'Justiça e vingança são coisas diferentes', diz leitor

Defesa do ex-presidente Lula diz que Lava Jato monitorou conversas de advogados

Lula
A extrema direita acha que todos os que criticam Bolsonaro ou os abusos de Moro são petistas (“Havendo lei, condenação de Lula é nula”). Ninguém está dizendo que Lula é santo, e sim que justiça e vingança são coisas diferentes. Que os fins não justificam os meios. E que mais importante do que odiar o PT é respeitar a Constituição e o Código de Processo Penal. Se Lula for solto, a culpa não será do comunismo, mas do próprio Moro, que atuou de forma ilegal.

Henrique Cavalleiro (Brasília, DF)

Sergio Moro
Acho que Sergio Moro está certíssimo quando fala de certas práticas que são naturais na Justiça no Brasil. Durante os anos em que fui jurada no fórum da Barra Funda, em São Paulo, quando íamos para a sala dos jurados, o juiz, o promotor e o advogado de defesa, aparentemente, já tinham chegado ao veredito, e nós éramos orientados pelo juiz sobre como deveríamos votar. Achei estranho, falei a uma juíza e ela me respondeu: “Aqui não é como nos filmes americanos”.

 

Maria Terezinha Fontana dos Reis (São Paulo, SP)

Sergio Moro, quando instado a falar, só tem forças quando lhe dão guarida e suporte (“Início de maratona”). No momento em que é pressionado a explicar suas relações promíscuas e pouco republicanas com o Ministério Público, sai com evasivas de que estão fazendo sensacionalismo, de que está sendo perseguido por hackers e vitimizado por uma orquestração criminosa.

Paulo Sérgio Cordeiro Santos (Curitiba, PR)


Chico Buarque
Há que separar o artista Chico do cidadão Chico (“‘Tenho muitas reservas ao PT’, diz Chico Buarque a jornal francês”, Ilustrada, 21/6). Como autor, escritor, compositor e cantor, deixa um legado inegável para todos. Como cidadão comum, suas posições políticas simplesmente são medíocres. Nada a ver com o brilhante artista que é.

Carlos Sidney V. Lins (Manaus, AM)

Concordo com Chico. A única maneira para o PT ganhar as eleições foi se vendendo aos poucos à armadilha do egoísmo, próprio da direita conservadora, que não divide suas terras com quem quer produzir. Isso é prova de que a esquerda, raiz e ideológica, nunca governou o país.

Sergio Lucio (Guarujá, SP)

Djamila Ribeiro

Chamo Djamila Ribeiro de ‘’um presente para o Brasil’’ já há vários anos. O apelido é justo pois sua voz é um sopro de inteligência, ousadia e sensibilidade. Disponibilizo vídeos com Djamila às alunas e alunos e presenteio moças, mulheres e marmanjos da família com seus livros. Parabéns à Folha pela sensacional iniciativa. E que venham mais (“Desculpe, Whitney”, Ilustrada, 21/06).

Oswaldo Rio Branco de Oliveira, professor sênior da USP (São Paulo, SP)


Comunidade judaica

Parabéns ao mestre Flavio Goldberg, principalmente pela conclusão do seu artigo “Weintraub não representa o Povo do Livro”: “Todos os brasileiros, sem exceção, umbandistas ou evangélicos, judeus ou ateus, brancos ou negros, homossexuais ou heterossexuais, não constituem grupos isolados de interesses conflitantes em relação à pátria”. Que sirva de lembrança àqueles que se sentem no direito de “representar” e “falar em nome” de minorias. 

Marco W. Zabel (Porto Alegre, RS)


Devolução de carteira

Comovente o estudo sobre a devolução de carteiras (“Carteira perdida com dinheiro tem chance mairo de ser devolvida”), mas as que eu perdi nunca foram encontradas pelo estrato bom da população avaliada. Já perdi quatro vezes a carteira e me devolveram três, sempre aliviadas de todos os centavos. Inclusive a última, no mês passado, que tinha razoáveis R$ 300.

Fernando Abreu Gontijo (Uberlândia, MG)


Quadrinhos

Como assinante há décadas da Folha, acho desnecessário e impróprio para um jornal que circula em nossos lares a publicação das palavras e/ou desenhos das tirinhas de “A Vida Como Ela É”, “Viver Dói” e “Péssimas Influências”.

Gonzaga Luiz Paganini (Rio Claro, SP)


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