos de governos corruptos, de dois ex-presidentes da República presos, de estados e municípios quebrados, da execução até de policiais pela bandidagem, é um pouco cedo para os antibolsonaristas se manifestarem. Ainda não deu tempo de o novo governo acabar com os resíduos tóxicos deixados pelas gestões anteriores. Muito do que encontramos atualmente ainda são resquícios da corrupção. E não tem preço o fato de acordar e saber que o PT foi derrubado.

Claudir José Mandelli, engenheiro civil (Tupã, SP)

Armas

Alguém precisa avisar o capitão reformado que o Brasil não é um quartel. Armar a população só resultará em mais desgraças (“Jair Bolsonaro aceita analisar mudanças no decreto de armas”). Os crimes com armas de fogo vão aumentar, bem como a violência. E ainda há quem pense que, com tanta boçalidade, ele conseguirá completar o mandato. 

Ademir Valezi (São Paulo, SP)

Democracia é o equilíbrio das tensões entre pensamentos e ações que regulam o bem-estar comum. A atitude providencial de Rodrigo Maia demonstra que temos um excelente administrador de pautas na Câmara dos Deputados. Isso reforça uma esperança de que não estamos fadados ao fracasso nem à falência da administração pública.

Sergio Santos (São Paulo, SP)

A liberação de armas para 20 categorias já permite prever políticos acusados de corrupção e jornalistas que os acusaram trocando tiros (“Decreto dá porte de armas a 20 diferentes categorias profissionais”).

Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)


Explicação para cortes

Qualquer corte ou contingenciamento na educação é prejudicial ao país. Não são somente as universidades as prejudicadas, mas, sim, todo o povo. Assim, é melhor nem dar explicação, pois não há uma que explique o atraso na educação brasileira, a não ser a hipocrisia (“Em live, Weintraub explica cortes com chocolatinhos”).

Rogerio Barletta de Campos (Guaratinguetá, SP)


Representação

Parabéns, professora Debora Rezende de Almeida, pela exposição acerca do cerceamento a atividades de conselhos, colegiados e comissões federais (“Representação precisa de participação”). O trecho “nossa democracia está agonizando”, no fim do artigo, leva-me a refletir sobre o que dizem Steven Levitsky e Daniel Ziblatt no livro “Como as Democracias Morrem”.

Francisca Santos (São Luís, MA)

Parabéns, Bolsonaro. Vamos limpar a estrutura formada, irresponsavelmente, pelos (des)governos anteriores (“Governo extingue mais de 50 conselhos criados pelo PT”)!

Julio César Cardoso de Matos (Juazeiro, BA)


‘Violência obstétrica’

O Cremesp apoia o Ministério da Saúde quanto ao uso equivocado e indiscriminado do termo “violência obstétrica” (“Ministério da Saúde veta uso do termo ‘violência obstétrica’”). O conceito de violência extrapola qualquer ato médico, caracterizado pela intenção de produzir sofrimento a outrem. Utilizado de forma genérica, estimula conflitos e compromete a relação médico-paciente. Os médicos são capacitados para auxiliar a parturição e este conselho entende que a humanização do atendimento é essencial, um direito de todos os pacientes, incluindo as gestantes.

Mario Jorge Tsuchiya, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)


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