STF parece ter reagido desproporcionalmente com o mandado de busca e apreensão, diz leitor

PF fez operação em endereço de Rodrigo Janot após declaração sobre matar Gilmar Mendes

Rodrigo Janot

Claramente, o STF parece ter reagido desproporcionalmente com o mandado de busca e apreensão ("STF autoriza busca e apreensão em endereço de Janot após declaração sobre matar Gilmar", Poder, 27/9). Não sou contra o ativismo do Supremo em alguns casos, tampouco considero haver uma "Supremocracia", como alguns autores, mas é nítido que, ao tomar medidas como essa, o STF deslegitima seu papel.

Guilherme Richena Ferreira (Piracicaba, SP)

Realmente, o desequilíbrio se encontra não só em pensar no ato, mas em registrá-lo em livro e verbalizá-lo em cadeia nacional. Agora, em termos processuais, na minha humilde visão, isso torna Rodrigo Janot suspeito em todos os processos em que atuou, já que é patente a visão que tinha de Gilmar Mendes como seu inimigo.

Rodrigo Caldas (Recife, PE)

Tenho muitas dúvidas. Por que Janot foi fazer essa declaração bombástica à imprensa neste momento? Vontade de voltar aos holofotes após a sombra causada pela aposentadoria? Jogo de cena para explicitar a truculência do supremíssimo ministro? Estará estimulando alguém para cumprir sua missão?

Marta Oliveira Ramalho (São José dos Campos, SP)

Não é de hoje que a podridão toma conta dos Poderes da República ("Temer rebate acusações e diz que Janot se revelou um 'insano homicida-suicida'", Poder, 27/9). Imaginem as inúmeras atrocidades às quais não temos acesso ou não são noticiadas. É um ferver de bichos, uma escumalha que nos governa e estraga a vida dos trabalhadores.

Roque Alves (São Paulo, SP)

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot - Adriano Machado/Reuters

Chico e Camões

Gostaria de dizer à senhora Erlane Lacerda Pereira (Painel do Leitor, 24/9) que não são somente os petistas que não querem a assinatura do presidente em um diploma ("Bolsonaro é pressionado a não assinar prêmio Camões de Chico Buarque", 23/9). Eu não quero. E imagino que milhões não queiram.

Maria Cecília de Arruda Navarro (Bauru, SP)


Guerra e paz

Muito bem colocada a situação atual do nosso país por Ricardo Viveiros ("Cultura do ódio", Tendências / Debates, 22/9). Já está mais do que na hora de os verdadeiros formadores de opinião começarem a assumir uma posição sensata de orientação ao povo, sem a necessidade de um viés ideológico como pano de fundo de suas posições. A abertura de espaço para jornalistas da estatura de um Ricardo Viveiros com certeza levará outros pensadores a se posicionarem buscando o bem do povo brasileiro.

Fernando César de Souza (São Paulo, SP)


Homem

O texto "O silêncio dos homens" (Tendências / Debates, 27/9) é profundamente ofensivo aos Homens com "H" maiúsculo, brancos e heterossexuais. Seria interessante saber o que a autora pensa das mulheres que vivem às custas dos ex-maridos ou das que se atiram sobre gente famosa ávidas por um dinheiro fácil. O suposto "silêncio" que mantemos é uma eloquente manifestação de nossa reação de desprezo por psicólogos(as) panfletários(as) e desinformados(as), cujos comentários visam somente sua autopromoção e a divisão acentuada da sociedade em "nós (mulheres) x eles".

José Cretella Neto, advogado (São Paulo, SP)
 


Lava Jato

Perfeita a análise de Reinaldo Azevedo ("Golpistas do Estado de Direito perdem", Poder, 27/9). Contudo, abraço a tese da nulidade total das condenações, inclusive para aqueles que não protestaram contra o arbítrio jurídico em primeira instância. A tal "modulação" vai esbarrar no princípio da isonomia, ou seja, de que todos são iguais perante a lei e de que uma arbitrariedade constatada e que incide decisivamente num julgamento é absolutamente nula. Aliás, o próprio ato de apelar já demonstra a insatisfação do prejudicado. Se a lição é para ferir de morte o arbítrio, que se faça por completo, não pela metade.

Luiz Carlos Guimarães Brondi, advogado (Araraquara, SP)

O colunista PTralha Reinaldo Azevedo é a favor dos bandidos, pois acha que o valor de mais de R$ 1 bilhão já recuperado graças à Operação Lava Jato é golpismo e anticonstitucional.

Flávio Cardoso (Guariba, SP)

Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux são os verdadeiros juízes dessa estranha casa maior do Judiciário nacional ("Em derrota da Lava Jato, STF tem maioria a favor de tese que pode anular sentenças e beneficiar Lula", Poder, 26/9). Em nome de um burro formalismo, busca-se recolocar na rua e na sociedade figuras que assaltaram os cofres públicos e, de forma indireta, levaram à morte milhares de crianças pobres, privaram-nas de escola, deixaram de fazer centenas de quilômetros de esgoto etc. Tudo em consequência da apropriação de recursos da sociedade. A corrupção no Brasil continuará forte e bela.

Sebastião Feliciano (Taubaté, SP)

"Supremo impõe maior derrota à Lava Jato e pode anular decisões" (Primeira Página, 27/9). Não há como concordar com essa manchete, visto que o STF está apenas dizendo que o processo não seguiu o rito que deveria ter sido seguido. Por esse fato, há a possibilidade de certas decisões serem revistas, mas isso não quer dizer que os réus não tenham cometido ilícitos. Ao dar destaque à palavra "derrota", parece até que a Folha está defendendo o fim da Operação Lava Jato. Com a sua decisão, os ministros estão meramente cumprindo o seu dever de ajustar certos aspectos técnicos da tramitação do processo.

Tsuneto Sassaki (São Paulo, SP)

No deserto

Claudia Costin foi brilhante, como sempre, em sua coluna "Médicos e professores" (Opinião, 27/9). É uma pena que ela clame no deserto.

Antenor Baptista (São Paulo, SP)


Eduardo Bolsonaro

"Eduardo Bolsonaro faz gesto de arma em frente a monumento pela paz em NY" (Mundo, 27/9). Seria bom que o fritador de hambúrguer fosse embaixador nos Estados Unidos por uns dois ou três meses. Sua ignorância e grosseria ficariam evidentes.

Sérgio Facchini (São Paulo, SP)

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