Colocar a privatização do saneamento como panaceia é profundo equívoco, diz Edson da Silva

Para Alfredo Azevedo, a fórmula 'crescer para dividir' está desmoralizada há muito tempo

Saneamento
Muito oportuna a entrevista com o relator da ONU Léo Heller (“Proposta de ampliar participação privada em saneamento é falaciosa”, Entrevista da 2ª, 28/10). Realmente, colocar a privatização dos serviços e das empresas como a panaceia para resolver todos os males do setor é um profundo equívoco. A Folha cumpre importante papel possibilitando esse contraditório.
Edson Aparecido da Silva (Guarujá, SP) 

O relator especial da ONU Léo Heller - Alexandre Rezende/Folhapress

Argentina e Chile

Vejam os exemplos do Chile e a da Argentina, que escancararam as consequências de um sistema que subtrai direitos sociais e trabalhistas e negocia terras e empresas nacionais em benefício do capital estrangeiro. Uma política na qual poucos, os que retêm o poder econômico e político, são agraciados. 
Anete Araújo Guedes (Belo Horizonte, MG)

Ao menos o trato civilizado marca os primeiros passos dessa transição na Argentina (“Macri e Fernández trocam sorrisos e apertos de mão no início da transição”, Mundo, 28/10). Essa transição não se esgotará com sorrisos e apertos de mão e terá de gerar mudança profunda por uma Argentina mais igual. Já de há muito a viciada fórmula “crescer para dividir” está desmoralizada.
Alfredo Azevedo (Campos dos Goytacazes, RJ)

Improbidade
Muito oportuno o artigo “A necessária ressignificação do conceito de improbidade” (Tendências / Debates, 28/10), de Pedro Mazzaro Lopes e Vitor Marques. Soam mesmo desproporcionais e desarrazoadas certas condenações por condutas classificadas de ímprobas, com aplicação da severa pena de perdas dos direitos políticos, quando o ato praticado, de fato, nada tem de desonesto e imoral.
Hilton Mendonça (Arari, MA)


Dia do Funcionário Público
Um desrespeito à população o feriado autoconcedido no Dia do Funcionário Público. Não creio que lhes paguemos para que façam do seu um dia ocioso. O Dia do Médico é 18 de outubro, o do Padeiro é 8 de julho e o do Coveiro é 10 de maio. A população não ficou sem ser atendida por esses profissionais essenciais em seus dias de comemoração.
Mário Sérgio Guidio Salzstein (São Paulo, SP)


Pacaembu
O editorial “O destino do Pacaembu” (Opinião, 26/10) desinforma o leitor. Não se fará ali um shopping. O que se quer é recuperar as funções originais do complexo. As quadras de tênis, o ginásio e a piscina serão renovados e oferecidos a toda a cidade. O Pacaembu voltará a ser local de cultura e lazer, eixo perdido com a demolição da concha acústica. O futebol manterá lugar de destaque, para todos, com conforto e segurança.
Fábio Santos, assessor de imprensa da Allegra Pacaembu (São Paulo, SP)

Bruno Covas
Que Deus dê ao prefeito Bruno Covas força e esperança para superar os obstáculos que virão e que ele nunca perca a sua fé na cura e em Deus, se Nele acredita (“Bruno Covas recebe diagnóstico de câncer e será submetido a quimioterapia”, Cotidiano, 28/10). Minhas objeções a esse moço ficam apenas no campo de sua gestão na prefeitura. Quanto à sua saúde, torço para que ela seja restabelecida o mais rapidamente possível.
Raul Mattiozzi Lopes (São Paulo, SP)

O prefeito Bruno Covas - Zanone Fraissat/Folhapress

Lições de alunos
O professor Rubens Figueiredo retratou com muita sabedoria o cotidiano das escolas públicas estaduais de nosso país (“As lições que me deram aqueles alunos”, Ilustríssima, 27/10). A nossa missão vai muito além das “fantasias de pedagogos cosmonautas”, assim como nossas “técnicas pedagógicas tinham (têm) que incluir, a qualquer preço, alguns itens bem estranhos”. A realidade de nossa escola pública não é conhecida por seus idealizadores.
Maria Elza Sigrist, professora aposentada da rede estadual paulista (Campinas, SP)


11 + 3
Recentemente, lemos a reportagem “11 livros para ler antes de crescer” (Folhinha, 12/10) e gostamos muito das indicações de livros que foram dadas pelo repórter Bruno Molinero. Nós pretendemos ler alguns desses livros antes de crescer e gostaríamos de incluir na lista sugerida pelo repórter os seguintes livros: “Listas fabulosas”, da Eva Furnari; “História meio ao contrário”, da Ana Maria Machado; “Os bichos que tive”, da Sylvia Orthof.
Alessandra Salerno, professora, em nome dos alunos do 3º ano da High Line School (São Paulo, SP)

Jorge Fernando
Existem seres humanos que vêm à Terra com a missão de trazer vida e alegria. O ator e diretor Jorge Fernando era um desses. Raro, era óbvio que não iria envelhecer. Tinha o espírito agitado. Agitação que alegrou o Brasil. Vá com Deus, o céu está muito mais animado. 
Fará muita falta (“Ator e diretor Jorge Fernando morre aos 64 anos”, Ilustrada, 28/10).
Roberto Moreira da Silva (São Paulo, SP)

Ciência
Parabenizo os colegas Rodrigo T. Calado e Dimas Tadeu Covas e toda a equipe empenhada no primeiro resultado positivo em tratamento de linfoma com a tecnologia CAR-T Cell no Brasil (“Novas formas de combater o câncer”, Tendências/Debates, 27/10). A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) corrobora o posto no artigo de que esse desenvolvimento representa um grande avanço científico, econômico e social.
Dante Langhi Júnior, presidente da ABHH (São Paulo, SP)

Saúde
A respeito da coluna de Julianna Sofia de 26/10 (“Minidireitos”, Opinião), esclareço que a proposta apresentada para o debate pela FenaSaúde visa fazer com que pessoas que hoje só têm o SUS como possibilidade de atendimento para todo tipo de procedimento médico possam contar com alguma assistência pelos planos e seguros de saúde privados. Não é difícil vislumbrar que isso desafogaria o sistema público e beneficiaria a todos.
Vera Valente, diretora-executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Rio de Janeiro, RJ)


Educação
O título da reportagem “Escolas recusam ampliação do ensino em tempo integral em SP” (Cotidiano, 28/10) destaca a informação do sindicato, de que 70 escolas recusaram o modelo, em detrimento dos dados oficiais do secretário Rossieli Soares, de que 500 outras têm interesse. Se a maioria quer aderir, o destaque não deve ser a recusa da minoria. Causa espanto a ignorância da deputada Bebel (PT) com o fato de que 474 escolas de ensino fundamental já funcionam em modo integral.
Lúcia Saito, assessora de comunicação da Secretaria da Educação (São Paulo, SP)


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