A capa da Folha de ontem é um festival de impropriedades, diz leitor

São coisas que, se não ditas, trariam um melhor resultado para o governo, completa Celso Luís Gagliardo

Bolsonaro
"Bolsonaro vê 'babaquice' da PF e quer 'arejada' na direção da polícia". "Guedes era chucro e Moro ingênuo, diz Bolsonaro". "Se eu levantar a borduna, todo mundo vai atrás de mim, afirma Bolsonaro". "Para presidente, Doria é ejaculação precoce" (Poder, 4/9). "Por que não te calas", senhor Bolsonaro?
Maurílio Polizello Junior (Ribeirão Preto, SP)

A capa da Folha de ontem, com sua manchete ("Bolsonaro vê 'babaquice' da PF e defende 'arejada' no comando), assusta e surpreende. Um festival de impropriedades, coisas que, se não ditas, trariam um melhor resultado para o governo. Que Deus nos ilumine e apoie.
Celso Luís Gagliardo (Americana, SP)

O presidente não tem compostura para o exercício do alto cargo que ocupa ("Chamado de 'ejaculação precoce', Doria compara fala de Bolsonaro à de Lula"). Simplesmente não está preparado para ocupar a Presidência. Que fique bem claro: não estou defendendo Doria, apenas criticando o comportamento de Bolsonaro, que é lamentável.
José Luiz Pires de Oliveira Dias (São Paulo, SP)

Sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro a respeito de uma possível candidatura do governador João Doria à Presidência da República em 2022, consideramos a tentativa do presidente de antecipar a campanha eleitoral profundamente contraproducente para o país, além de desrespeitosa com o povo do estado de São Paulo.
Marco Vinholi, presidente do Diretório Estadual do PSDB (São Paulo, SP)

Tivemos eleições, o presidente defende o Estado democrático de Direito, e as instituições funcionam plenamente. Aí vem a representante de uma instituição internacional e diz algo fora de propósito ("Bolsonaro ataca pai de Bachelet, morto sob Pinochet, e defende golpe no Chile"). Ela deveria reclamar da Venezuela e de Cuba, onde não há respeito aos direitos humanos e o povo vive à mercê de ditadores. 
Reinner Carlos de Oliveira (Araçatuba, SP)

A ex-presidente do Chile Michele Bachelet - Folhapress

Peço aos jornalistas que, por favor, parem de prestigiar esse senhor, na saída ou na entrada do palácio ("Bolsonaro ataca pai de Bachelet, morto sob Pinochet, e defende golpe no Chile"). A população, salvo a parcela ideológica, não aguenta mais de vergonha. Não aguenta mais ver a pobreza de raciocínio de uma pessoa que acaba de sair de um conflito e já entra em outro. Fala em soberania sem nem saber o que é. Puro ufanismo patriótico.
Marlene Marquez Neves (Santos, SP)


Censura
Não é de estranhar que a presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal, do PP (Arena), filha de um coronel, tenha esse tipo de atitude ("Câmara censura exposição de charges críticas a Bolsonaro em Porto Alegre", 4/9).
Carlos Telles (Porto Alegre, RS)

As charges expõem fatos. Nada mais do que fatos. E já estão censurando os fatos. Logo, logo vão nos proibir de dizer que a água do mar é salgada e que o céu é azul. Devemos essa situação a quem pôs Bolsonaro lá?
Ayrton Torres (Natal, RN)


As canetas do presidente
Sou fã de Ruy Castro, cuja coluna sempre leio com muito prazer. Ontem, porém, fiquei chocado com a desnecessária e grosseira referência dele à primeira-dama, senhora Michelle Bolsonaro, como "inútil" ("Guerra ao parlevu"). Como é quase certo que nenhuma feminista irá protestar, faço-o eu, em nome das boas maneiras.
Jorge Alberto de Oliveira Marum (Piedade, SP)

Em relação à sugestão de Ruy Castro em sua coluna de 4/9, penso haver uma melhor, que vi por aí: que o presidente assine tudo a lápis, para facilitar o trabalho de seu sucessor.
Thiago Sturzenegger (Brasília, DF)


Tortura
Chibatas, açoites, chicotes, látegos, ódio, tortura, sadismo ("Adolescente é despido, amordaçado e chicoteado por furtar chocolate"). A questão não era repreender, era humilhar, desumanizar, coisificar. Era colocá-lo em seu "devido lugar", ou seja, em uma condição análoga à de um escravo. Aquilo foi um ressurgimento do pelourinho em pleno século 21.
José Roberto Machado (São Paulo, SP)

Fachada da unidade da rede Ricoy, onde adolescente foi torturado na zona sul de SP
Fachada da unidade da rede Ricoy onde adolescente foi torturado na zona sul de SP - Reprodução/Google Street View

CPMF
Será que nossos governantes se esquecem de que, criando um tributo sobre transações financeiras, o maior prejudicado será o trabalhador, aquele que recebe seus proventos já com desconto de INSS e de Imposto de Renda na fonte ("Empresários sugerem que nova CPMF é 'bode na sala' de reforma tributária")? Deveriam é reduzir seus gastos com viagens, mordomias e assessores e trabalhar para assegurar educação, saúde e melhores hospitais e escolas.
Gilson Hercio Passareli (Ribeirão Preto, SP)


Regime trabalhista
"Motoristas de Uber não têm vínculo trabalhista com empresa, decide STJ". Enquanto isso, o Senado da Califórnia está para avaliar uma lei, já aprovada na Assembleia Legislativa, que obriga apps da "gig economy" --como a Uber-- a tratar os prestadores de serviço como funcionários com direitos trabalhistas. Lá vem o Brasil descendo a ladeira.
Marcos Zeitoune (São Paulo, SP)

Fico pensando qual terá sido a justificativa do STJ para descaracterizar o vínculo trabalhista com a Uber. Talvez "serviço prestado de forma eventual, sem horário preestabelecido e sem salário fixo" se adeque perfeitamente à modalidade de trabalho intermitente prevista na reforma trabalhista. Assim, aplicando analogia, o trabalhador intermitente não tem vínculo trabalhista com a empresa e esta, portanto, ficará livre de contrapartidas. Um péssimo precedente abre o STJ.
Tereso Torres (Brasília, DF)


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