'Polarização e messianismo vão levar o país ao fundo do poço', diz leitor

Em atos, manifestantes defendem governo Bolsonaro, Moro a Operação Lava Jato

Protestos

O direito de manifestação é livre. Está garantido na Constituição. Todavia defender o desmantelamento dos Poderes constituídos, gravíssima violação da Carta Magna, não deve ser tolerado. Vejo a repetição do que ocorreu antes do golpe militar de 1964, que implantou uma ditadura de longa duração e deixou sequelas abertas até hoje. Estas não precisam ser mencionadas, pois estão nos livros de história, que lamentavelmente alguns tentam distorcer. Vamos pôr a cabeça no lugar (“Atos a favor da Lava Jato miram ministros do Supremo e o Congresso”).

Pedro Eloi Soares (Brasília, DF)

O que todo brasileiro de boa índole quer é o combate efetivo à corrupção. Cada estado deve ter a sua Lava Jato, cada município... Precisa-se de centenas delas. Até para que, caso qualquer uma delas extrapole seus limites legais, isso não signifique o fim do combate à corrupção.

Edison Gonçalves (São Paulo, SP) 

Manifestar-se em apoio ao combate à corrupção é legítimo. Agora, parece-me delírio coletivo sair às ruas para defender o atropelo das leis, do devido processo legal e do Estado de Direito, justificando-se apenas com base no culto a uma figura. Jamais votei no PT, mas acho que a extrema polarização política, o desrespeito ao molde institucional e o messianismo vão levar o país ao fundo do poço.

Michael Xavier (Brasília, DF)

Se alguém tem alguma dúvida de que Sergio Moro é o homem mais importante do país, neste domingo (30) a dúvida acabou, com total apoio popular. Se quiser, depois de Bolsonaro, ele será presidente do Brasil.

Marco Ferrara (Belo Horizonte, MG)

Mensagens vazadas

Desejo parabenizar a Folha pela coragem e isenção na divulgação das verdades contidas nas mensagens obtidas pelo site The Intercept. Durante algum tempo, a minha percepção das reportagens era a de que havia um viés ideológico e, por esse motivo, percebia a Folha como um veículo tendencioso. Não se trata aqui de ser de esquerda ou de direita, não! Trata-se do papel do comunicador, que é transmitir a verdade. Parabéns por deixar a partir de agora uma herança para as gerações futuras.

Sandro Barreto (Abaeté, MG)

O esquerdismo psicopático é uma doença séria: inibe a visão, entorpece a audição, oblitera o cognitivo e faz do indivíduo um elemento que não pensa para além do Lula Livre.

Aristides Marchetti (Ribeirão Preto, SP)

Sírio-Libanês

 

Retificando informações publicadas na coluna de Elio Gaspari deste domingo (“A privataria com o Sírio no Canecão”), não está nos planos atuais do Sírio-Libanês abrir um hospital no Rio de Janeiro. Temos unidades em São Paulo e Brasília. Além disso, gerenciamos cinco unidades públicas no estado de São Paulo, cuidando de mais leitos públicos do que privados, trabalho que realiza em linha com sua missão de contribuir para uma sociedade mais justa.

Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo, SP)


Governo Bolsonaro

Sérgio Abranches, obrigado pelo texto (“Presidência neurótica, Congresso nervoso”). Penso que estamos vivendo um parlamentarismo involuntário. O impeachment trouxe uma nova era de governabilidade, com relações mais institucionais e menos corruptas entre Executivo e Legislativo. Seria hercúleo exigir do presidente articulação nessa geleia que é o Congresso. Ele mesmo abdica e se põe como chefe de Estado apenas. Não há hoje um chefe de governo; como o autor disse, a própria estrutura não deixa. Parlamentarismo oficial no Brasil é uma questão de tempo.

Amer Moussa (Mairiporã, SP)

O texto faz uma análise adequada de nossas relações institucionais, que, em geral, levam a uma política de confronto, em vez de conciliatória, visando aos grandes interesses nacionais.

Rosauro Luna Torres (Aracaju, SE)

A solução da bijuteria de nióbio é um claro exemplo da visão simplista que Bolsonaro sempre adotou durante sua vida. Não gostaria de morar em um condomínio onde ele fosse o síndico, o que dizer dele como presidente? Espero que esta onda passe logo.

Frederico Goulart (São Paulo, SP)

Multas de trânsito

Perfeita a análise de Rodrigo Zeidan (“Não existe indústria da multa”). No trânsito, o brasileiro é um primata. Se a legislação fosse aplicada como nos países civilizados, não haveria cadeia suficiente.

Mário Rubial Monteiro (São Paulo, SP)


Carreira pública

Está mais do que na hora de o Estado brasileiro começar a enxergar o seu verdadeiro papel (“Serviço público deveria ser avaliado como Uber”). Premiem-se o bom desempenho e o comprometimento com a carreira pública, investindo em profissionalização e acabando, de uma vez por todas, com o estatismo de compadrio.

Claudia Roveri (Blumenau, SC)


Gastos com educação

O editorial (“Contas do ensino”) mostra o que já sabíamos: nunca faltou dinheiro para investir na educação. São Paulo é o estado mais rico da Federação, mas os indicadores de qualidade educacional são medíocres. A falta de eficiência revela um problema de gestão. O descumprimento das determinações do Tribunal de Contas mostra anuência com a ilegalidade. Pagam o preço o professor mal remunerado, o aluno desassistido, a escola degradada. E paga a sociedade, que perde o cidadão consciente e o trabalhador produtivo.

Maria Izabel Azevedo Noronha, deputada estadual pelo PT e presidente da Apeoesp (São Paulo, SP)


Sonho

A resenha apresentada do livro do neurocientista Sidarta Ribeiro encheu-me de entusiasmo, até terminar de ler (“Em livro, neurocientista quer reaver a importância do sonho”). O autor do livro não cita Jung em seu trabalho. Logo, existe um vácuo imenso de informação a respeito do tema sonho, o que Jung dominou com excelência.

Stela Morato, fotógrafa (São Paulo, SP)


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