Parece piada Fachin afirmar que juízes devem ser punidos, diz leitor

Cartel no metrô de SP, Neymar e remédio de R$ 8,5 milhões motivam comentários de leitores

Juízes e atos ilícitos
Que juízes cometem ilícitos todos sabem. Outra coisa é juiz punido pelos ilícitos cometidos, coisa raríssima, mesmo porque são amparados pelos seus pares (“Juízes cometem ilícitos e devem ser punidos, diz Fachin”, Poder, 9/7). E, quando são punidos, somente são afastados provisoriamente ou aposentados com altíssimos salários. Portanto soa como piada a afirmação de que juízes devem ser punidos ao cometerem ilícitos.
Mateus Sá (Goiânia, GO)

Ministro Edson Fachin, durante sessão extraordinária da Segunda Turma do STF
Ministro Edson Fachin, durante sessão extraordinária da Segunda Turma do STF - Carlos Moura/SCO/STF

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Está falando com quem? Com Sergio Moro, é claro. Mas será que também com tipos como Gilmar Mendes, só para exemplificar, cujas condutas abjetas não merecem uma palavra dos seus pares?
Argemiro Dias (Brasília, DF)
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Quando juízes cometem crimes, ou como no caso de Moro, flagrado em atos ilícitos, mesmo que haja punições, os danos serão de tal monta que se tornam irreparáveis. Penso que deveria ser obrigatório, para todo aquele que pretendesse o honrado posto de juiz, ler, de forma demorada e profunda, “Minha Formação”, de Joaquim Nabuco. 
Alfredo Azevedo (Campos dos Goytacazes, RJ)


Cartel no metrô
E os tucanos? Voando livres, leves e soltos (“Cade condena 11 empresas por cartel que atuou no metrô em gestões tucanas”, Poder, 9/7).
Luis Augusto Araújo (Santos, SP)
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Se o Ministério Público e o Judiciário tivessem a mesma celeridade e rigor que tiveram nos casos envolvendo o PT, José Serra e Geraldo Alckmin já estariam na cadeia.
Mario Donizete Pelissaro (Atibaia, SP)


Neymar
Neymar começou a descer a ladeira da carreira de jogador futebol (“Neymar não se apresenta, e PSG diz que ‘deplora’ atitude”, Esporte, 9/7). Infelizmente, sempre pipocou quando a seleção ou seu clube precisou, canelinha de vidro, vive bichado, se destaca mais pela atitudes fora de campo... Barcelona vai levar barato e, mesmo assim, deve estar pensando se não é melhor deixar de lado.
Leonardo Dib (São Paulo, SP)
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Ele aplaude o mau comportamento do presidente, e o presidente aplaude seu péssimo comportamento!
Jenifer Costa (Balneário Camboriú, SC)
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Não que o presidente do PSG seja grande coisa, mas espero que reste o Íbis Sport Club para Neymar jogar. Apesar de ser conhecido por ser o pior time do mundo, tenho certeza de que seus atletas são profissionais/amadores honestos e adultos.
Luigi Antonioni (João Pessoa, PB)


Futebol e Bolsonaro 
Se no elenco da seleção brasileira de futebol, campeã da Copa América, tivesse um jogador com a inteligência e a sensibilidade social de Megan Rapinoe, oportunistas como Sergio Moro e Jair Bolsonaro não compareceriam ao estádio.
Gilmair Ribeiro da Silva (Piracicaba, SP)

Megan Rapinoe, dos EUA, posa com a Bola de Ouro ao final da Copa do Mundo na França
Megan Rapinoe, dos EUA, posa com a Bola de Ouro ao final da Copa do Mundo na França - Mao Siqian/Xinhua

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Que a inquestionável vitória das norte-americanas no Mundial sirva para nos lembrar que o caminho para a hegemonia em qualquer modalidade está na base, com esporte escolar. Ou mudamos nosso paradigma de estrutura esportiva ou continuaremos a aplaudir vencedores.
José Medalha, professor titular aposentado da USP (Guarujá, SP)


Previdência
A reforma da Previdência não é boa para militares, políticos, membros do Judiciário e polícia em geral. Mas o Datafolha aponta aumento da aprovação e recuo da desaprovação da reforma pela população (“Apoio à reforma da Previdência cresce e contrários deixam de ser maioria”, Mercado, 9/7). Elio Gaspari não imaginava que o Brasil se transformaria num país de Eremildos!
Marcus Flávio Medeiros Mussi, advogado (São Paulo, SP)
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A liberação pelo atual governo de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares para acelerar a reforma da Previdência, nada se difere do que ocorreu nas gestões anteriores. Tal realidade prova que enquanto não realizarmos a mãe de todas as reformas, a da política, nada vai mudar na gestão pública.
José de Anchieta Nobre de Almeida, advogado (Rio de Janeiro, RJ)


João Gilberto
Leandro Colon (“É sério isso”, Opinião, 8/7) dá colher de chá ao presidente Bolsonaro ao levantar a hipótese de que o fato de ele dar mostra de desconhecer o grande João Gilberto poderia ser mistura de desprezo ao compositor com ignorância. Eu não tenho dúvida: é ignorância! Como em todos os assuntos que Bolsonaro aborda o que se vê é um atestado do mais puro e refinado desconhecimento do tema tratado. 
Elisabeto Ribeiro Gonçalves, diretor clínico do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (Belo Horizonte, MG)


Taxa de açúcar
Sobre “A conta salgada do açúcar” (Cláudia Collucci, Opinião, 9/7), a Abir esclarece: não há comprovação da eficácia da taxação de bebidas açucaradas —são 4% da ingestão calórica diária— como política de combate à obesidade. No México, o “sugar tax” elevou a carga tributária para 27%. No Brasil, a carga das bebidas não alcoólicas atinge 36,9%, sem taxação. O Ministério da Saúde diz que a obesidade subiu sete pontos percentuais entre 2006 e 2017, e o consumo de refrigerante caiu 50% no período. A obesidade envolve causas multifatoriais. Imposto não fabrica saúde.
Alexandre Jobim, presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas) (Brasília, DF)


Remédio de R$ 8,5 milhões
Alguém poderia me explicar o porquê de um remédio custar esse preço? (“Vaquinha para tratar bebê com doença rara mobiliza Portugal”, Saúde, 9/7) Para que criar algo que custa isso, se ninguém tem condições de utilizá-lo? 
Marcelo Bondioli (Pindamonhangaba, SP)

Matilde, uma bebê portuguesa de três meses de idade, portadora de uma doença neurodegenerativa grave
Matilde, uma bebê portuguesa de três meses de idade, portadora de uma doença neurodegenerativa grave - Reprodução

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A criança na foto tem estampada na face a inocência angelical. O mais dolorido é saber que ainda existem outras crianças com o mesmo problema. É de doer o coração! 
Rogério Amaral Silva (Brasília, DF)


Educação
Ao sugerir que a aprendizagem a distância seja inferior (“Ciências nas escolas”, Painel do Leitor, 8/7), Lucinéa Rinaldi demonstra cegueira sobre a inevitável importância da EAD, numa sociedade cada vez mais digital, na oferta de acesso ao conhecimento a pessoas em lugares remotos, com necessidades físicas especiais e, no ensino básico, como enriquecimento informacional indo além do livro didático e do professor —por exemplo recursos audiovisuais sobre cientistas brasileiros.
Fredric Litto, presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) e professor emérito da USP (São Paulo, SP)

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