'Por favor, deputados, vão trabalhar!', diz leitora

Congressistas fizeram lives em redes sociais durante discussão na Câmara

Lives na Câmara

A foto da primeira página da Folha desta quinta-feira (23) demonstra bem o nível de grande parte dos nossos congressistas, que parecem um bando de adolescentes vislumbrados e sem foco. São por esses e outros motivos que as sessões não acabam. Pareceria cômico, se não fosse trágico.

Nilton Nazar (São Paulo, SP)


Nem mil palavras descreveriam a imagem mais tosca e carnavalesca vista na primeira página deste jornal nos últimos tempos. Representantes deste governo fazendo caras e bocas e lives em pleno expediente. Por favor, deputados, vão trabalhar! 

Marilene Garcia Olivi de Oliveira (Pirassununga, SP)

Deputados do PSL fazem lives em redes sociais, no Plenário da Câmara, durante a votação do destaque que retirou o Coaf do Ministério da Justiça
Deputados do PSL fazem lives em redes sociais, no Plenário da Câmara, durante a votação do destaque que retirou o Coaf do Ministério da Justiça - Pedro Ladeira/Folhapress

Moro sem Coaf

Peço encarecidamente que sejam divulgados os nomes dos frequentadores da caverna pré-histórica em que ficam escondidos os deputados do chamado centrão que derrotaram o ministro Sergio Moro (“Câmara vota a favor de MP de Bolsonaro, mas derrota Moro ao tirar Coaf da Justiça”). E também é bom conhecer quantos não centristas se esconderam do Lobo, digo, Moro.

Eduardo José Daros (São Paulo, SP)

Os 228 congressistas que votaram a favor de devolver o Coaf ao Ministério da Economia devem ter dormido tranquilamente sabendo que enfraqueceram o Ministério da Justiça no combate à lavagem de dinheiro, o que permite a grande concentração de renda, o aumento da desigualdade e o fortalecimento da contravenção no país. Querer que o governo faça política com uma turma dessas é concordar com a politicagem que sempre se fez, e quem perde é a nação. O sistema agradece, pois sai vencedor desse combate.

Orson Mureb Jacob, presidente do Sindicato Rural de Assis (Assis, SP)

Claramente não foi o ministro Moro o derrotado na votação que transferiu o Coaf para Ministério da Economia. Isso é uma péssima mania da imprensa, a de personalizar as coisas. Os verdadeiros derrotados são aqueles que pretendem o fim da corrupção no país.

José Cretella Neto, advogado (São Paulo, SP)


Universidade pública

O ensino superior gratuito tem relação com a possibilidade de ascensão (“A fatura universitária”, de Hélio Schwartsman). O fato de ser público —e, apesar dos problemas, ainda de qualidade— permite a convivência entre diferentes grupos que, em situação normal, jamais dividiriam o mesmo espaço. Pessoas com alta renda ocuparem a maior parte das vagas não é o problema, mas sim a péssima qualidade do ensino público na base. Se houvesse estudantes de alta renda em escolas públicas primárias, estas seriam mais valorizadas.

José Hamilton Lopes Leal Jr. (Teresina, PI)


Taiwan

A Folha publicou reportagem na qual classificou a província chinesa de Taiwan como um país (“Taiwan é 1º país da Ásia a legalizar casamento gay”). Quero reiterar que Taiwan é uma província da China e uma parte inalienável do território da China. No mundo, há uma só China. Esperamos que a Folha não repita esse erro grave.

Hu Min, conselheiro de imprensa da embaixada da China no Brasil


Governo Bolsonaro

A questão do arrependimento tardio é que ele não modifica mais a realidade (“Antes tarde do que nunca”, de Mariliz Pereira Jorge. Bolsonaro foi eleito num pleito justo. A maioria quis assim. E assim seguiremos até ele completar seu mandato, maldizendo-o, ou aguardando que ele seja removido pelos mecanismos legais, caso pise na bola —o que não é um cenário improvável. Por enquanto, o homem segue fiel à pauta que propôs a seu eleitorado, gostemos ou não. Despreparado para o cargo? Sem dúvida, mas o que isso importa agora? O tempo não volta.

Fernando Schiavo (Rio de Janeiro, RJ)


Concordo que quem votou em Bolsonaro errou. Mas, se tivesse votado no Haddad, o erro não seria maior?

William Cesar Salim (Viradouro, SP)

Vamos ser práticos. Considerando que, no segundo turno das eleições do ano passado, duas eram as opções, a saber, Bolsonaro e Lula, a pergunta é: a volta do jeito petista de “governar” teria sido menos pior que a inaptidão de Bolsonaro?

Paulo Afonso Laurentis (Conchal, SP)

Lobão

Erros todos cometemos (“‘Chamar estudante de massa de manobra é coisa de imbecil’, diz Lobão sobre Bolsonaro”, Ilustrada, 23/5). Reconhecê-los é sinal de humildade e de coragem, ao se contrapor àqueles que equivocadamente defendia. Parabéns, Lobão, por sua libertação das sandices do forasteiro anacrônico Olavo de Carvalho.

José William (Fortaleza, CE)


Considerando que ajudou a criar o problema, tem o dever moral de ajudar a resolvê-lo. Aguardemos.

Rodrigo Caldas (Recife, PE)

Viva, Lobão! Sou de esquerda, mas não é por isso que vou deixar de ouvir os discos do velho Lobo.

Denise Teixeira (São Paulo, SP)

Pedido de governadores

Quatorze governadores pediram ao presidente que revogue o decreto que reconheceu o direito do cidadão à legítima defesa com o uso de arma de fogo (“Bolsonaro deve recuar de pontos polêmicos em decretos de armas”). É um direito deles se manifestar, mas quem são eles? Nove militam em partidos de esquerda, sempre prontos a erguer a mão pesada do Estado contra os cidadãos. Dos outros cinco, três são ilustres desconhecidos fora de suas unidades da Federação, um é filho de Jader Barbalho, e outro, filho de Renan Calheiros! É preciso dizer mais alguma coisa?

Roberto Dufrayer (Rio de Janeiro, RJ)


Novo autódromo no Rio

Se já não bastassem as obras para Copa do Mundo e Olimpíada, nosso presidente deveria pelo menos ter a percepção de que este não é o momento (“Derrubada de 180 mil árvores embasa pedido contra autódromo de Deodoro”).

Sidney Marth (Piracicaba, SP)


Adoção

Difícil acreditar que a OAB e juízes sejam coniventes com a “coisificação” de crianças e jovens em desfile em shopping de Cuiabá (“Desfile da adoção em shopping é criticado por Defensoria em MT”). Absurdo nivelar seres humanos a animais irracionais, como sói acontecer em rodeios. O próximo passo serão anúncios de “oferta” nos classificados?

Maria Inês de Araújo Prado (São João da Boa Vista, SP)


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