'Bolsonaro tem de desvincular seu governo de Olavo', diz leitor

Presidente disse esperar que desentendimentos se tornem página virada

Militares X Olavo

Jair Bolsonaro, sob pena de se inviabilizar como mandatário, tem de, a qualquer custo, desvincular seu governo de Olavo de Carvalho, que ataca os militares, justamente o que de melhor há no confuso governo (“Militares reagem e dão recado a Bolsonaro em crise com ala ideológica”). Todos são muito preparados e realmente se esforçam para organizar a bagunça ideológica que permeia o ambiente governamental dos denominados “olavetes”, capitaneados, infelizmente, por um dos filhos do presidente. Que Bolsonaro se mire na atuação sensata e patriótica do general Villas Bôas.

José Salles Neto (Brasília, DF)

A Folha desta terça (7) estava ótima, com muita informação e ponderações para refletirmos. Destaco uma frase, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), por ser simples e muito adequada para o momento: “Enquanto eles brigam, o povo está sem emprego, os hospitais estão sem remédio, e as universidades, sem dinheiro”. Trabalho e objetividade são as atitudes que esperamos, senhores.

Maria Efigenia Bitencourt Teobaldo (Belo Horizonte, MG)

A imprensa precisa deixar de se preocupar com bate-bocas nas redes sociais, envolvendo militares, filhos de Bolsonaro e o tal Olavo de Carvalho, essa triste nova celebridade. A imprensa tem de voltar a correr atrás de notícias importantes para a sociedade, como as relacionadas à Lava Jato, à reforma da Previdência, ao combate à insegurança e a tantos outros temas. O pseudoideólogo fica destilando seu veneno, ofendendo os militares, que são a última reserva moral de nossa democracia.

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

Redes sociais

Democracia não pode significar álibi para insultos e ofensas a pessoas do governo ou quaisquer outras (“Após críticas a general, Bolsonaro diz que não regulará mídia social”). As redes sociais são um meio rápido e eficaz de comunicação em massa, entretanto, desde a eleição está servindo para uma “guerra” entre grupos fanáticos e desequilibrados. Deve haver meios que, sem censura, impeçam a propagação de ideias e críticas absurdas e alucinadas, como as de Olavo e seus seguidores.

Humberto Giovine (Erechim, RS)


Poderes

O ministro Ricardo Lewandowski tem razão ao mostrar no seu texto que ainda adotamos o modelo de divisão de Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário (“Autonomização das corporações”). Mas esquece que temos algo maior que os ensinamentos de Montesquieu: a Constituição. Todos os poderes emanam do povo e este, sim, é capaz de dizer o que é certo ou errado, não os togados. Se há excessos em órgãos de controle externos, a culpa é única e exclusiva dos Poderes, que perderam a noção do certo e errado, como licitar lagostas e vinhos.

Ronan Wielewski Botelho, advogado (Londrina, PR)


Reformas

Texto sublime de Marcos Mendes (“Por que é tão difícil fazer reformas no Brasil?”). Sem forte coesão social não avançaremos nas reformas fiscais e econômicas fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do país, o que, como bem explicado, vai muito além da reforma da Previdência, em que pese esta ser a mais urgente.

Daniel Plech Garcia (Brasília, DF)


Verbas para a educação

A meta do governo de construir colégios militares em capitais, numa época em que não há verbas nem para custeio das universidades federais, é, no mínimo, uma irresponsabilidade no que tange à condução do Orçamento, insuficiente até para a manutenção de programas existentes (“Em meio a cortes, Bolsonaro defende colégios militares”). Além disso, não resolverá o problema do atraso educacional no país, pois serão mais uma dessas ilhas de excelência para privilegiados que puderem morar nessas localidades e tiverem tempo integral para se dedicar aos estudos.

Rodolpho Odair Sverzutti Cava (Cafelândia, SP)

Alguém consegue imaginar o ex-ministro da Educação Fernando Haddad cortar, de uma penada, 30% da verba das universidades federais, apoiar o home schooling ou instar alunos a filmar e denunciar professores de linhas ideológicas diferentes da sua? O Brasil paga pela escolha que a maioria fez.

José Marcos Thalenberg (São Paulo, SP)


Transporte de armas

Isto que é um decreto importante para toda a população (“Em decreto, Bolsonaro flexibiliza regras de armas para atiradores, caçadores e colecionadores”). Empregos, segurança e saneamento não são importantes, mas fico feliz de saber que, se um dia resolver colecionar armas, poderei carregar a munição tranquilamente.

Paulo Cury (Osasco, SP)


‘Violência obstétrica’

Apoio incondicionalmente a atitude do Ministério da Saúde de abolir o termo “violência obstétrica”, que tem viés ideológico contra médicos obstetras, servindo tão somente de cortina de fumaça para esconder os reais problemas que matam mães e bebês, como a falta de pré-natal, de obstetras em maternidades, de concurso público, a existência de maternidades estilo masmorras medievais e a demonização do médico (“Ministério da Saúde veta uso do termo ‘violência obstétrica’”).

Raphael Câmara Medeiros Parente, ginecologista obstetra e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, RJ)

Gostaria de parabenizar o ministério pelo veto à utilização do termo “violência obstétrica”. Trata-se de uma expressão totalmente inadequada, empregada na assistência à gestante, pois tanto o médico quanto os profissionais de outras áreas não têm a intencionalidade de prejudicar ou causar dano. A popularização do termo macula a especialidade médica —ginecologia e obstetrícia—, desestimulando a formação de estudantes e residentes para o exercício dessa importante atenção primária.

Krikor Boyaciyan (São Paulo, SP)


Tucanos

O que fez o PSDB ficar para trás não foi o afastamento de suas origens, mas sim o fato de não tomar partido nos momentos cruciais da política recente (“Em convenção tucana, Alckmin prega volta às origens e João Doria, renovação”). Sempre em cima do muro e com discursos pouco empolgantes, fez com que as pessoas não se sentissem mais conectadas. Triste.

Maicon Nicoletto (Limeira, SP)

Colunista

Fernanda Torres é insuperável (“Remem! Remem!”). Ensina muito e critica com grande altura intelectual. Parabéns! 

Maria Angela P. Mangeon Elias (Itu, SP)


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