Ser excluída de licitação por Bolsonaro é, para a Folha, como ganhar um grande prêmio internacional de jornalismo, diz Francisco Bueno de Aguiar

Minha definição: o presidenteco versus o jornalaço, diz José Benedito Freitas

Bolsonaro
O compositor Chico Buarque considerou como um segundo Prêmio Camões a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não assinar o diploma da láurea. Acho que a atitude de excluir a Folha de uma licitação, apesar da flagrante ilegalidade, equivale a ganhar um grande prêmio internacional de jornalismo. 
Francisco J. Bueno de Aguiar (São Paulo, SP)


Bolsonaro excluir a Folha das licitações é como excluir todos os assinantes da Folha que votaram nele.
João Montanta (Recife, PE)

O presidente Jair Bolsonaro excluiu a Folha do edital para renovar as assinaturas de jornais e revistas de toda a administração federal. Nenhum órgão do governo federal irá receber o jornal. O que a Folha tem para alegar em sua defesa?
Arcangelo Sforcin Filho (São Paulo, SP)

A economia é o cerne de todo governo. A Folha é defensora da política econômica do governo Bolsonaro. Mesmo assim, Bolsonaro a considera como inimiga mortal. Já pensou se fosse o contrário?
Geraldo Magela da Silva Xavier (Belo Horizonte, MG)

Na Argentina, os Kirchners também tentaram calar um jornal. É preciso enfrentar esses atos na Justiça. O edital é público, não é da família Bolsonaro. O Brasil espera por uma resposta. Vou passar a comprar a Folha
Naim Menezes (Volta Redonda, RJ)

Cristina Kirchner exibe o jornal "Clarín" e critica sua manchete, durante entrevista em Buenos Aires - 5.abr.2011/AFP

Também assinei a Folha. Todos os jornais erram. Não é privilégio deste. Alguns extrapolam e insistem errando. São irrecuperáveis. Não têm autocrítica. A Folha tem bons, maus, medonhos e insuportáveis colunistas.
Vicente Limongi Netto (Brasília, DF)

Acabo de solicitar uma assinatura da Folha para demonstrar o meu apoio contra a onda de retaliações lançadas pelo governo federal. Não concordo com algumas das posições deste jornal, entretanto repudio a forma como o atual governo tem tratado seus críticos e não posso deixar de apoiar a Folha neste momento tão crítico de sua história, que também é a nossa.
Evandro A. Brigídio (São Paulo, SP)

A exclusão da Folha, pela sua importância e significado, é uma afronta à imprensa e à liberdade de expressão. É um ato de censura e autoritarismo do governo Bolsonaro. A sociedade civil não deve ver essa atitude com naturalidade.
Maria Helena Beauchamp (São Paulo, SP)

Minha definição: o presidenteco versus o jornalaço.
José Benedito de Souza Freitas (São Paulo, SP)

Estou aterrado com a pequenez do senhor Bolsonaro. Que ele não é íntimo das letras não é novidade, mas excluir esta Folha de uma licitação por birra é crime e o ápice da meninice desse presidente com estofo de vereador --parafraseando Ruy Castro. Inocente eu fui, imaginando que tudo não passasse de retórica. Repúdio total a qualquer autoritarismo, censura e tentativas de apagar a luz que o jornalismo crítico, apartidário, pluralista e independente produz.
Gleidson Silva Lino (São Bernardo do Campo, SP)

Ao longo de 30 anos de assinatura da Folha, discordei não sei quantas vezes de alguns articulistas e critiquei entre amigos posicionamentos do jornal que, no meu entender, não eram corretos. Hoje, mais do que nunca, estou convencido da importância de seguir com minha assinatura. Minha solidariedade à Folha.
Claudio Simonini (Ribeirão Preto, SP)



Políticas públicas
Gostaria de cumprimentar a Folha pela publicação, na edição do dia 28 de novembro, do excelente artigo da colunista Cida Bento, "Políticas públicas e branquitude" (Mercado), em defesa da dignidade do povo pobre, negro e desamparado.
Fábio Konder Comparato (São Paulo, SP)

Debret saía do conforto dos palácios para, com suas telas e textos, documentar o drama dos escravos no infame mercado e nos locais públicos de açoite. Achava os colonizadores preguiçosos, pois impunham todo o trabalho pesado às suas vítimas. Tinha enorme empatia, a alma de um brasileiro mestiço, ao contrário de Hélio Lopes, Sérgio Camargo, Ricardo Albuquerque, Roberto Alvim, Katiane Gouvêa, guarda pretoriana da supremacia. Parabenizo Cida Bento pelo magnífico e lúcido artigo.
Manoel Delgado Martins (Rio de Janeiro, RJ)

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"Castigo no Pelourinho", obra de Jean-Baptiste Debret, que esteve no Brasil de 1816 a 1831 - Reprodução

Sem luz
A cada chuva em São Paulo --e não precisa ser muito forte nem derrubar árvores sobre a rede elétrica--, os munícipes ficam horas sem luz. Desde a criação da Emel, concessionária de eletricidade que atende vários municípios, os serviços são precários. Em São Caetano do Sul, já se sabe que qualquer prenúncio de chuva significa horas sem luz, demonstrando o total descaso com os cidadãos.
Fausto da Silva Baptista (São Caetano do Sul, SP)


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