A não ser que haja um milagre, o STF instituirá hoje o Dia Nacional da Injustiça, diz Antonio Gomes da Silva

Para Alexandre Ruszczyk Neto, pode-se criar a figura esdrúxula do culpado-inocente

Segunda instância

A não ser que ocorra um milagre, o STF deverá instituir hoje, 7 de novembro, o Dia Nacional da Injustiça. Paradoxo: o órgão máximo da Justiça praticando a maior injustiça contra a nação. Já dizia um ex-ditador e ex-presidente da República: "A lei? Ora a lei...". Se assim for, a partir de hoje, criminosos endinheirados, para gáudio de seus advogados criminalistas, estarão livres da cadeia.
Antonio Carlos Gomes da Silva (São Paulo, SP)

Manter fora da cadeia pessoas com dupla condenação é um bom exemplo e faz bem ao país? Confundir o conceito de Justiça na mente dos cidadãos com a figura esdrúxula do culpado-inocente é bom para o Brasil? Contrariar o entendimento recente do STF (2016), bem como o de várias súmulas anteriores do próprio STF, é bom para o país?
Alexandre Ruszczyk Neto (Porto Alegre, RS)


Reformas
"Guedes diz não haver ponto inegociável em pacote econômico" (Mercado, 6/11). O cacoete reacionário do governo e sua predileção coletiva --não só de Eduardo Bolsonaro-- por um AI-6 se revelam nessa aparente transigência. É desnecessária essa frase num ambiente democrático, em que projetos de lei do Executivo são obviamente submetidos à análise do Parlamento.
Wagner Castro (Rio de Janeiro, RJ)

Ao anunciar as medidas econômicas (que de novas nada têm, vide a situação do Chile), Paulo Guedes deveria ter usado uma pulseira com os dizeres "Apocalypse Now", em referência ao filme sobre a crueldade da Guerra do Vietnã provocada por mentes insanas. Quem viver verá.
Geraldo Tadeu Santos Almeida (Itapeva, SP)

Paulo Guedes com pulseira de versículo do Apocalipse - Reprodução

Bolsonaro x Folha

Há tempos vimos defendendo que a melhor defesa contra as fake news e o autoritarismo de governo é o bom jornalismo, traduzido em uma assinatura de um bom jornal/revista. A Folha pode nos incluir entre os assinantes (que já somos) e divulgadores. Abraços, conte conosco.
Emmanuel Publio Dias e Fabio Chaves, sócios na Strata-RP (São Paulo, SP)

No dia em que a Folha publica a carta do leitor Marco Antonio Cardoso de Andrade, na qual ele afirma que "não se lê uma notícia positiva na Folha sobre o governo", o jornal informava em sua capa: "Para especialistas, Bolsonaro não obstruiu a Justiça". Bom exemplo de qual é a tática bolsonarista: ataca os que julga serem seus inimigos, repetindo exaustivamente inverdades inventadas. Por essa lógica, imprensa boa é imprensa dócil e bajuladora.
Simon Widman (São Paulo, SP)

Acho que o governo deveria, sim, cancelar assinaturas, mas não só da Folha. Por que o governo deve pagar assinatura de jornais para funcionários que, em geral, ganham muito bem, têm privilégios mil e ainda se aposentam com o salário integral --e sem que possam ser demitidos? Dizer que isso vai contra a democracia é papo furado.
Zureia Baruch Júnior (São Paulo, SP)


Políticos
"Proposta prevê corte de jornada e redução de salário de servidor" (6/11). Acompanhando essa proposta, deveria vir uma outra: destituir ou submeter todos os governantes envolvidos a recall.
Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC) 


Dilma
No texto "Fachin nega prisão temporária de Dilma pedida pela Polícia Federal" (Poder, 6/11), os valores citados como disponibilizados ao PT pela JBS --US$ 150 milhões-- para a reeleição de Dilma são espantosos. Mesmo considerando que toda a forma de corrupção e seus valores são crimes odiáveis, os citados acima fazem os escândalos do laranjal do PSL parecerem crimes a serem julgados pelos Tribunais de Pequenas Causas.
Osvaldo César Tavares (São Paulo, SP)

Dilma Rousseff após ser reeleita, em 2014 - Pedro Ladeira - 26.out.2014/Folhapress

Crivella e a Linha Amarela
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, vem sistematicamente desrespeitando determinações judiciais referentes ao pedágio da Linha Amarela, tentando reverter a opinião desfavorável à sua gestão. Tenta tomar à força o controle do pedágio, num mau exemplo para a população e amplo desrespeito ao Judiciário. Mas não vemos pedido de prisão provisória, situação aplicável diante de tais afrontas.
Heitor Vianna P. Filho (Araruama, RJ)

Funcionários da Prefeitura do Rio destroem cabines de pedágio da Linha Amarela - Divulgação - 27.out.2019/Hudson Pontes

Gregorio Duvivier e o pacote
Parabéns por mais essa coluna, Gregório ("Na direção certa", Ilustrada, 6/11)! Brilhante como sempre, dizendo as verdades que ninguém diz.
Georgete Medleg (Brasília, DF)

A Folha é o melhor jornal brasileiro, pois dá espaço ao contraditório. Erra Bolsonaro ao combater este jornal e a mídia, mas erra a Folha ao apoiar cegamente o ultraliberalismo de Guedes. Este mata o liberalismo e a própria democracia liberal.
Rogério Lustosa Bastos (Rio de Janeiro, RJ)

O texto "Pacote de Guedes cria armadilhas para gastos sociais" (Mercado, 6/11), do professor Nelson Marconi, traz críticas severas ao pacote. E o de Vinicius Torres Freire ("Governo propõe arrocho revolucionário") também não é nada complacente com o pacote. A Folha tem sua linha editorial, francamente liberal, mas, ao contrário de outros veículos, abre espaço às vozes divergentes. É o único grande veículo em que a austeridade tem sido questionada de forma recorrente. Exigir que ela se converta em porta-voz da oposição é demais.
Hernandez Piras Batista (São Paulo, SP)


Enfermagem
Sobre "Enfermeiro poderá fazer consultas e prescrever remédios em novo plano" (4/11), o Coren-SP destaca que os enfermeiros realizam consultas e prescrevem medicação e exames há décadas, respeitando a Lei do Exercício Profissional, portaria do Ministério da Saúde e resolução do Conselho Federal de Enfermagem. A atuação da enfermagem é fundamental para o acesso universal à saúde.
Renata Pietro, presidente do Coren-SP (São Paulo, SP)

Em relação à coluna "Os limites do corporativismo" (Opinião, 6/11), informo que o protocolo pode reduzir custos, mas põe em risco a vida de milhões que precisam do SUS. Não existe saúde para o pobre e saúde para o rico. A medicina é uma só. Nada substitui a leitura de um médico no resultado de um exame. Não é corporativismo, mas defesa da boa medicina e do acesso à saúde. O ministério parece querer usar as prerrogativas dos enfermeiros em âmbito de equipe como desculpa para tirar da população mais carente o acesso ao médico.
Eduardo Neubarth Trindade, presidente do Conselho Regional de Medicina do RS (Porto Alegre, RS)


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