'Papa morde e assopra em carta enviada a Lula', diz leitor

Pontífice lamentou as 'duras provas' que o ex-presidente viveu ultimamente

Pacto republicano

A propósito do pacto pelas reformas proposto pelo presidente da República aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, é preciso destacar que a aprovação das reformas não depende somente da vontade dos outros chefes de Poderes, mas sim dos votos de todos os 81 senadores e 513 deputados, entre os quais os integrantes do centrão, demonizado por Bolsonaro (“Presidente discute com Câmara, Senado e STF pacto republicano”).

Sandro Ferreira (Ponta Grossa, PR)

Digníssimos senhores, será que precisam de pacto para defender o Brasil? A que ponto chegaram!

Justino Di Lullo (São Paulo, SP)

O pacto proposto é mais uma extravagância de um Estado disfuncional e que só se mostra eficaz para proteger direitos e privilégios do estamento estatal. É bom lembrar que sempre existiu entre eles um pacto para garantir seus privilégios e se protegerem mutuamente. É só ver salários, gratificações, abonos, mordomias e aposentadorias privilegiadas. Acredite, neste pacto, a sociedade só participa pagando a conta.

José Tadeu Gobbi, publicitário (São Paulo, SP)

Se os Poderes estivessem de fato preocupados com o povo, com certeza as reformas já estariam aprovadas, não importando quem as editou. Senhores, mudem, pensem e lutem mais para o nosso bem. 

Jaime E. Sanches (São Paulo, SP)


Carta a um jovem

O artigo é soberbo (“Carta a um jovem brasileiro”, de Rogério Cezar de Cerqueira Leite). As anáforas dão força ao texto, na medida em que reiteram o desejo de falar ao jovem, apontando as ações que poderiam dignificar seu futuro e sua vida, não fossem as ações destrutivas de um governo autoritário e sem rumo. Que futuro poderá esperar o jovem de um país sem perspectiva, governado por uma ótica obtusa e de interesses vingativos de quem se vale do poder para dar ensejo aos instintos da bestialidade? O autor pinta o retrato calamitoso de um país desgovernado.

Valdevino Soares de Oliveira (São Paulo, SP)

Que prazer ler um texto tão primoroso como este! Leitura obrigatória.

Marylizi Thuler de Oliveira, professora de geografia (São Paulo, SP)

Inspiradas e lúcidas, as palavras do físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite merecem a atenção de todos nós e, em especial, de nossos governantes. Somos também contra a desconstrução do nosso país, esperando que o plano do governo dê prioridade à educação em todos os níveis, para que os jovens de hoje possam vir a tornar-se os nossos futuros líderes e dirigentes. 

Valmir Gentil Aguiar, economista (Florianópolis, SC)


Esperanças e desalentos

Querida Folha, gostaria, simplesmente, de lhe agradecer por me confundir, por me retirar diariamente da minha zona de conforto, por me cobrir de esperanças e desalentos no mesmo ato, por me fazer trafegar com serenidade em terreno inebriado de paradoxos e, acima de tudo, por estar comprometida com a realização de um jornalismo independente, crítico e apartidário.

Pedro Filipe de Assis Anversa (Leuven, Bélgica)


Carta a Lula

Em carta enviada a Lula, o papa, a meu ver, “morde e assopra” (“Duas provas”, Mônica Bergamo). Lamenta as mortes de entes queridos do ex-presidente e, ao mesmo tempo, enfatiza que “o bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira”, recado explícito a Lula. 

Maurílio Polizello Junior (Ribeirão Preto, SP)

O papa prova que está muito longe do ódio que tomou conta de parte da sociedade brasileira, especialmente daqueles que se vestem de amarelo para pedir sempre o mal para os outros, mas se esquecem de seus próprios pecados. Não conseguem se olhar no espelho, mas jogam pedras naqueles que defendem os menos favorecidos numa sociedade tão desigual. 

Vicente Ferreira (Goiânia, GO)

Xenofobia em Portugal

É estarrecedor o texto sobre a xenofobia contra brasileiros em Portugal (“Xenofobia contra brasileiros em Portugal cresce 150%”). Não são os brasileiros que lá estão que não conhecem nossa história. Como descendente de portugueses, indago: acaso se lembram nossos patrícios das toneladas de ouro que foram enviadas aos cofres de Lisboa? Além disso, aqui no Brasil jamais ouvi dizer de conduta idêntica àquela ora adotada em Portugal com relação aos portugueses que aqui vivem. O que mais chama a atenção é o silêncio das autoridades governamentais.

Antonio Clarét Maciel Santos, advogado (São Paulo, SP)


Quipá

Na qualidade de rabino, judeu e ser humano, fico indignado com o fato de ser perigoso para alguém usar quipá na Alemanha, berço dos horrendos crimes do Holocausto (“Dança com lobos”, de João Pereira Coutinho). Tanto o risco como a solicitação são repugnantes e representam um comportamento vexatório para o povo alemão. O uso da quipá representa a humildade e o respeito perante Deus, lembrando-nos, a todo instante, de que Ele está acima de todos nós.

Sany Sonnenreich, diretor dos centros Makom Jardins-Moema no Brasil (São Paulo, SP)


Saneamento

A não aprovação da medida provisória do saneamento será mais uma demonstração de como o estatismo corporativista joga contra o progresso e o bem-estar do país (“MP do saneamento deverá caducar, e pente-fino do INSS também corre risco”). Triste Brasil de estatistas reacionários empacados no tempo.

Daniel Plech Garcia (Brasília, DF)


Juízes

Sou professor de direito e, por isso, interessa-me o tema (“Ex-juíza cumpre pena por corrupção em ‘prisão das estrelas’ de São Paulo"). Temos 18 mil juízes no país. Menos de 0,50% é o índice de juízes denunciados e condenados por corrupção ou outro crime, a cada dois anos. Felizmente é pouco, comparativamente a outras instituições. Significa menos de 90 casos no total. Nenhuma instituição humana é perfeita. Mas, sem juízes seguros e atuantes, não haveria garantia a ninguém.

Luiz Antonio F. Gonçalves (Santos, SP)


Vaivém das Commodities

Parabéns ao jornalista Mauro Zafalon e à Folha por três décadas de cobertura do agronegócio na coluna Vaivém das Commodities (“Vaivém das Commodities acompanha 30 anos de revolução do agronegócio”).

Rodney Vergili, diretor da Digital Assessoria-Comunicação Integrada


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