'Governo não tem a mínima preocupação com o saber', diz leitor

Leitor manifesta preocupação com mudanças anunciadas na educação

Mudanças na educação

Primeiro, Bolsonaro releva a ideia de reduzir verbas para cursos de filosofia e sociologia. Depois, vimos o corte absurdo nos orçamentos de universidades federais. Agora, há o corte no Capes, que subsidia bolsas de pesquisadores para mestrado e doutorado. O governo não tem a mínima preocupação com o saber e trata a educação como uma mercadoria. O Brasil não merece ficar nessa situação. Temos de lutar e exigir investimentos, pois a educação é primordial para o desenvolvimento de nossa sociedade.

Marcelo Coelho, sociólogo e professor da rede pública estadual (São Bernardo do Campo, SP)

Sou contra o corte de verbas. Mas a universidade precisa sair do casulo. Na pós-graduação, somos cobrados a publicar artigos em revistas. Produzimos conhecimento para quê e para quem? Para meia dúzia de colegas lerem e aplaudirem? Será preciso se reconectar à sociedade para não se extinguir. O cientista poderia contar a alunos do ensino fundamental sobre suas descobertas. Assim, as pessoas saberiam o valor do conhecimento desenvolvido na universidade e que é melhor investir nela do que atacá-la.

Luciana Caixeta, doutoranda em música pela USP (Brasília, DF)

Bolsonaro elegeu a Folha como alvo preferencial em seu ataque à imprensa, mas deveria ler o jornal com mais atenção. Assim poderia encontrar ótimas lições. O artigo da professora Catarina Dutilh Novaes (“Filosofia também interessa a médicos e engenheiros”), por exemplo, serviria para entender o que é e para que serve a filosofia. A autora usa o exemplo da Holanda, onde mora há 20 anos, para nos mostrar como a filosofia é necessária para a formação de profissionais de alto nível em qualquer área. O texto é bem claro e de fácil compreensão.

Rineu Santamaria (Lauro de Freitas, BA)

 

Armas

Estarrecidos, vemos a economia despencar, a destruição da educação e do meio ambiente e o esculacho às nossas Forças Armadas por alguém que nem reside no país e tem apoio do presidente. Enquanto isso, o governo prioriza medidas irrelevantes e que vão aumentar a insegurança no país, a exemplo do incentivo ao armamento da população (“Decreto pró-armas coloca Planalto e Congresso Nacional em rota de colisão”). E, pior, o ministro da Justiça assiste a tudo, visivelmente constrangido, sem tomar nenhuma atitude digna.

Henrique Ventura dos Reis (Rio de Janeiro, RJ)


Governo Bolsonaro

Se houver ainda algum mínimo espaço para expressão alternativa, mando este recadinho aos petistas, para que saibam as razões pelas quais não nos arrependeremos jamais de ter votado em Jair Bolsonaro. Por pior que possa vir a ser, o governo Bolsonaro terá sido melhor para o Brasil do que a continuidade do PT com sua sanha de poder insaciável.

Aeramiz Alves (Belo Horizonte, MG)

Ninguém segura o Brasil. Voltaremos a ser colônia, só que não de Portugal. Agora será mais chique: colônia dos EUA. Com Olavo e os “Bolsoboys”, teremos o meio ambiente degradado, bangue-bangue nas ruas e mão de obra inculta e barata. Terra boa de colonizar. 

João Carlos D’Elia (Penápolis, SP)


Militares X Olavo

Jair Bolsonaro diz que Olavo de Carvalho é dono do próprio nariz (“Bolsonaro tenta encerrar crise com militares, mas defende o pivô Olavo”). Ele tem razão. No entanto, quem parece que não é dono do próprio nariz é o presidente, ao não pôr um ponto final nessa picuinha. Olavo pode se considerar filósofo, astrólogo, pensador, porém jamais um sábio, visto que, caso fosse, estaria inspirando os seus seguidores a se unir em torno da ideia de reconstruir este país, e não alimentando intrigas infantis. 

Tsuneto Sassaki (São Paulo, SP)

Ex-ministros

Diante da sociedade civil aparvalhada com o tsunami de medidas escabrosas tomadas por Bolsonoro e sua turma, é um alento ver algum tipo de reação como a reunião de ex-ministros do Meio Ambiente. Superando qualquer divergência político, ideológica e partidária, eles tiveram a coragem de se manifestar contra esse descalabro (“Sete ex-ministros do Ambiente acusam governo de desmonte"). Quem sabe agora outros se animem a reagir e defender os direitos da população, impedindo que o apocalipse se instale de vez.

Dina Elisabete Uliana, bibliotecária (São Paulo, SP)


Monarquia

O único reparo que faço em relação ao texto “Tradição sem sentido” (de Roberto Dias) diz respeito ao Reino Unido. É claro que a monarquia descende de estruturas arcaicas, pondo reis e rainhas como governantes em nome de Deus. Mas, no caso do Reino Unido, toda a mística, todo o glamour e todo o interesse turístico em torno do reino certamente geram milhões e milhões de libras. A indústria do turismo agradece e os cofres públicos também, e a soma não se compara ao que a família real gasta para manter o status.

Guilherme Silva Lima (São Paulo, SP)


Aposentadorias

Mudanças são necessárias, porém a maioria dos privilégios é obtida apelos ocupantes dos três Poderes (“Velha Previdência é fábrica de privilégios, afirma Guedes”). Os brasileiros comuns não têm privilégios, só pagam a conta. Existe algum plano de governo para que essa realidade mude? 

Ricardo Pedreira Desio (São Paulo, SP)


Contribuição sindical

O presidente da Fenacon, Sérgio Approbato, lamenta a retirada da contribuição sindical obrigatória pela reforma trabalhista (“Uma reflexão sobre as relações sindicais”, Tendências / Debates, 10/5). De fato ele tem motivos para lamentar, pois o trabalhador era obrigado por lei  a sustentar milhares de sindicatos que não moviam uma palha em seu benefício. Agora, para conseguir apoio financeiro, as organizações sindicais terão de sair do comodismo e mostrar serviços para conseguir filiações espontâneas.

José Loiola Carneiro (São Paulo, SP)


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