Leitor afirma ter a impressão de que Jair Bolsonaro faz do Brasil um playground

Presidente faz pouco-caso do meio ambiente e de assuntos sociais de extrema importância, diz leitor

Governo Bolsonaro

Ainda me surpreendo com cada nova fala do atual presidente, que faz pouco-caso do meio ambiente e de assuntos sociais de extrema importância. Além de não mostrar nenhuma capacitação para governar, a única impressão que fica de Jair Bolsonaro é a de que está apenas brincando com sua eleição e fazendo do Brasil um playground.

César Kobayakawa Júnior (Ibiúna, SP)

O presidente Jair Bolsonaro passeia de moto em dia de folga - José Cruz/Agência Brasil

É um acinte e uma ofensa comparar Lula a Bolsonaro. O texto "Hostilidade à mídia aproxima Bolsonaro e Lula"  procura fazer o falso debate de polarização, como se os dois fossem faces de uma mesma moeda. Infelizmente, a Folha se comporta com um grau de miopia ou de má-fé —vai-se lá saber— tratando um governo que atuava no campo democrático (Lula) com um que já mostrou que não preza as regras democráticas. Lamentável o papel a que a Folha se presta neste momento.

Geraldo dos Santos Júnior, professor (São Paulo, SP)


Papa

O papa Francisco, durante audiência no Vaticano - Yara Nardi/Reuters

O papa Francisco está corretíssimo ("'Ouvimos discursos que lembram os de Hitler', diz papa Francisco sobre nacionalismo"). Inclusive, mais claro que isso é impossível. É um recado para aqueles que se dizem cristãos, mas defendem torturadores e alimentam discursos preconceituosos.

Renata A. Melki de Souza (São Paulo, SP)


Saúde

A entrevista com a médica inglesa Iona Heath ("Medo causa excesso de exames e tratamentos, afirma médica inglesa") deveria ser objeto de reflexão de todos. As perguntas da jornalista Cláudia Collucci, precisas e objetivas, permitiram trazer à tona os pontos nevrálgicos da relação que pacientes e médicos têm com os meios diagnósticos e terapêuticos. Fica evidente a influência negativa dos que lucram com o uso excessivo de exames e medicamentos.

Suely Rozenfeld, médica, professora aposentada da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz (Rio de Janeiro, RJ)

Cláudia Collucci entrevistou uma médica que entende pela desnecessidade de remédios, exceto em casos de doenças agudas. É inacreditável e irresponsável o teor da reportagem, que leva em consideração apenas o entendimento de uma médica do exterior sem nenhuma base científica. As perguntas usam as expressões "esperança" e "viver sem remédios", dando aparência de isso ser "algo bom". Convido a jornalista a passar a cuidar da minha mãe, idosa, pois, após ler a reportagem, agora se recusa a tomar os medicamentos para o controle de asma, bronquite e depressão.

Eduardo Lee (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Cláudia Collucci - A reportagem não sugere que as pessoas devam parar de tomar medicamentos sem autorização médica. A visão da entrevistada está alinhada a um crescente entendimento médico e científico de que o excesso de diagnósticos e tratamentos faz mais mal do que bem ao paciente.


Tendências / Debates

Em seu artigo "Como nossos pais", Bruno Quintela nos leva a sentir que, infelizmente, os rebentos da família Santa Cruz, assim como os de outras vitimadas pelo terror ditatorial, não desfrutaram dessa convivência festiva do Dia dos Pais quando ainda crianças.

Ramón Corrêa (Belém, PA)

Cocozinho

O presidente não tem nenhuma noção de consequência no que diz ("Cocozinho petrificado de índio barra licenciamento de obras, diz Bolsonaro"). Quando não são palavras de ordem e chavões, são excrescências retóricas de seu desarranjo mental. Bolsonaro está vulgarizando a República. Só lembrando: não confundir informal com limitado. Humilde com tosco. Popular com chulo. Cristão com cínico.

Wagner Castro (Rio de Janeiro, RJ)

Reformas

Primeiramente, cogita-se deixar estados e municípios de fora da reforma da Previdência. Agora, já se menciona uma reforma tributária, todavia só para tributos federais. Perguntar-se-ia o que compõe a União senão justamente estados e municípios. Ou seriam "três Brasis"? Não se podem fazer tais reformas sem englobar todo o país. Justamente os tributos mais pesados são dos estados, onde o ICMS da energia elétrica beira os 35%. Na mesma fatura de energia, ainda se englobam tributos federais, como PIS, Cofins, bandeiras tarifárias e a CIP dos municípios. Em Portugal, por exemplo, só há um tributo além do Imposto de Renda: o IVA.

Heitor Vianna P. Filho (Araruama, RJ)


Fazenda paulista

A reportagem "'Fiscal dos fiscais' foi mantido no cargo em SP por 2 anos mesmo sob suspeita" erra ao insinuar que o atual governo conhecia investigações a respeito do ex-corregedor da Corfisp. Em nenhum momento anterior a 11/6 a pasta tomou ciência de apuração da evolução patrimonial do servidor realizada por investigações de órgãos de governo independentes. Marcus Vinícius Vannucchi renunciou em 1º/6 e foi preso em 6/6. A Sefaz colaborava com as investigações quando recebeu, em 11/6, ofício da Corregedoria recomendando procedimento preliminar punitivo.

Josmar Batista, assessor de comunicação da Secretaria da Fazenda e Planejamento (São Paulo, SP)

Resposta do jornalista José Marques - Conforme publicado na reportagem, as suspeitas foram investigadas pela Corregedoria-Geral da Administração, órgão do Governo do Estado de São Paulo, desde maio de 2017.


Indicadores do governo

Lendo os indicadores das principais áreas do governo Bolsonaro ("No primeiro semestre sob Bolsonaro, 44 indicadores pioram e 28 melhoram"), quando se analisa o emprego, há três itens: melhorou, estável e piorou. No item "pessoas com carteira de trabalho assinada e sem carteira de trabalho assinada", vejo uma incongruência: o mercado de trabalho não está criando nenhuma vaga, apenas repondo vagas, porque há mais de 12 milhões de desempregados.

Eliel Quirino da Silva (São Paulo, SP)


Alemanha e Amazônia

Acabou a época de o Brasil baixar a cabeça para outros países por verbas mixurucas que eles mandam para cá ("Por aumento de desmate, Alemanha suspende parte de verba que iria para a Amazônia"). Que a Alemanha faça bom uso dessa migalha. Nosso país, agora, é diferente e não se curva à ONU, à imprensa e a mais ninguém. Podem dar pitacos à vontade, mas a última palavra vai ser do presidente Bolsonaro. Não o elegemos para ser um covarde, e sim para enfrentar quem quer que seja, pelo bem da nação.

Reinner Carlos de Oliveira, funcionário público (Araçatuba, SP)


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