Absurdo 35 milhões de pessoas sem acesso à água no século 21, diz Lafaeti Bataglia

Para Nelson Gomes, situação é vexatória após 14 anos de governos lulo-petistas

Saneamento
Difícil acreditar que são 35 milhões de pessoas sem acesso à rede de abastecimento de água e 100 milhões sem acesso à rede de esgoto no Brasil ("Mantido ritmo, Brasil vai atrasar em 30 anos meta de saneamento universal"). Ainda que tal informação tivesse uma margem de erro de 20%, seria um absurdo conceber e aceitar isso numa sociedade dita civilizada em pleno século 21. Há décadas, ouço que o Brasil é o país do futuro...
Lafaeti Tomasauskas Bataglia (Sertãozinho, SP)

Essa situação dramática e vexatória em que permanecem os índices de saneamento básico após 14 anos de governos lulo-petistas --que diziam priorizar os mais pobres-- é a prova mais robusta e contundente do império da mentira e da corrupção a que estávamos submetidos.
Nelson Vidal Gomes (Fortaleza, CE)

Enquanto você espera melhoria para o saneamento, Bolsonaro espera resposta a uma consulta feita ao TSE para saber se poderá levar os recursos do fundo partidário do PSL caso migre para outro partido ("Bolsonaro busca saída jurídica para deixar PSL e evitar cassação de deputados").
Nelson Oliveira (Brasília, DF)

Só o investimento público é capaz de levar água e coleta de esgoto às periferias do Brasil. Porém, com o teto de gastos em vigor, o Estado fica impedido de ampliar esses investimentos. O novo marco de saneamento, em tramitação no Congresso, quer delegar essa tarefa à iniciativa privada. Contudo, duvido que agentes privados invistam para levar esses serviços para quem não possa pagar as elevadas tarifas que serão praticadas.
Eduardo de Azevedo Silva (São João do Meriti, RJ)

Desenvolvimento
O Brasil não pode ficar sem um Plano Nacional de Desenvolvimento, apenas dependendo da vontade dos liberais e burgueses internacionais que só visam ao próprio lucro.
Francisco Anéas (São Paulo, SP)


Sínodo
Estão desmoralizando o Sínodo da Amazônia ("Vida na Amazônia nunca esteve tão ameaçada, diz dom Cláudio no sínodo"). O papa é alvo de deboches grosseiros. A igreja tenta conscientizar as pessoas de que o ecossistema está sendo agredido e de que os pobres e as populações indígenas são desrespeitados com o pretexto da defesa do subsolo da região, com seus riquíssimos minerais. O Sínodo precisa de apoio e orações para que a paz e a solidariedade ajudem a encontrar o caminho do desenvolvimento humano justo.
Eurico de Andrade Neves Borba (Caxias do Sul, RS)

Chico
Bravo, Chico, você é muito, muito, maior do que ele ("Chico Buarque ironiza frase de Bolsonaro sobre seu prêmio em rede social"). Seu legado para a cultura brasileira será para sempre. E, como diz a sua música, "apesar de você, amanhã há de ser outro dia...".
Johnny Rizzieri Olivieri (Serra Negra, SP)

Inveja que mata... Deste governo já se ouviu que a atriz Fernanda Montenegro é sórdida e que Chico Buarque deve esperar pela assinatura de Bolsonaro. Pai, livre-nos desse mal.
Lucia Helena Paludetto (Birigui, SP)

Zé Celso e Fernanda Montenegro no lançamento do livro da atriz, "Prólogo, Ato, Epílogo" - Zanone Fraissat - 6.out.2019/Folhapress

Bolsonaro
Bolsonaro, eleito com ajuda de (hoje sabemos) uma fraude no WhatsApp, justifica sua homofobia dizendo que defende "valores cristãos". Quais? Aqueles que autorizam homicídios ao fazer pose com "arminha"? Aqueles que admitem que vale estuprar mulheres --mas não todas, só as que "merecem"? Aqueles que incentivam a destruição das florestas e o genocídio indígena? Se acredita em Deus, está na hora de começar a temer o inferno.
Maria Rita Kehl (São Paulo, SP)

Será que Bolsonaro tem ideia da magnitude, da responsabilidade e dos princípios republicanos que envolvem o cargo que ocupa? Envolto em denúncias de caixa dois e de manipulação de dados governamentais e cercado de assessores atolados até o pescoço em irregularidades, dispara contra a imprensa. E escolheu como alvo a Folha, um dos pilares do jornalismo investigativo no Brasil.
Marcelo Rebinski (Curitiba, PR)

Em 2018, 57 milhões de pessoas votaram não em Bolsonaro, mas contra o PT. Passada a euforia da vitória, aos poucos vem caindo a ficha. Elegeram um indivíduo cujo único projeto é manter a si próprio e a seus filhos no poder. Ele é capaz de qualquer coisa para isso, inclusive fazer de boi de piranha correligionários que desviaram verba de campanha para beneficiá-lo.
Cecília Barbosa (Santos, SP)

Fora do PSL
O gênio pretende fazer o quê? Usar o escândalo do laranjal como justificativa no TSE para carregar junto os parlamentares e o fundo partidário ao mesmo tempo em que mantém o ministro do Turismo, o laranjeiro-mor?
Leonardo dos Reis Gama (São Paulo, SP)

Estou cheio deste desgoverno. O lema de Bolsonaro é "mentira acima de tudo, censura pra cima de todos".
João Hilgert Martins (Imbituba, SC)


Negras na publicidade
Passando para deixar um agradecimento pela reportagem sobre negras fora da publicidade ("Negras movimentam R$ 704 bi por ano, mas são escanteadas pela publicidade"). Isso fortalece nossa luta contra o racismo e o preconceito 
Davi Santos (Itaboraí, RJ)


Tributos
Excelente o enfoque de Luiz Gê sobre economia e tributação (Ilustrada, 7/10). É a injustiça social e a má distribuição de renda que afetam o consumo, por falta de dinheiro da maioria da população. Pena que os que tratam da reforma tributária não têm a visão do cartunista.
Francisco Napoli (São Paulo, SP)


O livro de Janot
O fracasso da venda foi consequência do marketing excessivo. Fica a lição. O público sabe escolher entre o ouro e o cascalho ("Janot reaparece em silêncio e lança livro em evento esvaziado").
Shigueyuki Yoshikuni (Lins, SP)

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot durante lançamento de seu livro num shopping de Brasília - Pedro Ladeira - 8.out.2019/Folhapress

Drogas
Lúcida a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de revogar a prisão de um homem com 43 g de maconha. Espero que os demais ministros do STF acatem o Recurso Extraordinário 635.659, que pode descriminalizar a posse de maconha e outras drogas. É inaceitável que o Brasil perca em receitas, ao não legalizar a maconha, o suficiente para pagar todas as aposentadorias e gerar mais de 1 milhão de empregos.
Daniel Marques (Virginópolis, MG)


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