É ingenuidade acreditar que Paulo Guedes, sem CPMF, irá cortar privilégios, diz leitor

Amazônia, tese de Wilson Witzel e Minha Casa Minha Vida também motivaram críticas de leitores

Impostos
É muita ingenuidade acreditar nas palavras do ministro Paulo Guedes quando ele declara que, sem CPMF, quer cortar os privilégios em impostos (“Sem CPMF, Guedes quer fim de privilégios nos impostos”, Mercado, 13/9). Usa uma artimanha para ganhar votos, em números significativos, da bancada evangélica nas duas Casas do Congresso Nacional.
Paulo Guida (São Paulo, SP)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião de líderes partidários no Senado
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião de líderes partidários no Senado - Pedro Ladeira - 20.ago.19/Folhapress

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Tática rasteira essa do “se colar, colou” (“Bolsonaro pediu para CPMF não entrar na reforma tributária, diz Guedes”, Mercado, 13/9). E respaldada por uma mentalidade tão confessadamente atrasada que lamenta não terem conseguido esconder informações. Certamente, o melhor para eles seria chegar impondo a coisa pronta.
Bolívar Arsênio Silva (São Paulo, SP)


Minha Casa Minha Vida
Enquanto o governo estiver gastando bilhões para construir casas para resolver o problema de falta de moradias, as favelas só vão aumentar. Falta de moradias não existe. O que existe é falta de condições do trabalhador para pagar aluguel ou prestação da casa própria. O salário mínimo tem que ser suficiente para o trabalhador contratar financiamento para adquirir casa sem subsídio do governo (“Governo quer limitar acesso a subsídio do Minha Casa Minha Vida”, Mercado, 13/9).
João Leite (Osasco, SP)
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É mais ou menos assim: para o governo, uma família que ganhe R$ 1.800 é rica e não deve ter direito ao Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, as que ganham abaixo de R$ 1.200 são pobres e podem, mas ganham tão pouco que não conseguem.
Edison Gonçalves (São Paulo, SP)
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Essa diminuição levaria a um imenso corte no número de pessoas habilitadas a ter o financiamento, pois a renda familiar para a faixa 1 já é muito baixa. O que parece ser justiça, no caso, é um corte dramático feito por torções nas regras com pitadas de vilania.
Wagner Santos (Ribeirão Preto, SP)


Lava Jato
O texto “Empreiteiro Léo Pinheiro, que acusou Lula, tem delação homologada no STF” (Poder, 13/9) deixa de mencionar que o próprio delator mudou de versão. A primeira inocentou Lula, e isso travou sua delação. Deixou de mencionar reportagem do próprio jornal de 1º de junho de 2016: “Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula”.
Rodolfo Maia (São Paulo, SP)


Novo TJ-SP
Desde sempre a arquitetura foi ostentação de poder. Na metrópole, na necrópole. Mas, com o dinheiro público, a coisa poderia ser mais sensata (“Avaliado em R$ 1,2 bilhão, novo prédio do TJ de SP cria mal-estar em tribunal”, Poder, 13/9).
Aristides Marchetti (Ribeirão Preto, SP)
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Sou contra! Com esse dinheiro dá para investir na linha 6-laranja do metrô, que está com as obras paralisadas há três anos. Esses desembargadores querem palácios para quê? Que usem os edifícios abandonados no centro de São Paulo.
Cristiano Oliveira (Caieiras, SP)


Bolsonaro e a imprensa
Bolsonaro diz que parte da ‘grande imprensa’ é inimiga” (Poder, 13/9). O que a Abraji falará agora (“Associação critica Glenn Greenwald por chamar repórteres de jornal de corruptos”)? Pitbull com o Glenn Greenwald e poodle com o Bolsonaro?
Mário Sérgio Mesquita Monsores (Rio de Janeiro, RJ)


Censura nas apostilas
João Doria deveria cobrir os custos de sua gracinha com dinheiro de sua fortuna pessoal (“Após decisão judicial, Doria diz que devolverá apostilas com encarte explicativo”, Educação, 13/9). Por que os cofres públicos devem cobrir os mandos e desmandos errôneos do governador?
Maria Aparecida Azevedo Pereira da Silva (Campinas, SP)


Amazônia
Amo este país. Porém, por questões históricas, não sabemos e não valorizamos nossas riquezas naturais e não investimos na educação de nosso povo. Nossa elite é “burra” e egoísta. Acabamos dando motivo e razão para governos de outros países interferirem aqui (“UE deveria parar de comprar carne e soja do Brasil por incêndios na Amazônia, diz Finlândia”, Ambiente, 13/9). O governo atual consegue ser o pior de nossa história.
Orlando Luiz Busatto Busatto (São Paulo, SP)
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Não sei de quem a UE vai comprar carne e soja, mas o governo brasileiro esnobar a manifestação desses países achando que estamos com essa bola toda não parece inteligente, tanto quanto fazer o que tem sido feito com os órgãos de fiscalização ambiental do país. Se houver embargo, vai ser benfeito. Sobretudo, benfeito para o agronegócio que apoiou essa pessoa para ser presidente. E aqui dentro teremos carne mais barata. Embargo já!
Alessandro Santos (Uberlândia, MG)


Mestre Witzel
Mais um falso profeta do nosso tempo (“Dissertação de mestrado de Wilson Witzel tem 63 parágrafos copiados de 6 autores”, Poder, 13/9). Estamos sendo “governados” por mentirosos, hipócritas, desqualificados. Pobre povo.
Luis Manuel Pereira (Rio de Janeiro, RJ)
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Afinal, para que precisa mesmo de mestrado se seu negócio é outro? Em dissertação ou tese, o autor precisa argumentar. No caso dele, as ações propostas na segurança não precisam de argumento nenhum.
Dimas Floriani (Curitiba, PR)


PSL
As políticas reparatórias (como as cotas) são ações liberais e de caráter reformista, justamente para não deixar implodir o sistema. O Partido do Suco de Laranja não tem nada de liberal, é de extrema direita, daquelas cheias de ódio e fascistóide (“‘Moro de saia’, senadora do PSL relata ‘grito’ de Flávio contra CPI do Judiciário”, Poder, 13/9). O que é mais admirável é a mulher sendo vítima disso continuar apoiando.
Thiago Molina (Salvador, BA)


Mototáxi em São Paulo
A liberação de mototáxi (“Tribunal de Justiça libera serviço de mototáxi na cidade de São Paulo”, Cotidiano, 14/9) pode representar o aumento de acidentes e acirrar disputa entre taxistas e aplicativos. Se houver acidente, o transportado terá seguro? Não basta liberar a profissão, mas, sim, dar condições de segurança ao consumidor e ao próprio trânsito caótico da cidade.
Yvette Kfouri Abrão (São Paulo, SP)

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