Leitora desaprova atitude de Sergio Moro em relação a conversas hackeadas

Demissão de diretor do Inpe motiva críticas de leitores a Jair Bolsonaro

Omissão de Moro
Se eu fosse hackeada, nada a temer, porque sempre respeitei as leis (“Moro omitiu palestra remunerada em prestação de contas como juiz federal”, Poder, 4/8). Hackear é crime, mas não dá para ignorar as conversas que mostram todo um esquemão para favorecimento próprio ou de amigos. É o velho ditado: quem não deve não teme. Já quem deve nega ou diz que esqueceu.
Marli Moras Garcia (Vitória, ES)

O então juiz Sergio Moro em palestra em Novo Hamburgo (RS) em setembro de 2016
O então juiz Sergio Moro em palestra em Novo Hamburgo (RS) em setembro de 2016 - Reprodução


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Atividade docente? Isso é esculacho na cara dos professore! Que professores doutores e pesquisadores do país recebem esses valores para dar uma só palestra?
Luís Carlos (São Luís, MA)
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Deu a palestra, que foi amplamente divulgada, e a maior parte do cachê foi doada. Não houve crime, nada de ilegal. Qual a relevância pública?
Eduardo de Alencar (Brasília, DF)


Demissão no Inpe
Como Bolsonaro acusou o diretor Ricardo Galvão de grave corrupção (ligação com ONG), sugiro ao duo Bolsonaro e Moro abrir a operação Galileu Inquisição e ao Galvão processar Bolsonaro por danos morais (“Diretor do Inpe será exonerado após críticas do governo a dados”, Ambiente, 3/8). Estou propondo à Academia Brasileira de Ciências e à SBPC homenagem a Ricardo Galvão.
Sérgio Mascarenhas, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) (Ribeirão Preto, SP)
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Não bastassem as demonstrações de falta de caráter e empatia com o próximo de Bolsonaro após o episódio envolvendo a morte do pai do presidente da OAB, agora assistimos ao desprezo total pela ciência e pela verdade com a exoneração de Ricardo Galvão devido aos dados sobre o desmatamento. Urge ao povo defender a democracia e dar um basta aos ímpetos ditatoriais.
Otto Silveira (Reading, Reino Unido)

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Vamos convir que o diretor do Inpe deu uma enquadrada forte no Bolsonaro, né? Claro que ele é quem é, mas é a mais alta autoridade do país. Pediu para ser exonerado.
Marcelo Pereira Job (Itapira, SP)
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Parabenizo Salvador Nogueira pelo artigo “Demissão institui bullying presidencial como política científica” (Ambiente, 3/8). Exala dignidade e altivez. Que não só os cientistas exortados mas outros resistam e lutem contra o obscurantismo (que ocupou o Planalto e vai além dele). E parabéns a Ricardo Galvão, que se portou com dignidade e altivez diante do sórdido ataque de Bolsonaro ao Inpe e à sua pessoa.
Luiz Fernando Schmidt (Goiânia, GO)
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Um capitão reformado do Exército, que aprendeu pouco mais que marchar, a empunhar armas, a bater continência, demite cientista renomado que exerce um trabalho reconhecido mundialmente. Ricardo Galvão é doutor pela Massachusetts Institute of Technology, professor na USP, foi presidente da Sociedade Brasileira de Física, entre outros títulos. Onde vamos parar?
Moisés Spiguel (Campinas, SP)


Ensino superior
Em “O futuro da universidade” (Opinião, 2/8), Cláudia Costin acerta em dizer que a missão da universidade pública e as metodologias precisam ser revistas. Mas qual seria a universidade do futuro em uma sociedade em transformação? Sem ter claro o que esperar da universidade fica difícil planejar seu futuro.
Oscar Hipólito, professor titular aposentado da USP (São Paulo, SP)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, no lançamento do Future-se
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, no lançamento do Future-se - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leilão de 5G
TVs por assinatura trabalham por baixo do pano para impedir avanço tecnológico que ameaça suas existências. O usuário que seria beneficiado que se lasque. Isso resume “Leilão de 5G coloca em xeque TV por assinatura, e teles tentam ganhar tempo” (Mercado, 4/8). É como impedir a produção de carro voador para não prejudicar empresa aérea. É a bruzundanga de sempre.
Edison Gonçalves (São Paulo, SP)
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Fico pensando: Se fosse hoje, Santos Dumont teria que ter 14 carimbos, 25 vistos e passar por 65 agências reguladoras para montar o 14 Bis. Botar para voar? Nem pensar!
Antonio Oliveira (Vila Velha, ES)

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Onde perdem? As teles são as donas do acesso à internet no país, seja por telefonia fixa ou móvel. O consumo de dados móveis aumentará, e elas lucrarão da mesma forma. A questão em torno da TV a cabo é o preço abusivo por um produto que pouco permite personalização ao usuário e que você não aproveitará, pois não tem tempo de parar na frente da TV. Aceitem lucrar de outra forma ou deixem o ramo!
Leonardo Magnus (Canoas, RS)


Os donos da rua
Quem é que manda no transporte público e no trânsito? A Prefeitura de São Paulo? Desconfio que não (“‘Ônibusdependente’, modelo de SP destoa de outras metrópoles”, Cotidiano, 4/8). Quem dá as cartas parece ser a Uber. Os ônibus estão diminuindo, e aumenta o número de motoristas de aplicativos com jornadas de 14 h a 18 h de trabalho. E o trânsito, ó!
José Roberto de Oliveira (São Paulo, SP)
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Não é para menos que 700 km de linhas férreas de superfície dos “bondes” da cidade viraram fumaça.
João Silva (São Paulo, SP)


STF
Que triste que a Corte Suprema, além de se omitir no combate à corrupção, ainda torne mais difícil o trabalho de Ministério Público, Polícia Federal e procuradores que atuam em prol da Lava Jato (“Dodge compara STF a ‘tribunal de exceção e vê inquérito como ilegal”, Poder, 4/8). Hackers criminosos são mais confiáveis? Que lástima o Brasil ter foro privilegiado para os intocáveis políticos e autoridades omissas!
Albert Salomons (Arapoti, PR)
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Se o STF votar pela nulidade de todos os processos julgados por Sergio Moro baseando-se na propalada parcialidade de suas decisões, os vultosos valores recuperados na Lava Jato serão restituídos àqueles que por ele foram condenados?
Paulo Guida (São Paulo, SP)


Colunas
“Vamos mudar de assunto? Não aguento mais falar do B, pensar no B, parei até de pronunciar o nome B...”. É preciso criar vida para que “B” deixe de ser o ar que se respira (“Rabo de Galo. Rivotril. Respira.”, Antonio Prata, 4/8). Qual melhor escolha a Folha poderia fazer: silenciar as inconsequentes manifestações do “B” ou colocá-lo em evidência? 
José Marcondes (Aracaju, SE)
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Rubens Valente (“Jair desmentiu Bolsonaro”, 3/8) coloca o dedo na ferida. O presidente não é estadista. Despreparado, relutante, influenciável, governa para poucos. Ou quase ninguém. Problema que terá que ser resolvido no Congresso. Mas não posso reclamar. Não porque não votei nele. Mas porque, pela primeira vez em 53 anos, não votei.
Décio Bittencourt (Bertioga, SP)

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