STF regou o ambiente politizado e 'justicionário' do Judiciário, afirma leitor

Supremo deve acelerar julgamentos que preocupam Lava Jato

Lava Jato

O STF regou esse ambiente politizado e "justicionário" do Judiciário e hoje colhe tudo isso ("Discussão sobre Lula deve acelerar julgamentos no STF que preocupam Lava Jato"). Vamos ver de que são feitos os guardiões de uma Constituição vilipendiada.

Rodolfo Maia (São Paulo, SP)

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello - Pedro Ladeira/Folhapress

Libertar todos da prisão é o objetivo da fritura sistemática de Sergio Moro e Deltan Dellagnol pela "hidra de mil cabeças" da corrupção.

Ana Helena Figueiredo Garcia (Salvador, BA)

Enfatizar a forma como foram obtidas as mensagens trocadas entre autoridades e minimizar a notória gravidade de seus conteúdos espúrios parece reconhecimento de culpa tanto de parte dos agentes públicos que feriram de morte a credibilidade do Judiciário/MPF quanto de parte da sociedade que aceita a máxima de os fins justificarem os meios (ainda que espúrios). A balança do Judiciário precisa de manutenção.

Jorge Filgueiras (Recife, PE)

O STF suspender, por 10 a 1, a decisão sobre a transferência de Lula foi como tomar um soco na boca e sentir o sangue escorrendo pelo tamanho da violência aplicada. O Brasil é pior do que terceiro mundo. Acontecimentos como esse tornam o país uma piada de mau gosto para o primeiro mundo não ouvir.

Laércio Zanini (Garça, SP)

A Folha não consegue fazer outra coisa a não ser defender o indefensável. Lula cometeu crime, foi julgado, condenado e cumpre pena.

Max Morel (São Paulo, SP)

Na qualidade de partes, membros no MP podem conversar, traçar estratégia e tomar uma série de medidas ("Deltan reconhece que procuradores da Lava Jato cogitaram pedir suspeição de Gilmar"). Qual a ilegalidade?

Antonio Silveira (Sorocaba, SP)

Nunca votei no PT ou em Lula. Entretanto, as declarações do governador João Doria sobre a transferência do ex-presidente para uma penitenciária paulista, insinuando que ele nunca trabalhou e seria obrigado a trabalhar na prisão, foram de uma infelicidade ultrajante ("STF veta transferência de Lula para presídio de SP após forte reação"). Lula, para o bem e para o mal, pertence à história do Brasil contemporâneo.

Luthero Maynard (São Paulo, SP)

IR

As deduções não são apenas um benefício, mas um mecanismo eficiente de política pública para incentivar gastos que produzam efeitos benéficos para toda a sociedade ("Governo quer acabar com deduções de saúde e educação no Imposto de Renda"). Uma família de classe média que investe seus recursos para os filhos terem a melhor educação não pode ser equiparada pelo fisco a outra que prefere gastar tudo nas prestações de uma viagem à Florida para visitar o Pato Donald.

Pedro Goldenstein (Itatiba, SP)

Pode ser um detalhe, mas eliminando deduções de despesas com saúde, o governo pode reduzir a contribuição de profissionais liberais, que só pagam imposto se o cliente pedir recibo. Sem dedução, muitos deixarão de solicitar o documento.

Elvira Gabriela C. S. Dias (São Paulo, SP)


Governo Bolsonaro

Enquanto a Folha se preocupa em destronar Moro e Bolsonaro, o governo avança ("Contador do PCC controlava contas de dentro do presídio, com celular, diz PF"). Índices de violência urbana despencam, incluindo a letal. Queda acontece em todo o país. Não tardará para que o combate ao tráfico de drogas reflita na melhora do quadro de evasão escolar e no analfabetismo, real e funcional.

Plinio Góes Filho (Maceió, AL)

A quantidade de bobagens que o presidente fala bate recordes ("'Se excesso jornalístico desse cadeia, todos vocês estariam presos', diz Bolsonaro"). Ele se esquece de que foram as revelações da imprensa que derrubaram Collor, denunciaram mensalões, petrolões, derrubaram ministros e prenderam Lula?

Paulo Sakanaka (Paulínia, SP)

O presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress

Presidencialismo é um desastre ("Método da loucura derrotará Bolsonaro"). Se tivéssemos o parlamentarismo, o chefe de governo seria muito mais comedido nas suas afirmações e seria forçado a governar com o Parlamento.

Igor Cornelsen (São Paulo, SP)

Hélio Schwartsman diz que "vivemos sob um sistema em que o presidente da República é quase inimputável" ("Bolsonaro e a mídia"). Muito próximo do tempo de nossos imperadores Pedro 1º e 2º, em que, embora sob uma monarquia constitucional parlamentar representativa, se aceitava, mesmo com divergências, a imputabilidade real.

Pedro Portugal (Belo Horizonte, MG)

Não foi nem erro nem acerto ("Presidente é fruto 'de nossos erros', critica Maia"). Democracia é aprendizado, portanto, erros são naturalmente esperados. A eleição de FHC foi um dos grandes acertos, pois foi ele quem tirou o país do atoleiro com o Plano Real. Já a permanência do PT no poder por mais de 13 anos nos levou à pior crise social e econômica da nossa história. Bolsonaro foi eleito com a melhor das intenções.

Luciano Harary (São Paulo, SP)


Infância

O texto "Primeira infância", de Claudia Costin, fala de responsabilidades nos cuidados e na educação, mas não menciona, uma vez sequer, a palavra "pai", figura ausente e desvinculada de responsabilidade parental por sugestão da ausência. É representativo da naturalização de uma cultura em que é sobre a mulher que recai a responsabilidade de protagonismo sobre os filhos e em que ao pai cabem a ausência e a desresponsabilização natural. Por outro lado, reforça essa sintomática divisão sexual do trabalho doméstico.

Camilo Aggio (Belo Horizonte, MG)

Investir na primeira infância é investir na base, no alicerce do ser humano, pois é nesse período que o cérebro e os sentidos mais se desenvolvem, através das primeiras experiências. Assim, com os bons estímulos, formamos bons cidadãos para uma convivência saldável, segura e civilizada.

Antonia de Fátima Parente de Araújo, médica pediatra (São Paulo, SP)


Literatura

O texto de Djamila Ribeiro toca a gente, tamanha sensibilidade ("Girassóis maduros não precisam do Sol"). Traz palavras de forma leve, mas que alcançam a gente numa profundidade.

Mateus Borges (Belo Horizonte, MG)


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