'Bolsonaro pegou herança maldita de Temer e Dilma', diz leitor

PIB contraiu 0,2% de janeiro a março deste ano, mostrando economia estagnada

Posição ideológica

Com a volta da radicalização do discurso, o PT se assume como esquerda, flertando com o radicalismo que o movia antes de ser governo. Entendo o PSDB como centro-direita, sendo sua atuação na política econômica à direita. O vácuo ideológico que deveria ser ocupado pela centro-esquerda, ou social-democracia, ou trabalhismo (como queira), poderia ser preenchido pelo PDT, mas não me parece que essa seja a ambição do partido, que insiste em acenar para a esquerda, não para o centro (“O Pós-PSDB”, de Celso Rocha de Barros).

Ricardo Ferreira (São José dos Campos, SP)

O partido social-democrata é o PT, goste-se ou não disso. Acusações? Os sociais-democratas europeus sofreram várias e só se reergueram após a derrota do nazifascismo —aqui é o neofascismo a bola da vez. O PSDB errou ao adotar o eleitor de extrema direita e será sócio da derrocada neofascista, querendo ou não. Mas é fato que João Doria é mais esperto, percebeu o buraco econômico e toma medidas estatais em São Paulo para mitigar o problema.

Hercilio Silva (Brasília, DF)


Conservadorismo

Francisco Razzo poderia ter sido direto (“A imprudente cruzada conservadora”). O governo é uma tragédia porque é reacionário stricto sensu: busca para o país um passado mítico como forma de redenção política. Presidente e ministros verbalizam o tempo todo que inauguraram uma nova era na economia, na educação, nas relações políticas. Em consequência, o princípio de identidade que põem em ação expulsa da fronteira política ideais de pluralidade e diferença. Mas qual comunidade política é fundada ao se negar a existência da alteridade?

Haroldo H. de Souza Arruda (São Paulo, SP)

Excelente artigo. O principal ponto de que discordo dos conservadores é “a busca por algo que nos une”, como a religião ou a história de nosso país. Os conservadores não conseguem entender que todos somos brasileiros, quer concordemos e estejamos unidos ou não. Todos têm direito ao pensamento livre, a discordar, a debater. E nem por isso deixam de ser brasileiros. A diversidade deve ser louvada, mas os conservadores enxergam qualquer discordância como uma ameaça.

Maurício Serra (Cidade Ocidental, GO)

Bom texto! A discussão sobre o que é esquerda e direita no campo político é secundária. As questões mais urgentes são como fazer a economia crescer, como diminuir a taxa de desemprego e como o Estado pode ser utilizado da melhor maneira possível para trazer prosperidade, felicidade e paz para nós, brasileiros.

Henrique Viana (Juazeiro do Norte, CE)

​​Manifestações

Tendo como pano de fundo as manifestações do dia 26, queria lembrar uma passagem do livro “Vias de Passagem do Capitalismo ao Socialismo”, do insuspeito V. Neznánov: “Marx assinalou que, em condições históricas específicas, [...] no interesse da vitória pacífica do socialismo, seria conveniente e vantajoso comprar a burguesia e paralisar deste modo a oposição desta às transformações socialistas”. Qualquer semelhança com o mensalão... centrão.

 José Ronaldo Curi, advogado (São Paulo, SP)

Cobrança X gratuidade

Todos os estudantes de universidades públicas deveriam retribuir o investimento que receberam da população com a obrigatoriedade de dar aulas nas escolas públicas (nível fundamental e médio) por pelo menos dois anos em meio período. Já entrariam com esse compromisso e receberiam formação pedagógica básica em todos os cursos (“As universidades públicas deveriam cobrar mensalidade dos alunos mais ricos? Sim”, de Sergio Firpo).

Mônica de Nobeschi (Santo André, SP)

Acho que as universidades públicas não são mais acessíveis aos alunos ricos, mas, sim, aos alunos de escolas privadas (eu sei que a maioria destes são mais abastados, é claro). Pensando assim, não se conclui que necessário mesmo é a recuperação das escolas de ensino fundamental e médio públicas para que os alunos que delas saem tenham condições de competir com os das privadas? Deixemos as universidades públicas como estão, já que são as mais produtivas.

Eduardo Luiz De Faria (Florianópolis, SC)


Evangélico no STF

Mesmo sendo o Estado brasileiro laico, não vejo problemas que um evangélico faça parte do Supremo Tribunal Federal desde que satisfaça os requisitos básicos estabelecidos pela Constituição, no artigo 101, isto é, idade superior a 35 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada, além de obviamente haver a vaga, de ter sido indicado por quem de direito e que aceite trabalhar em ninhos de cobra existentes nos três Poderes (“Bolsonaro questiona falta de ministro evangélico no STF”). Será que é também dívida de campanha?

Carlos Gonçalves de Faria (São Paulo, SP)

Sendo o Brasil caracterizado como um Estado laico, não faz sentido o presidente escolher um ministro do Supremo com base na confissão religiosa do indivíduo. O critério da escolha não deve ser outro que não o da competência. As instituições no país já se encontram fragilizadas, por abrigarem em seus quadros pessoas nem sempre confiáveis. Que o Supremo venha a ser composto de juízes que atuem sempre em sã consciência e em conformidade com a Constituição, é o que o povo espera.

Teresa Fernandez (Belo Horizonte, MG)

O Messias parece não entender que o único capaz de garantir a liberdade religiosa é exatamente o Estado laico. Ficar tirando ondas oportunistas com segmentos religiosos específicos dará sempre a impressão de ser faccioso e volúvel.

José Lino da Silva (Goiânia, GO)


Expectativas

Bolsonaro, apesar de muitas trapalhadas, pegou uma herança maldita de Temer e Dilma (“Uma grande mentira”, de Janio de Freitas). Complicou ainda mais porque ele fala muita besteira e não tem articulação política. Arranja confusão com quem está quieto e se baseia nos conselhos de Carlucho. Mas pelo menos até agora aparenta ser um governo sem corrupção.

Rodrigo Maciel Dantas (Olinda, PE)

PSL

Jair Bolsonaro tem razão de afirmar que o PSL foi “pegando qualquer um” para disputar as eleições em 2018. A começar por um candidato a presidente despreparado, incapaz e desqualificado.

Mauricio Huertas, jornalista (São Paulo, SP)


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