Leitores divergem sobre decisão de Dias Toffoli

Presidente do STF intimou BC para obter dados financeiros sigilosos de 600 mil pessoas

Acesso a dados
A extrema preocupação para que os dados dos relatórios do Coaf não sejam acessados é puro medo de todos aqueles que movimentaram mais riquezas do que conseguem explicar (“Toffoli nega pedido de Aras sobre dados sigilosos e desafia Ministério Público”). O crime organizado e os corruptos respiram aliviados com as garantias de que esse “direito” de movimentar riquezas obtidas ilegalmente será preservado. 
Paulo Sérgio Pinheiro Lima
(Campinas, SP)

A melhor medida para sanar essas atitudes equivocadas é o impeachment de Dias Toffoli. Basta! Queremos um STF digno da República.
José Leonardo Homem de Mello Gâmbera (São Paulo, SP)

Fez bem o ministro Dias Toffoli, pois é preciso informações completas nas investigações. Alguém teme o que pode ser revelado?
Lisiane Vieira Ortiz Martinez 
(Bagé, RS)

O pedido, que nada tem a ver com o papel institucional do Supremo Tribunal Federal, é claramente mais um uso indevido da função. Cabe uma advertência para que se mantenha na sua insignificância.
Luiz Alberto Minniti Amoroso (São Paulo, SP)


Dilema ético
Bela reportagem (“Marcas expõem dilema ético ao presentear casal Heloisa e Eduardo Bolsonaro”). Não existe almoço grátis.
Simone Bragança R. Matias (Santos, SP)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se casará com a psicóloga Heloísa Wolf neste sábado
Eduardo Bolsonaro e Heloísa Wolf em ensaio pré-casamento na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro - DNFotos/Reprodução Instagram


Está claro que a conduta de ambos não segue padrões de ética. Eduardo Bolsonaro já demonstrou isso varias vezes, inclusive resvalando na legalidade ao apoiar a invasão da Embaixada da Venezuela, desconsiderando normas internacionais. Só por essa declaração, sendo deputado, deveria responder a processo. Ao se referir à Folha com termos inadequados, demonstra falta de educação e desrespeito.
Beatriz R. Alvares (Campinas, SP)


Dromedários no litoral
O enredo é o mesmo que ocorre em todo litoral brasileiro (“Passeios com dromedário mínguam nas dunas de Genipabu, litoral do RN”. No início, enquanto não sujeito à ganância e falta de educação, local deslumbrante. Depois, invasão de barracas desprovidas de higiene e do compromisso de prestação de serviço de qualidade e de pessoas mal educadas que sujam tudo. Por fim, o abandono.
Paulo Sarmanho (Teresina, PI)


Revisão artística
Oportuna a coluna do ótimo jornalista Alvaro Costa e Silva (“Perdida ou sentida”). Sou paulista e fui apresentando quando criança ao disco “Axé”, do monumental Candeia, pelo meu saudoso pai. Disco, aliás, que traz na música-tema um contexto sobre o racismo que ainda é atual. Tratar a música “Mil Réis” com a dureza que ela não merece só pode ser feito por jovens cheios mimimi. É uma afronta a um dos maiores sambistas que este país já teve. 
Adauto Levi Cardoso (Sorocaba, SP)

O cantor e compositor Candeia - U. Dettmar/Folhapress


Infelizmente, terão que cancelar não somente letras de música, livros e obras de arte plástica. Mais uma vez tentam mudar o presente apagando o passado. Acredito que se constrói o futuro a partir do presente, e não negando o passado. Niilismo absoluto é a solução?
José Oliveira (Pato de Minas, MG)


Cidades pequenas
Embora com inúmeras restrições a esse governo, não posso deixar de reconhecer uma (a primeira?) ótima sugestão dessa gestão desprezível (“Prefeitura é maior empregador em 56% das cidades pequenas”). A extinção de municípios pequenos e deficitários é necessária e urgentíssima. Há cerca de dez anos, a Finlândia passou por isso, municípios pequenos se tornaram distritos de cidades vizinhas maiores. O certo seria fazermos o mesmo, mas infelizmente duvido que essa ideia prospere no Congresso.
Barbara Maidel (Blumenau, SC)

Se fizerem essa fusão, vai diminuir pela metade a oferta de empregos nessas cidades pequenas. Isso significa prefeitura sem dívida e povo passando fome.
Edison Gonçalves (São Paulo, SP)

Há uma proporção injusta entre os servidores concursados e os cabidões de comissionados nesses municípios que consome os escassos recursos gerados pela arrecadação. Existem também distorções nesses cargos, para os quais são contratadas pessoas sem a menor competência em gestão, como domésticas, comerciantes ou jovens, que, na verdade, são apenas laranjas para engordar o orçamento de vereadores ou secretários.
Tersio Gorrasi (São Paulo, SP)

É necessário olhar caso a caso. Há municípios gigantes na Amazônia com população esparsa e posição de fronteira que vale o investimento público para manter população lá. Se tirar o subsídio, vai todo mundo embora. A solução é investir para melhorar a economia desses lugares. Já em outras localidades, como em Minas Gerais e São Paulo, não faz mesmo sentido esses minimunicípios.
Claudia Codeco (Rio de Janeiro, RJ)


Colunistas
Sobre “Nas entrelinhas”, de Julianna Sofia, votamos em um governo com olhos numa economia liberal. Qual o problema? A Constituição veta isso? Se quiséssemos mais Estado, Haddad teria sido eleito. Há dinheiro para saúde e educação, requerendo apenas boa gestão dos líderes estaduais e municipais.
Marlisson Nascimento (Arapiraca, AL)

Política de exclusão social: reduzir o Estado para dar dinheiro aos banqueiros e empresários com a falsa promessa de criação de empregos. Empresários não têm nenhuma responsabilidade social. O resultado será o aumento da miséria.
Jorge Couto (Juruti, PA)

Já está mais do que na hora de pensarmos seriamente no parlamentarismo (“Golpes, de Fernando Haddad). O presidencialismo de coalizão não deu resultado. Somente gerou corrupção com a compra de deputados com cargos no governo.
Ricardo José Piccolo (Jundiaí, SP)


Os leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para leitor@grupofolha.com.br.​

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.