As agressões a Bolsonaro mostram que democracia só se for para concordar com essa gente, diz Paulo Costa

E então, como fica a Globo? Não vai ter punição?, pergunta Luiz Carvalho

Bolsonaro no caso Marielle
“Ministério Público diz que porteiro deu informação falsa ao citar Bolsonaro no caso Marielle” (Poder, 30/10). O espetáculo de agressões a Bolsonaro pela mídia esquerdista, oportunista e desonesta intelectualmente mostra que, no Brasil, democracia só se for para concordar com essa gente, e eleição só para referendar o que lhes convém.
Paulo Costa (Juiz de Fora, MG)

Jair Bolsonaro durante live no Facebook - Reprodução

E então, como fica a Globo? Não foi furo? Acesso a documentos sigilosos? Não vai ter punição? E esse porteiro, como fica? Por que a Folha não foi a fundo nessa história?
Luiz Carvalho (Brasília, DF)

Quem tem que investigar e “buscar áudios, provas e informações” é a Polícia Federal, não o filhinho.
Maria do Carmo Britto (Rio de Janeiro, RJ)

Saudades de quando o maior problema do país era uma presidente honesta, mas atrapalhada, que falava em “estocar vento”.
Maurício Serra (Cidade Ocidental, GO)

É possível alguém com salário de deputado ter duas casas num condomínio como esse?
Eduardo Bertazza (São Bernardo do Campo, SP)

Entrada do condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa - Raquel Cunha - 5.jan.2018/Folhapress

Afago
Digno de elogios o texto de Jairo Marques de 30/10 (“Ao prefeito enfermo, um afago”, Cotidiano). Mesmo eu não sendo da família do prefeito, tampouco um leitor “sensível”, a manchete da Folha “Bruno Covas tem câncer, e Prefeitura de SP é dilema” me pareceu uma desnecessária indelicadeza/grosseria. Serviria como afago uma nota na seção “Erramos”. Afinal, não se erra apenas em datas, números e nomes.
Rubens Torres Babini (São Paulo, SP)

Também fiquei chocada com a manchete da Folha de 29/10, na qual a doença do prefeito foi tratada de modo cruel e insensível. A preocupação maior era a sucessão na prefeitura. Faço minhas as palavras do colunista Jairo Marques.
Cynthia Taliberti (São Paulo, SP)

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas - Photo Premium/Folhapress

A manchete da Folha de 29/10, ao noticiar que o prefeito Bruno Covas está com câncer, foi de carregada insensibilidade. Igualou-se a uma notícia de um acidente em rodovia com número significativo de vítimas, mas dando ênfase ao congestionamento de trânsito que ocasionou. Total ausência de humanidade e total desprezo à dor do prefeito, à de seus familiares e à de pessoas próximas a ele. Imperdoável comportamento.
Paulo Guida (São Paulo, SP)

Eu daria um prêmio “Top of Mind” na categoria “Ser Humano” para o Jairo Marques por seu artigo “Ao prefeito enfermo, um afago”. Lembrei-me de uma frase do dramaturgo e poeta romano Terêncio: “Sou um homem; nada do que é humano me é estranho”. O texto é uma aula de bom jornalismo e de solidariedade e fraternidade. Bravo, Jairo!
Francisco José Bedê e Castro (São Paulo, SP)


Hienas
Claro que houve crime (“STF vai investigar assessor de Bolsonaro por declaração sobre vídeo das hienas”, 30/10). O cara, com cargo público, endossou vídeo que vilipendia o STF e partidos legalmente constituídos. Eu não aceitaria ser chamado de hiena por nenhum membro do governo ou autoridade pública. 
Gilberto Camilo (Jaboatão dos Guararapes, PE)

Filipe Martins cumprimenta Donald Trump - Casa Branca - 31.ago.2019/Divulgação

Dia do Saci
Ao Trumpistão o que é do Trumpistão. Ao Brasil o que é do Brasil. Festejemos 31 de outubro como o Dia do Saci e seus amigos. Viva o Saci! Viva a Iara! Viva Macunaíma! Viva o Curupira! Viva a Caipora! Viva o Boitatá! Viva o Negrinho do Pastoreio! Viva o Mapinguari! Vivam todos os seres do nosso imaginário!
Mouzar Benedito, da Sociedade dos Observadores de Saci (São Paulo, SP)

Artista de rua vestido como Saci no Rio de Janeiro - Fabio Teixeira - 17.jul.2016/Folhapres

Dia do Silêncio
Pessoas falando alto ao celular na rua, no cinema, no teatro, em concertos, como se estivessem a sós. Escapamentos para lá de ruidosos, a qualquer hora do dia. Buzinas agudas de motoqueiros insanos. Alto-falantes à toda em Variants vermelhas agredindo pedestres incautos. Sirenes, bate-estacas, basculantes, obras... Se poder tivesse, instituiria o Dia Internacional do Silêncio, todos os dias, para manter os ouvidos sãos e os cérebros inatacados pela mais deletéria e inútil das agressões: o ruído desnecessário e excessivo.
Hermann Grinfeld (São Paulo, SP)

Buzina de bicicleta que faz pouco barulho - Folhapress

Hepatite
O preço cobrado pela empresa Gilead impede o tratamento da hepatite C de 700 mil brasileiros. O estudo da USP que compara preços do sofosbuvir praticados pela Gilead mostra que com concorrência houve forte redução (“Dona de patente nega abuso em tratamento para hepatite”, Cotidiano, 24/10). Nos momentos de monopólio, houve abuso. Foram analisadas compras públicas nacionais, estaduais e municipais do sofosbuvir isolado e de suas combinações.
Ana de Lemos, diretora da MSF-Brasil, e Ana Navarrete, coordenadora de Saúde do Idec (São Paulo, SP)

Óleo
“Um terço do litoral já sofre com óleo e, para ministro, fim da crise é incerto” (Ambiente, 30/10). É o velho sistema cultural da história política do país. Negociam-se cargos com os partidos e colocam-se pessoas sem competência e sem conhecimento do assunto.
Paolo Valerio Caporuscio (São Paulo, SP) 

Rachadinha
É importante corrigir o erro cometido em “Assembleia de SP tem histórico de arquivar suspeitas de ‘rachadinhas’” (Poder, 29/10). Meu mandato nunca foi acusado, como insinua equivocadamente o texto, de promover tal ato. Fazendo alusão a uma investigação que acabou arquivada pelo MP-SP, a reportagem, inadvertidamente, relaciona casos díspares e conduz seus leitores ao engano. Jamais promovi práticas ilegais, como a suposta “rachadinha”, em meu gabinete.
André do Prado, deputado estadual pelo PL (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Carolina Linhares - O texto deixa claro que o caso do deputado não envolvia “rachadinha”, mas outras suspeitas, e que ele foi arquivado. 

A reportagem sobre “rachadinhas” falta com a verdade e mistura denúncias totalmente distintas. A denúncia anônima e infundada contra mim foi apurada e arquivada pelo Ministério Público e pelo TJ, não pela Assembleia de São Paulo. Há casos de assessores que denunciaram parlamentares. No meu caso, nenhum assessor fez denúncia. A acusação foi totalmente anônima e sem procedência.
Luiz Fernando Teixeira, deputado estadual pelo PT (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Carolina Linhares - A reportagem deixa claro que a denúncia partiu de anônimo e foi arquivada pelo Ministério Público e que os casos não foram apurados pela Assembleia.


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