Leitor diz que Moro passou de salvador a cidadão à margem da lei

Trabalho infantil, vazamento de mensagens e ambiente também são alvos de críticas

Laranjas
Esse senhor começou como “salvador da pátria” (até eu acreditei), virou popstar (comecei a desconfiar) e agora aparece como cidadão à margem da lei (decepção total) (“Ministério de Moro confirma que Bolsonaro foi informado de apuração sobre laranjas”, Poder, 5/7).
Marco Antonio Lacerda (Nova Friburgo, RJ)
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Quando o jornal será utilizado para contribuir positivamente para o nosso país? Quando vocês, jornalistas, vão fazer algo relevante e útil? De onde vem este desejo insano de destruir pessoas que têm opiniões e visões distintas das que vocês têm?
João Baptista Gil Junior (São Paulo, SP)


Trabalho infantil
Gostaria que Bolsonaro tivesse propostas para gerar empregos para os mais de 13 milhões de desempregados e não suspendesse verbas para a educação. Lugar de criança é na escola, estudando (“Em live, Bolsonaro ignora reforma da Previdência e defende trabalho infantil”, Mercado, 4/7).
Marli Moras Garcia (Vitória, ES)
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Não vejo o trabalho infantil como um problema. Bem regulamentado seria benéfico. Muitos pais gostariam, na área rural e nos pequenos negócios, em atividades sem perigo, no horário fora da escola. Melhor do que ficar na rua enquanto os pais trabalham.
Luiz Norberto Barros de Morais (Divinópolis, MG)


Vazamento de mensagens
Os recentes vazamentos pelo Intercept nos ajudaram a reafirmar que o ex-juiz Sergio Moro, ao aceitar ser ministro de Jair Bolsonaro, colocou em dúvida a legitimidade e o legado da Lava Jato e deu credibilidade às alegações de que a operação teria motivações políticas (“Moro sugeriu à Lava Jato inclusão de prova contra réu, aponta mensagem”, Poder, 6/7).
Maria Helena Beauchamp (São Paulo, SP)


Léo Pinheiro
O sr. Tales Castelo Branco escreveu que “em 60 anos de advocacia criminal, nunca tinha visto testemunha enviar carta para jornal” (Painel do Leitor, 5/7). Em seus 60 anos, o sr. já viu presidiário dando entrevista a meios de comunicação do país e do exterior, falando o que lhe vem à cabeça?
Luís Gonzaga Batagin (Capivari, SP)


Ambiente
Bolsonaro deve sua eleição ao apoio da poderosa bancada ruralista. Está na hora de os ruralistas mandarem ele recuar e parar de perseguir a destruição completa dos biomas do país. O Brasil tem muito mais a ganhar preservando a natureza do que continuar desmatando para plantar soja. O acordo entre Mercosul e União Europeia não vai se concretizar se o desmatamento desenfreado continuar. É hora de os ruralistas colocarem a coleira em seu cachorro bravo. 
Mário Barilá Filho (São Paulo, SP)


Barragens 
Itatiaiuçu, Brumadinho, Barão de Cocais e Bento Rodrigues estão ou estavam em rota de colisão com os dejetos das barragens das mineradoras. Que se danem os moradores dessas cidades. Eles que tratem de sair correndo, enquanto é tempo. Só mesmo no Brasil é possível conviver tanto tempo com uma situação grotesca como essa.
José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)


João Gilberto
Belas canções. O Brasil fica mais triste (“Morre João Gilberto, criador da bossa nova, aos 88 anos”, Ilustrada, 6/7). É o momento em que passamos. Descanse em paz, João Gilberto, morre o gênio, sua obra magnífica permanece viva.
Alvaro Almeida (Rio de Janeiro, RJ)

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Gênio, sua lacuna nunca será preenchida. Obrigado por tudo, mestre!
Lucas Rezende (Florianópolis, SC)
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Elegância rara nos dias de hoje. Triste Brasil que não conhece João Gilberto, Tom Jobim...
Helena Mendes Faria (Brasília, DF)


Tortura
A cada dia aumenta o número de “crimes comuns” cometidos pelos militares. Torturam uma inocente, a estupram e, depois, pedem dinheiro para soltá-la. Qual o nome disso? (“Fui torturada pela ditadura e acho que meu pai foi a razão”, Poder, 6/7)
Manoel Pereira (Brasília, DF)


Evangélico no STF
Onde já se viu fé religiosa misturada com justiça (“Pupila de ministro do STF, professora evangélica vê espaço para fé no Judiciário”, Poder, 5/7)? Onde está a imparcialidade ao atender a demanda como no caso da criminalização da homofobia? A professora diz que foi um exagero? Não visualiza essa demanda na sociedade? Não me venha com esse moralismo religioso só porque nós, homossexuais, não somos aceitos por vocês. Sua visão deveria ser a de proteger porque todos somos seres humanos.
Alfredo Gallo Neto (Atibaia, SP)


Ofensa machista
Sobre o texto “‘Primeira vez com negão não dói’, diz promotor a defensora em júri na BA” (Cotidiano, 5/7), esse sujeito é promotor? Como não foi despedido após desrespeitar a advogada? Por que não organizam grande manifestação na frente do escritório do sujeito? Pessoas como ele têm que ser expostas, com divulgação do nome, da foto e do insulto. Tamanha baixaria como essa ocorre apenas no Brasil.
Marina Gutierrez (Sertãozinho, SP)


Indústria automobilística
No caso dos veículos, sabemos de antemão quem vai ganhar com o acordo entre o Mercosul e a Comunidade Europeia. O carro da UE é europeu, e carro nacional não existe —muitos deles são europeus como VW, Fiat e outros (“Sem reformas, carro da UE vai atropelar o nacional, diz indústria”, Mercado, 5/7). 
Luiz Felipe Pupe de Miranda (Rio de Janeiro, RJ)


Trânsito
Vejo no trânsito paulistano viaturas policiais, carros oficiais da administração estadual, carros do Tribunal de Justiça e até de prefeituras de outros municípios circulando pela faixa exclusiva para ônibus e táxis. Além de atrapalharem o trânsito, pois entram e saem da faixa, demonstram total desrespeito pelo cidadão que cumpre a lei. É revoltante ver esse pessoal usando as faixas como se fosse um direito. 
Mário Sérgio Guidio Salzstein (São Paulo, SP)


‘Olhos que Condenam’
A série “Olhos que condenam”, absolutamente, não é alienante (“Recusa a ver ‘Olhos que Condenam’ pode ser um ato revolucionário”, Ilustrada, 4/7). Mostra a realidade do sistema criminal norte-americano, que atua seletivamente com marcante preconceito contras negros, principalmente, mas também contra latinos e pobres em geral. Esconder-se da verdade, isso, sim, é alienante. 
Armando Barreto Marra (São João del Rei, MG)

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