A democracia no Brasil vive em risco, diz o leitor Eduardo Nunes Coelho

A quem recorrer contra esses poderosos que aumentam os próprios salários?

Avançar para trás
A democracia no Brasil vive em risco ("Congresso prepara brecha a caixa 2 e afrouxamento do controle de partidos",). De um lado, esses integrantes do Congresso, que capitaneiam o que chamo de Ditadura Parlamentar: legislam em causa própria e tentam se proteger e ocultar suas constantes falcatruas. De outro lado, e não menos devastadora, a Ditadura do Judiciário. A quem recorrer contra esses poderosos, que aumentam os próprios salários, mantêm abertos inquéritos destinados a coagir a população e ameaçam anular sentenças de centenas de bandidos flagrados no crime?
Eduardo Virgilio Nunes Coelho (Belo Horizonte, MG)

A proposta que amplia a possibilidade de uso de dinheiro público pelas legendas e esvazia os mecanismos de controle e transparência do uso dessas verbas foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em via de ser votada de forma sumária pelo Senado. É um clube...
Adilson Augusto de Lima (São Paulo, SP)

O prédio do Congresso, em Brasília (DF) - Sérgio Lima - 8.fev.2001/Folhapress

Deitado eternamente?
O Hino Nacional Brasileiro, criado em 1831 por Francisco Manuel da Silva, teve várias versões até sua oficialização, em 6 de setembro de 1922, com letra de Osório Duque-Estrada. Prestes a completar seu primeiro centenário, é urgente que sua letra seja repaginada, com a supressão de expressões ultrapassadas, como "deitado eternamente em berço esplêndido". No bojo das reformas que estão sendo apregoadas, esta me parece apropriada no Brasil do terceiro milênio. Acorda, Brasil!
Gary de Oliveira Bon-Ali (Rio de Janeiro, RJ)

Osório Duque-Estrada, autor da letra do hino nacional - Maria do Carmo - 29.dez.2010/Folha Imagem

Incêndio no hospital
A rede mercantil-hospitalar se enriquece à medida que a privatização da saúde é incentivada. Mesmo empobrecida e mal administrada, a rede pública está capacitada a atender às vítimas das tragédias ("IML confirma 10 mortos no incêndio que atingiu hospital na Tijuca, no Rio"). Mais investimentos na saúde, mais contratação de pessoal bem remunerado no setor público e fiscalização mais rígida sobre os hospitais privados evitariam desastres como esse. 
Luiz Alberto Barreto Leite Sanz (Niterói, RJ)

Mesmo correndo o risco de parecer frio, pergunto: o hospital particular, pertencente a uma rede rica, irá ressarcir o sistema público pelos pacientes que este recebeu?
Ricardo Candido de Araújo (Taboão da Serra, SP)

Trabalho
O doutor Ives Gandra deveria pertencer ao Tribunal Superior do Capital, já que raramente se posiciona favoravelmente ao trabalhador ("TST proíbe juiz de homologar acordo parcial entre empregado e patrão").
Manoel Delgado Martins (Rio de Janeiro, RJ)


Economia
Uma empresa não contrata um empregado --mesmo que haja custo zero nessa contratação-- se não houver demanda por seus produtos, se o povo não tiver dinheiro para comprá-los. Guedes e sua equipe estão em que mundo? Que saber têm do mercado de trabalho? É de espantar.
Marly A. Cardone, professora de direito do trabalho e advogada trabalhista (São Paulo, SP)
 


Ig Nobel
O prêmio Ig Nobel deveria ser dado a dirigentes que cortam verba para pesquisa, pensando que conhecimento cai do céu ("Ig Nobel premia cocô cúbico e prazer de se coçar").
Carlos Brisola Marcondes, professor do Departamento de Microbiologia da UFSC (Florianópolis, SC)

CPMF
Em sua coluna de 12/9 ("Bolsonaro x Moro derrubou Cintra"), Reinaldo Azevedo afirma que, "por enquanto, sem CPMF, pouco importa que nome tenha, não se cortam impostos". Porém é sobejamente sabido no Brasil que, mesmo com a CPMF, não se cortam impostos. O que pretende de fato Paulo Guedes é simplesmente dar mais uma facada no povo, é fazer sangrar ainda mais o contribuinte.
Simão Pedro Marinho (Belo Horizonte, MG)

Quem criou o rombo não irá saná-lo. O governo precisa passar a régua e empatar o jogo. É melhor botar a cara a tapa e acabar com essa ladainha. Um imposto com finalidade e datas definidas não será o fim do mundo.

João Israel Neiva (São Paulo, SP)

Se Paulo Guedes quer mesmo acabar com privilégios na cobrança de impostos, que tal começar pelas igrejas?
Mouzar Benedito (São Paulo, SP)

Fachada do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo - Reinaldo Canato - 23.abr.2017/UOL/Folhapress

Fogo na rua
"'Na defesa da democracia, vamos tocar fogo na rua', diz Ciro sobre tuíte de Carlos". Qual rua? Champs-Elysées? Fujão.
Alexandre Schwarz (Navegantes, SC)

Parabéns, Ciro Gomes, por sua trajetória política e pela busca de um governo legalista e republicano.
José Adriano Costa (Natal, RN)

Ciro diz as verdades que o PT e os petistas não conseguem absorver. Um segundo turno entre Ciro e Bolsonaro daria a vitória a Ciro. Mas o PT é um partido hegemônico, e Lula, um caudilho egoísta. Deu no que deu.
Max Morel (São Paulo, SP)

Ciro não é o machão que quer parecer. Quando o povo precisou dele para lutar contra o fascismo, hoje no poder, preferiu fugir para a Europa. Não passa de um falastrão.
Mateus Sá (Goiânia, GO)


A saúde dos vereadores
Estou indignado com os gastos da nossa Câmara Municipal com a saúde dos vereadores e parentes ("Câmara Municipal de SP gasta R$ 14,5 milhões em um ano com planos de saúde privados"). Quando elejo um representante, não estou elegendo mais uma boca para alimentar. Há tempos não faço isso nem para meus filhos, que trabalham e se mantêm.
Mário Sérgio Guidio Salzstein (São Paulo, SP)

Vista da Câmara Municipal de São Paulo - Marlene Bergamo - 14.jun.2019/Folhapress

Aposentadoria
O brasileiro faz contrato com o INSS para poder se aposentar mediante pagamento mensal de um valor ajustado e corrigido anualmente. Após 35 anos de efetivo pagamento, o brasileiro se aposenta e passa a ser considerado pelo INSS como beneficiário, não como contribuinte. O INSS não está propiciando um benefício, mas sim ressarcindo tudo o que o contribuinte pagou durante 35 anos.
Elydio Maraldi (Guarujá, SP)


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