'Se Moro errou, seus erros não foram graves', diz leitora

Procuradores se articularam proteger ex-juiz, segundo mensagens privadas

Mensagens vazadas

Sergio Moro, ao se defender, põe em dúvida a autenticidade das mensagens do site The Intercept. Mas, ao mesmo tempo, pede desculpas ao MBL por ter chamado integrantes do movimento de tontos (“Chamado de ‘tonto’, MBL divulga pedido de desculpas de ex-juiz”). Trata-se de mais uma contradição de Moro, que deveria pedir afastamento do cargo de ministro da Justiça até o término das investigações, mesmo porque chefia a Polícia Federal, que está apurando os vazamentos.

Pedro Valentim (Bauru, SP)

É chocante a discussão sobre a possível nulidade dos processos julgados pelo então juiz Sergio Moro. Pessoas que sabidamente foram denunciadas, e tiveram os delitos demonstrados e comprovados, pleiteiam agora nulidade de suas punições baseadas em disse que disse. Espero que os bandidos cumpram as suas punições, independentemente das discussões sobre as pessoas poderem se falar ou não.

Adilson do Amaral Penteado (Valinhos, SP)

Como brasileira, aplaudo o que a Operação Lava Jato fez pelo país, mas, como cidadã, não gostaria de ser julgada por um juiz que trabalha junto com a acusação (“Juízes sem juízo”, de Vinicius Mota).

Márcia Meireles (São Paulo, SP)

Concordo com a linha de pensamento do jornal e discordo algumas vezes. Mas, se a Folha fizer qualquer movimento para derrubar Moro, cancelo minha assinatura. Nenhum ser humano é perfeito, porém há alguns melhores que outros. Se Moro errou, seus erros não foram graves a ponto de pôr alguém na cadeia injustamente. Até agora o que se viu foram conversas entre pessoas que cuidavam de um caso não comum. Se surgir algum fato grave cometido por ele, a decepção será enorme.

Cristina Reggiani (Santana de Parnaíba, SP)

Deixa-nos perplexos a visão de pessoas incapazes de perceber as barbaridades reveladas (“Os homens fora do lugar”, de Bernardo Carvalho). Principalmente porque tais pessoas também se revelam incapazes de perceber que a barbárie não favorece ninguém, nem mesmo aqueles que hoje destroem a ordem democrática e o Estado de Direito.

Valmont Rosa Silva Santos (Salvador, BA)

Não é o caso de mergulhar nos “fortes indícios”, produzindo uma reportagem que ateste a veracidade do arquivo? 

Pedro Duarte, jornalista (São Paulo, SP)

Quando dois brigam, ambos “podem” ter razão: Lula ser corrupto e Moro não ser imparcial.

Luiz Dalpian (Santo André, SP)

Parabéns à Folha pelo jornalismo sério (“Série de reportagens explora mensagens obtidas por site”). Sou professor e estou grato pela assinatura gratuita por 12 meses. Fiquei surpreso pelo tamanho do jornal e pela quantidade de colunistas, assim como pelos bons jornalistas e pela qualidade das informações. O jornal já me fidelizou, pois não acho que conseguiria deixar de lê-lo diariamente.

Renilson Júnior (Valparaíso de Goiás, GO)

CamaraTur

Impossível não se indignar com a reportagem sobre a “CamaraTur” (“Câmara banca viagens de deputados a destinos turísticos com aval de Maia”). O desavergonhamento de alguns parlamentares é medonho. Tratam-nos como simples otários.

Helano Cid Timbó (Fortaleza, CE)

Absurdos como os passeios de deputados pagos com nosso dinheiro acabam alimentando aventureiros que se dizem não políticos ou antipolíticos e, chegando lá, fazem pior que os anteriores.

Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

Os nobres parlamentares ainda não assimilaram a crônica “Os injustiçados”, de Marcius Melhem, sobre comemoração do Dia do Trabalhador (Ilustrada, 30/4/2017). Sugiro a reedição do brilhante texto.

Walter Matheus Micheletti (Uberaba, MG)

Enquanto isso, pesquisadores não têm apoio para apresentar resultados de pesquisa em eventos científicos. O Brasil elege prioridades erradas, e esse caso específico tem a marca da imoralidade que impera no nosso Congresso.

Gustavo Porpino (Brasília, DF)

Lula

Onde estão o combinado, o conluio, a trama ardilosa e vil entre os procuradores e o juiz? Onde estão os diálogos que revelam alguma prova forjada em processo judicial? Alguma combinação com instâncias superiores? Há? Não há. A montanha, de fato, pariu um rato (“Só há justiça com a certeza da imparcialidade”, de Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins).

Andre Almeida (Belo Horizonte, MG)

Qual outro político foi julgado e condenado por “atos indeterminados”, em tempo recorde, por juiz em conluio com a acusação, para não concorrer nas eleições em que era o favorito? Lula, como qualquer brasileiro, merece um julgamento justo e imparcial. Ou o Supremo faz valer a Constituição, o Estado Democrático de Direito e liberta Lula ou podem admitir que já não estamos mais em uma verdadeira democracia.

Cristiano Penha (Campinas, SP)

Pondé

Diante da solidez, originalidade e coragem do texto de Luiz Felipe Pondé (“Reflexões niilistas sobre política”), como ficam pequenas e meio rancorosas as ressalvas a esse grande pensador feitas  por Michel Laub (“Pondé e a barbárie”).

Carlos Moraes (São Paulo, SP)

O homem foi, é, e nada indica que não será, imperfeito. Assim sendo, em qualquer de suas manifestações, há/haverá algo não adequado. Vigiar político, por exemplo, é conveniente.

Joel Fernando Antunes de Siqueira (São Paulo, SP)


Cabeça de adolescente

Cumprimento os autores do especial publicado nesta segunda (24) sobre doenças mentais que afetam nossos jovens e adolescentes. Assunto preocupante, complexo e que merece mesmo ser debatido pela sociedade, para reduzir tanto sofrimento e suicídio de jovens ainda em idade escolar.

Celso Luís Gagliardo (Americana, SP)


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