Poderíamos extinguir a primeira instância e investir em saúde e educação, diz Vicente Rodrigues

Para Iago Zulu, ministros 'garantistas' sugerem que vale a pena delinquir quando se é rico

Segunda instância
Tive uma ideia. Poderíamos extinguir a primeira instância. Assim o país economizaria uma boa verba para aplicar em saúde e educação. Para que tantas instâncias? Já sei: para dar emprego a um monte de juízes e advogados e para livrar da cadeia bandidos que têm dinheiro para pagar. 
Vicente Alfredo de Paula Rodrigues (Brasília, DF) 

Quem diz que a Justiça é apenas punitiva não sabe o que diz. A Justiça é, antes de tudo, instrumento dissuasório para prevenir a delinquência. Infelizmente, a posição dos ministros "garantistas" transmite a ideia de que vale a pena delinquir quando se é rico.
Iago M. Zulu (São Paulo, SP)

Leitores superficiais não se conformam com a decisão de Rosa Weber e imaginam que os ricos e poderosos não serão punidos. Ora, o Supremo nunca mandou rico para a cadeia? O que foi o mensalão, por exemplo? ("Rosa Weber vota e indica veto do Supremo à prisão logo após a 2ª instância", Poder, 24/10).
Sandro Oliveira de Carvalho (Curitiba, PR)

Luiz Fux proferiu um voto memorável no STF. Veremos o desenlace, salvo engano, só em novembro. A corrupção foi sempre muito bem defendida neste país --por conservadores, "progressistas" etc.
Carlos A. Idoeta (São Paulo, SP)

A ministra Rosa Weber no julgamento da prisão em segunda instância - Pedro Ladeira/Folhapress

Saúde e educação
Falando em saúde, beiram a insanidade as propostas para estados e municípios em relação às verbas para educação e saúde ("Guedes quer estados e municípios sem piso de gasto social", 24/10). Pretende-se tirar a correção pela inflação ou estabelecer um patamar mínimo que poderá ser desvinculado. Vamos matar todos de infecção hospitalar e ignorância e, se sobrar alguém, matamos de desemprego.
Arlindo Carneiro Neto (São Paulo, SP)

Foi com preocupação que soubemos que o ministro da Economia quer extinguir o piso que estados e municípios são obrigados a aplicar em saúde e educação. Aliada ao teto de gastos, em vigor desde 2016, tal medida tornará ainda mais precários os serviços públicos de educação e saúde, fundamentais para a redução das desigualdades e essenciais para os mais pobres.
Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil (São Paulo, SP)

O ministro da Economia, Paulo Guedes - Adriano Machado/Reuters

Tímida
A tímida reforma da Previdência pouco resolverá o problema das contas públicas. Os principais responsáveis são Paulo Guedes, Bolsonaro, Rodrigo Maia e Alocumbre. Graças a eles, a esquerda continuará com o argumento falacioso de que o neoliberalismo é o culpado pela crise econômica.
Rafael Alberti Cesa (Caxias do Sul, RS)


Cadastro do cidadão
Com a criação do Cadastro Base do Cidadão, estará aberta a temporada de caça ao cidadão de bem pelos criminosos, pois, com a precariedade da segurança digital do Estado, o cidadão ficará mais ainda vulnerável ("Deputados tentam derrubar decreto de Bolsonaro que cria cadastro base do cidadão", Tec, 24/10).
Marcos Antonio da Silva (São Bernardo do Campo, SP)

Episódio digno da série "Black Mirror".
Gustavo Felício Moraes (Rio de Janeiro, RJ)


Colunistas de Mercado
Uma pena a saída da mais competente e assertiva analista econômica desta Folha, Laura Carvalho ("Cida Bento e Solange Srour serão as novas colunistas de Mercado", 24/10). Já havíamos perdido, às quintas, a coluna de Janio de Freitas. A Folha, nos últimos anos, anda facilitando a vida de quem tem pouco tempo para ler jornal, pois tem recheado suas páginas com escritos de gente que tem pouco ou nada a dizer.
Celso Balloti (São Paulo, SP)

A Folha excluiu Laura Carvalho. Foi pressão da extrema direita ou do ultraliberalismo? A Folha está abrindo mão da diversidade? Então posso abrir mão da Folha?
Henrique Cavalleiro (Brasília, DF)


Walter Franco
Como um soco no estômago... Foi assim que recebi na manhã desta quinta-feira (24/10) a notícia da morte do cantor e compositor Walter Franco. Suas canções embalaram nossa juventude, fazendo-nos pensar além do cotidiano. Que a terra lhe seja leve!
Edson Domingues, sociólogo (São Paulo, SP)

O cantor e compositor Walter Franco durante show em 1975 - Acervo Folhapress

Raul Seixas
Jotabê Medeiros baseou-se em frágeis suposições para dizer que Raul Seixas entregou Paulo Coelho à ditadura ("Chagas cicatrizadas", Ilustrada, 23/10). Fernando Morais, em "O Mago", fala sobre Paulo e Raul: "Paulo era usuário de drogas, sempre internado em hospícios, foi preso em 1969 por suspeita de ligações com Carlos Lamarca, e sua namorada, Adalgisa, tinha ligações com o MR-8. Raul Seixas era da CBS, casado, uma filha e já compusera 80 músicas". Quando o Dops chamou os dois, prendeu Paulo ("sujeira") e soltou Raul. Aí o Jotabê deduz: "O Raul dedurou o Paulo"! O Raul diria: "Quando acabar, o maluco sou eu!".
Toninho Buda (Juiz de Fora, MG)

Raul Seixas 30 anos de morte
Capa do LP Krig-ha, bandolo! - Reprodução

STF
Nelson Jobim escreve: "[...] ataca-se para ser visto e ter espaço na mídia" ("Tendências/Debates", 24/10). Vou na direção contrária e o cumprimento não só pelo excelente artigo como pela coragem de hoje defender a moderação, o diálogo e as instituições democráticas em geral e o Supremo Tribunal Federal em particular. A democracia precisa ser defendida, e, sem entendimento, compreensão e respeito aos demais cidadãos e Poderes, não há democracia.
André Franco Montoro Filho, professor titular sênior da FEA-USP (São Paulo, SP)


Chile e Brasil
Nossos governantes deveriam erguer as mãos para o céu e fazer uma boa reflexão sobre as manifestações no Chile. Apesar de o IDH e a corrupção no Brasil serem muito piores do que no país vizinho, um bom churrasco, Carnaval e cerveja têm resolvido todos os nossos problemas.
Ricardo Bertini Filho (Jaguariúna, SP)


Hepatite
Estranha base de cálculo foi usada na USP para o sofosbuvir ("Após patente, preço de remédio para hepatite C dispara 1.422%", 21/10). É necessário combinar sofosbuvir com daclatasvir para tratar a hepatite C. Há medicamentos de marca que não necessitam dessa combinação. O genérico resultou mais caro. Em novembro, o Ministério da Saúde pagou US$ 2.505 por tratamento com o genérico. Em janeiro, comprou o Harvoni por US$ 1.148 por tratamento.
Carlos Varaldo, Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite (Rio de Janeiro, RJ)


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