Discurso de Bolsonaro mostrou só suas próprias convicções, diz o leitor Yuri Fermino

Para Mário Negrão Borgonovi, presidente disse a que veio

Bolsonaro na ONU
Estou em dúvida se Bolsonaro realmente discursou para a Assembleia Geral da ONU ou se ele pensava estar num palanque eleitoral. Seu trágico discurso não refletiu em nada os interesses nacionais, mas tão somente suas próprias convicções políticas.
Yuri Akich Rosa da Silva Fermino (Indaiatuba, SP)

​Bolsonaro não teve "papas na língua". Seus ataques à mídia, à Venezuela e a Cuba representaram parte de seus eleitores. A questão ambiental foi central para defender-se do que chamou de ideologia de esquerda. Foi um discurso beligerante, de acordo com sua formação militar. A citação de Moro foi importante para situar sua disposição para acabar com a corrupção e os crimes violentos. Em relação a atrair o capital estrangeiro, sua ênfase sobre a abertura do país às parcerias não ideológicas foi de bom-tom. Enfim, o presidente disse a que veio. 
Mário Negrão Borgonovi (Rio de Janeiro, RJ)

Bolsonaro desperdiçou o seu discurso na ONU, pois mirou apenas o seu já cativo e ingênuo público interno, com uma linha antiquadamente nacionalista da era da Guerra Fria. Atacou inimigos que imagina que temos e perdeu uma excelente oportunidade de abrir um leque que iria permitir que atraíssemos parceiros econômicos para investirem no país. O discurso, lamentavelmente, vai retardar a recuperação da nossa economia.
José de Anchieta Nobre de Almeida (Rio de Janeiro, RJ)

O pior não é ter um presidente incompetente e ignorante. É ter um presidente que vai perante as Nações Unidas, perante o mundo todo que a ele assiste, e mente. Não honra a sua imagem, a sua pessoa e o seu país. Sinto-me envergonhado de tê-lo como presidente. Não me representa.
Edson Carlos Morotti (Curitiba, PR)

Ágatha, 8
Em relação à coluna de Hélio Schwartsman de 24/9 ("Primun non nocere"), tenho sempre dito que essas mortes não são por balas perdidas, mas, sim, por fogo cruzado. Deveria ser prioridade na instrução policial a orientação de que não se deve disparar em plena rua, mesmo para responder a uma agressão. O resultado é este: os inocentes mortos são sempre vítimas de balas disparadas pela polícia. Outra prioridade que os instrutores devem cobrar da corporação: não se deve disparar contra veículos que não atendem ordem de parada, mesmo em barreiras policiais, senão pode se estar decretando a pena de morte por tal motivo banal, ainda que contra delinquente.
Flávio Lima Silva, juiz aposentado (Maceió, AL)

Enganado pela toga
O leigo aplaudir atitudes nas quais os fins justificam os meios é compreensível na medida em que as pessoas tendem a refletir e a enxergar a injustiça apenas quando ela bate à sua porta. Agora, quando deparo com atitudes indignas de respeitáveis magistrados, aos quais devotei por muitos anos, como advogado e professor de direito, a mais profunda admiração e apreço, sinto-me traído na minha profissão. Um verdadeiro estado de desânimo abate o velho advogado diante das atitudes grosseiras e inconsequentes de um Moro, um Witzel e sabe-se lá de quantos outros escondidos atrás da toga.
José Antonio Romeiro (Lorena, SP)


Ombudsman, 30
São dignos de celebração efusiva os 30 anos da democrática figura do ombudsman da Folha ("Ombudsman, 30 anos"). Símbolo pioneiro da essencial e corajosa autocrítica e do respeito ao leitor, o ombudsman tem significado a busca pelo constante aprimoramento, baseada no pluralismo e independência editorial. Parabéns! Vida longa para o ombudsman!
Roberto Livianu, promotor de Justiça e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção (São Paulo, SP)

Após ouvir nesta terça (24/9) o podcast "Café da Manhã", que tratou da renomada profissão de ombudsman e de seu papel para a Folha, venho me posicionar e dizer que esse é o mais importante cargo da Folha e para a Folha. O cargo de ombudsman deveria ser o mais cobiçado de toda a Redação de um jornal sério. E, como leitor e ouvinte, pergunto: por que parar por aqui? Venho então, humildemente, propor à Folha que faça um podcast do ombudsman. Não para ser apenas uma crítica do jornal ao jornal, mas para ser a inovação de um jornal que visa sempre ouvir seus leitores, se aproximar mais deles e ouvir seu ombudsman.
Paulo Consoni Garcia, leitor e ouvinte (Franca, SP)

A Folha é um grande jornal. À época de Dilma, era criticado pelos esquerdistas, que o julgavam parcial e tendencioso. Agora, os bolsonaristas fazem o mesmo. São cegos, que só admitem a sua visão de mundo e esperam que um jornal represente os ecos dos gritos de uma torcida. Assim não funciona. Esses caras radicais é que precisam cair na real.
Francesco Bernardo Pereira (Varginha, MG)

Trump
Depois da vergonha alheia em escala galáctica que foi o discurso do presidente Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, surge uma notícia para alegrar o dia ("Presidente da Câmara anuncia abertura de processo de impeachment contra Trump"). Sem Donald Trump e sem Binyamin Netanyahu, Bolsonaro não passará de um bufão que foi elevado ao posto de presidente.
Marcelo Bondioli (Pindamonhangaba, SP)

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi - Mark Wilson/Getty Images/AFP

Nobel
No artigo "Um Prêmio Nobel para o Brasil", de Arnaldo Niskier, foram lembrados brasileiros que foram desprezados pelo Nobel. Porém o autor deixou de fora alguns, como o marechal Cândido Mariano Rondon, indicado ao prêmio por ninguém menos que Albert Einstein, e o escritor João Guimarães Rosa, indicado por seu editor na Alemanha. A diferença entre o Brasil e a Argentina não se limita somente à falta de prêmios internacionais, mas isso talvez se dê pelo fato --nada alvissareiro para os brasileiros-- de que, em Buenos Aires, há mais livrarias do que em todo o Brasil.
Ary Moreira Lisboa (Aracaju, SE)

A "Librería de Ávila", aberta em 1785, local onde primeiro se vendeu um livro na Argentina - Rafael Alves Pereira - 24.nov.2011/Folhapress

Concreto
Ao leitor Basilio Jafet (Painel do Leitor, 24/9), que justifica a continuidade de construções em áreas centrais, pergunto se ele já deu uma voltinha pela Europa e se por acaso notou, principalmente nas capitais, que os prédios lá têm, no máximo, seis andares. Os arranha-céus ficam bem longe do centro, nas periferias. A vocação do Brasil é agropastoril. Estivemos, por muito tempo, imitando os Estados Unidos. Chega.
Romeu Merhej (São Carlos, SP)


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