Leitores elogiam atitude de secretário de SP e criticam o uso da cultura como ideologia

Saneamento básico, OCDE, Folhinha e Fundo Penitenciário são temas de comentários

Resistência cultural
São Paulo, onde nasci, não é uma cidade apenas de sargentos, motoristas de Uber, aposentados, motoboys e neovangélicos. É onde a cultura explode nas suas diferentes formas, onde está a maior e mais produtiva universidade do continente. SP é do mundo. Não queiram reduzi-la para caber em suas ideologias (“Prefeitura de SP promete festival com peças censuradas pelo governo Bolsonaro”, Ilustrada, 13/10).
Armando Moura (São Paulo, SP)

O secretário municipal de Cultura, Alê Youssef, com o Theatro Municipal de São Paulo ao fundo
O secretário municipal de Cultura, Alê Youssef, com o Theatro Municipal de São Paulo ao fundo - Zanone Fraissat/Folhapress

Vai usar o dinheiro público (nosso dinheiro) para confrontar o outro. O critério deveria ser a qualidade das peças. Aquele que fez um bom trabalho pode não ser contemplado. Prevalece a ideologia. 
João Braga (Marília, SP)

A iniciativa é excelente. O governo federal vem impondo censura a trabalhos artísticos que já estavam contratados, ora por perseguir visões políticas e sociais que lhe amedrontam, ora por mero obscurantismo de costumes. Que outras prefeituras e governos sigam o exemplo.
Alessandro Santos (Brasília, DF)


Saneamento básico
Enquanto não abrirmos de forma regulada para o setor privado, nadaremos no lamaçal (“Sem consenso, Congresso debate privatização do setor de saneamento”, Cotidiano, 12/10). Trata-se de um fato que congressistas corporativistas e sindicalistas, que só pensam em seus interesses, negam-se a admitir...
Daniel Plech Garcia (Brasília, DF)

O saneamento de baixa qualidade é um dos maiores problemas do país.
Gabriel Saraiva (Curitiba, PR)


Mortes no Fallet
Alguém esperava outro resultado (“PM conclui que policiais não cometeram crime em ação com 15 mortos no Fallet”, Cotidiano, 12/10)? Agora, com licença para matar vinda de autoridades como Witzel e Moro (excludente de ilicitude), o extermínio vai continuar impunemente!
Marluce Martins de Aguiar (Vitória, ES)


Petróleo
Se pelo satélite não é possível saber a origem, então deve ser divulgado em rede mundial. Pode ser que apareça um delator (“Mancha de óleo de 21 quilômetros quadrados se aproxima da Bahia", Ambiente, 11/10). Há interesse? Ou basta a Amazônia?
Flávio Sasso (Santa Cruz de Minas, MG)

O governo está sempre brigando com alguém. Já ofendeu tantos líderes mundiais, que eu não ficaria surpreso se esse derramamento fosse um ato criminoso.
Marcos T. de Souza (Barra Bonita, SP)

As borras asfálticas em praias do Nordeste escondem colossal incompetência das Forças Armadas, em particular Marinha e Aeronáutica. As borras vieram boiando, cobrindo enorme área descoberta, e ninguém as viu. Alguém teria interesse na catástrofe? Diria que sim, a área é de grande interesse turístico e envolve bilhões de reais anuais.
João Henrique Rieder (São Paulo, SP)


Brasil na OCDE
Onyx Lorenzoni dizer que não houve mudança no ingresso brasileiro na OCDE foi, além de esdrúxulo, desnecessário. Permanecemos fora da OCDE. Mas a nossa diplomacia “abriu mão” do tratamento tarifário diferenciado em troca de apoio vago, que se mostrou inexistente. A soberania nacional pregada por esses senhores tem limites e eles terminam em Washington.
Willian Martins (Guararema, SP)


Fundo Penitenciário
Padrão Brasil: administração ineficiente ! A mãe de todos os pecados do sistema público (“Repasses do Fundo Penitenciário despencam, e só 12% da verba é usada”, Cotidiano, 12/10).
Danilo Pelucio (Três Corações, MG)

Aumentar o rigor de penas jamais ajudará substancialmente a reduzir o crime. Prevenir o “surgimento” do criminoso requer uma medida: redução da desigualdade social. Mas, aí, tocaria no privilégio de alguns. Reforma em penitenciária é eufemismo barato de desgoverno.
Marcio de Mattos (Cascavel, PR)

Presídio deve ser punição, não hotel pago com o dinheiro de suas vítimas, além de auxílio-reclusão. Identificar os recuperáveis e investir neles, apenas, pode ser mais justo em momento de recessão econômica.
Andre Luis Tasoniero (Curitiba, PR)


Ilustríssima
Vale a leitura (“Pátria e moscas não euclidianas”, Ilustríssima, 13/10). Não conheço o autor, mas ficou o interesse de saber mais sobre seu ponto de vista sobre a história do Brasil. Realmente “a polarização política” em nada tem ajudado a pensar a resolução dos novos desafios da sociedade para o futuro.
Rodrigo Queiroz (Sinop, MT)


Senador americano
Rick Scott se declara empresário e critica a China (“China não está na América Latina para ajudar, e sim controlar, diz senador americano, Mundo, 11/10), mas não cita que sua empresa cometeu a maior fraude no caso Medicare e que, num depoimento, ele invocou a 5ª Emenda (manter-se calado) por 75 vezes.
Evandro Panza (São Paulo, SP)


Folhinha
Quero saudar o retorno da Folhinha. Nestes tempos bicudos, as crianças são um alento e uma promessa. 
Wander Soares, presidente da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Rio de Janeiro, RJ)

As tirinhas de Laerte e Adão Iturrusgarai deste 12 de outubro são temas para adultos e crianças debaterem, em casa e na escola, sobre acolhimento, empatia, envelhecimento, morte, uso de tecnologias e passagem do tempo, tópicos importantes para a construção emocional e intelectual dos adultos que teremos.
Mariana Barontini Sasso (Mirassol, SP)


O fotógrafo e o racismo
Adorei as fotos. Ele tem um jeito de olhar as cenas muito especial (“Jovem negro sai para praticar fotografia e é perseguido como suspeito por moradores”, Cotidiano, 10/10). Somos racistas e vivemos em um país racista, e alguns negam.
Nádia Degrazia Ribeiro (Rio de Janeiro, RJ)


Editorial
Importante a Folha deixar claras suas posições. Concordo com “Aprendizado político” (Editoriais, 13/10). Mas a atual Constituição foi moldada para sistema parlamentarista —constituintes não tiveram coragem de concluir o processo, deixando para o povo decidir em plebiscito. Muitas das mazelas políticas advêm desse presidencialismo de coalizão.
Adilson R. Gonçalves (Campinas, SP)

Pertinente o editorial desta Folha, permitindo comparações e relatando favores e desfavores que diferentes regimes podem proporcionar às pretensões da consolidarmos regime democrático. Discordo quando diz que no Brasil vivemos o mais longo período democrático.
Paulo Roberto de Oliveira (São Paulo, SP)

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