Leitor rebate Guedes e diz que governos anteriores eram liberais na economia

Em entrevista à Folha, ministro pediu para esperar 4 anos após 30 anos de centro-esquerda

Paulo Guedes
Alguém ainda cai nessa (“Dá para esperar 4 aninhos de um liberal após 30 anos de centro-esquerda”)? O ministro usa e abusa da ignorância que é fisgada pela polarização. Alguém mais atento sabe muito bem que os governos anteriores eram liberais na economia. A diferença é que o atual é liberal até na política social. Acredita que a desigualdade é resultado da meritocracia. Nessa cartilha, 1% da população é capaz e 99% faz corpo mole.
Cristiano Jesus (Americana, SP)

As propostas de Paulo Guedes são todas ótimas. Tomara que sejam aprovadas. O Brasil cresceria mais e com menos inflação.
Elton Luis Ferreira Cabreira (Taquaritinga, SP)

Infelizmente se Guedes for bem-sucedido teremos uma miséria nunca vista no mundo. É um verdadeiro processo de “congolização”. Quanto maior o sucesso do ministro da Fazenda, maior terá que ser o calibre do estadista que terá que consertar os estragos neoliberais.
Marcelo Lopes Pereira (São Paulo, SP)

Não entendi o espaço que a Folha deu a Guedes para expor as monstruosidades que faz e quer fazer contra a população e o Brasil. Eu me sinto totalmente abandonada. Precisamos de uma imprensa combativa. Em vez disso, recebemos essas ameaças todas, que, provavelmente, têm por objetivo nos amedrontar e mostrar quem manda.
Dea Maria Kowalski (Curitiba, PR)

A entrevista é didática e esclarecedora, mas existem aqueles que, mesmo diante de evidências, negam-se a admitir a lógica de fatos e raciocínio. Casualmente, são os mesmos que esbravejaram contra término do incompetente governo do poste Dilma que seguiu o do teatrólogo Lula. Estamos todos no mesmo barco. Vamos remar juntos.
Marcos Serra (Porto Alegre, RS)


Laranjas e mulheres
O presidente do partido de Bolsonaro acredita que política não é coisas para mulheres, por isso a cota de 30% de candidaturas de mulheres teria sido usada para financiar apaniguados (“Investigadas em esquema do PSL dizem que verba delas ajudou Bolsonaro”). Estabelecer cotas para candidaturas femininas é um equívoco. Cotas para homens e mulheres deveriam ser estabelecidas nas casas legislativas, onde a representação é proporcional. Assim, metade das cadeiras de vereadores e deputados seria ocupada por mulheres, independentemente da votação obtida.
Walter Cintra Ferreira Junior (São Paulo, SP)


Colunista
Fernando Haddad sintetizou bem o governo Bolsonaro, um governo autoritário, neoliberal e fundamentalista (“Geringonça). Até os antigos pares de Bolsonaro afirmam isso. O Brasil está ficando cada vez mais um país perigoso para se viver, infelizmente. 
Paulo Sérgio Cordeiro Santos (Curitiba, PR)

Fernando Haddad fala o óbvio e ainda finaliza com um discurso derrotista. Lamentável que isso configure a esquerda em nosso país. O governo com índices de insatisfação altíssimos e Haddad já prevê a possibilidade de derrota para essas forças retrógradas.
Guilherme Lopes Latini (Matinhos, PR)
 


Bolsonaro e a Folha
Bolsonaro aderiu ao chavismo: corta verba de jornal com o qual não concorda, ameaça não renovar a concessão de grupo que não lhe agrada, agride jornalistas e só concede entrevistas para grupos de comunicação aliados ao governo. A Venezuela é aqui. 
Fabiana Tambellini (São Paulo, SP)

Como assinante há mais de 36 anos orgulho-me de prestar solidariedade ao jornal neste momento do ataque obscurantista. Nossa convicção de respeito ao Estado democrático de Direito é maior do que a filhocracia miliciana.
Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP)


Bruno Covas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 39, e o filho Tomás, 14 - Reprodução


Parabenizo o prefeito Bruno Covas pela “Carta a São Paulo”. O prefeito comenta o seu recente diagnóstico de cancro, reafirmando sua paixão pelo seu propósito na vida das pessoas, sua vocação política, seu compromisso em ajudar a melhorar a vida das pessoas e sua fé na perseverança do correto, do certo pelo certo. Força, Bruno.
Darlan de Castro (São Paulo, SP)


Muro de Berlim
Essa simpatia dos alemães orientais com a extrema direita apenas demonstra que uma educação verdadeiramente socialista não pode se ocupar de ensino técnico, mas de formar cidadãos com mais respeito à liberdade, à solidariedade e à igualdade (“Alemanha unificada se volta à direita, sobretudo no Leste”).
Ricardo Fernandes (Salvador, BA)


Saúde
Observa-se que o aumento de transtornos mentais na população não se deve a uma única causa, de caráter orgânico, exigindo intervenções exclusivamente médicas (“Pressão na saúde”). Deve-se oferecer o cuidado integral e interdisciplinar, pois somos fruto de oportunidades sociais, afetivas, culturais, econômicas. Promover saúde e prevenir doenças implica também identificar a “demanda reprimida” —não de “serviços de saúde mental”, mas de especialistas em saúde mental em todos os serviços.
Roseine Fortes Patella, psicóloga e mestre em saúde coletiva (Santos, SP)

A reportagem “Internações de crianças devido transtornos mentais crescem 36%”, de Cláudia Collucci, está muito atual, preocupante e urgente. E isso está acontecendo, mais ou menos, pelo mundo inteiro.
Romeu Merhej  (São Carlos, SP)


Novo MIS
A Folha errou em “Novo MIS ofusca cenário de abandono e até fechamento de espaços do governo de SP”. Nenhum espaço cultural do Governo de SP foi fechado. O investimento é de R$ 1,2 bilhão em 2019 —R$ 200 milhões do setor privado. O Museu da Casa Brasileira está aberto, e o comodato do imóvel será renovado em 2021. O novo Paço das Artes será aberto em janeiro. O novo Museu da Língua Portuguesa, em junho. A Casa das Retortas é objeto de ação judicial. Cultura é prioridade na gestão Doria. Em outubro, iniciamos a reforma e ampliação do Museu do Ipiranga.
Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo

Resposta do jornalista Gustavo Fioratti - Até sexta-feira (1º), a Secretaria de Cultura e a Fundação Padre Anchieta afirmavam que não estava programada renovação do contrato de comodato do casarão que o Museu da Casa Brasileira ocupa. Após publicação da reportagem, houve mudança no posicionamento da secretaria. A fundação, por sua vez, não confirmou a renovação do comodato.


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