Como sempre, pretos e pobres, a carne mais barata, pagam o pato, diz o leitor Augusto Philiphov

Para Geraldo Magela Sobrinho, extermínio de populações faveladas por Moro, Bolsonaro e Witzel está só começando

Ágatha, 8
Como sempre, os pretos, de tão pobres, e os pobres, de tão pretos, que são a carne mais barata, sempre pagam o pato ("Menina de oito anos morre baleada no Rio de Janeiro"). O ministro Sergio Moro deveria ter vergonha, pois é um dos principais apoiadores desse desgoverno que prega a violência. Witzel também deveria ser defenestrado do cargo. Impeachment já.
Augusto Philiphov (Caxas do Sul, RS)

Moro, Witzel, Bolsonaros e bolsonaristas de plantão, tenham dignidade e poupem as vítimas de suas declarações de solidariedade. Calem-se, pois tudo o que os parentes e amigos delas descartam é ver aqueles que incentivam a violência policial tentarem se passar por bons moços.
Isaias da Silva (São Paulo, SP)

O extermínio de populações faveladas pelos facínoras Sergio Moro, Jair Bolsonaro e Witzel só está começando.
Geraldo Magela Sobrinho (Belo Horizonte, MG)

Witzel disse que criminosos que matam inocentes devem morrer. Está claro quem incentiva policiais a matarem, como no caso da menina Ágatha Félix?
Márcia Alves Ferreira (Brasília, DF)

A morte de Ágatha nos diminui como país (John Donne). A criança assassinada leva consigo nossa civilidade, nossa dignidade. Temos guerra e barbárie, e Ágatha não teve chance de crescer neste país. País de um presidente cínico, com suas mãos nojentas em forma de arminha, defendendo interesses de milicianos. De um governador com delírios de Rambo. De um ministro da Justiça indiferente ou cúmplice. Vergonha.
Kely Passos (São Paulo, SP)

A vida é um bem que não está à disposição de quem quer que seja. Incapazes de projetar adequada política de segurança voltada para a incolumidade física, tanto dos agentes públicos ("Policial baleado no Alemão morre no Rio; é a 2ª morte de PMs no fim de semana", Cotidiano, 22/9) quanto da população, governantes como Witzel e outros tantos fazem a apologia da violência. Em um e outro caso, são cúmplices da matança que vai ceifando a vida dos mais vulneráveis.
José Felipe Ledur (Porto Alegre, RS)

Neoliberalismo
Inteligente, claro e sagaz o texto de Rodrigo Zeidan sobre o neoliberalismo no Brasil ("O fim do neoliberalismo"). Há séculos o Brasil é dominado e governado por associações de classe com forte influência no governo central. Somos ainda feudais e assistimos a esse domínio com resignação.
Paulo Roberto dos Santos (São Paulo, SP)


Concreto
Urbanistas e legisladores devem ter tido motivos sérios ao definir os limites de construções nos bairros. Mas criou-se um trambique na lei estabelecendo a outorga onerosa --mediante pagamento, podem-se ultrapassar esses limites ("Concreto sem fim"). Fica assim aceito que é permitido esquecer os bons princípios originais e estragar definitivamente regiões com excesso de habitantes e falta de espaço para que se viva de modo minimamente aceitável.
Joel Fernando Antunes de Siqueira (São Paulo, SP) 


Lula livre
O leitor José Loiola Carneiro ("Painel do Leitor") referenda sem contestação a sentença de Lula e não admite julgamento e possível condenação de Sergio Moro. Foi suprimida a lacuna. Enfim, temos agora, contra a satânica figura do "bandido de estimação", o surgimento do "mocinho de estimação".
José Zimmermann Filho (São Paulo, SP)

Correto o colunista Demétrio Magnoli em relação ao caso Lula ("Lula livre"). Aliás, Sêneca, pela boca de Medeia --há 2.000 anos!--, já alertava para a imprestabilidade de decisão saída de processo em que não foram observadas as regras processuais. Por mais correta que possa parecer a sentença, ela será necessariamente injusta se não for gestada em um processo justo, o diz claramente Medeia.
Raul Moreira Pinto, juiz aposentado (Passos, MG)

Importante quando um influente colunista evidencia o que realmente importa em uma democracia, defendendo o respeito aos fatos e o justo sistema legal. Para todos! Demétrio Magnoli foi mais um notório personagem da direita e da mídia nacional a pedir publicamente atenção isenta e séria ao que a Vaza Jato tem revelado. Em sua coluna, ressalta o já evidente fato de que, na Lava Jato, "o conluio entre Estado-julgador e Estado-acusador violou as leis".
Valter Luiz de Macedo (Rio de Janeiro, RJ)

Marilene Felinto
Que felicidade a minha saber que, mesmo ocasionalmente, Marilene Felinto voltará a escrever nesta Folha ("Ilustríssima", 22/9).
Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)

A escritora Marilene Felinto
A escritora Marilene Felinto - Daniel Barbosa/Divulgação

Previdência
Parabéns à Folha por tratar da reforma da Previdência, agora focando os servidores públicos, em especial professores e policiais ("Servidores em Assembleias pressionam Previdência"). A reportagem deixa claro que houve desinteresse do Legislativo federal e que o embate agora será nas Assembleias estaduais. Policiais e servidores em geral não querem privilégios, mas esperam que se lhes faça justiça, dentro do previsto nas constituições federal e estaduais.
Jarim Lopes Roseira, presidente da Seção de São Paulo da International Police Association (São Paulo, SP)


Lei eleitoral
A lei aprovada pela Câmara para as eleições de 2020 é um acinte ("Câmara aprova 'versão light' de projeto que afrouxa lei eleitoral"). A população já se deu conta de que, no Congresso, os interesses dos parlamentares têm precedência sobre os do país. Projetos tramitam rapidamente, superam sem dificuldades os ritos e atropelam qualquer obstáculo ético. Fica a impressão de que, a cada nova legislatura, repete-se entre os políticos um comportamento que tangencia o que o Código Penal caracteriza como formação de quadrilha.
José Tadeu Gobbi (São Paulo, SP)

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Plenário da Câmara dos Deputados durante votação do projeto que altera as regras eleitorais - Pedro Ladeira - 18.set.2019/Folhapress

No ponto
Agora sim, mesmo ainda não sendo perfeito, está no caminho certo o transporte público ("Assembleia de SP aprova lei que permite desembarque de mulheres e idosos fora do ponto"). É mesmo um problema para mulheres, idosos e deficientes quando o ponto está muito longe. Alguns têm problemas físicos e precisam andar muito para chegar ao local.
Leticia Loberto Salerno (São Paulo, SP)

Moradoras aguardam ônibus em ponto na periferia de São Paulo - Martha Salomão/Folhapress

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