Artigo de secretário da Presidência é um marco do cinismo delirante, diz leitor

Texto de Fábio Wajngarten critica o editorial 'Fantasia de imperador'

Mortes em baile funk
A polícia e o Estado inexistem nesses bairros ("Nove pessoas morrem pisoteadas em baile funk de Paraisópolis"). É impressionante como a alegria dos pobres é suficiente para atrair o ódio da classe média, do governador e da polícia. Tem drogas nos bailes? Tem. Mas também tem nos prédios de escritório da av. Paulista e nunca vi a polícia usando munição química ou atirando nesses locais.

Maurício Serra (Cidade Ocidental, GO)

Pessoas inocentes foram mortas pela falta de preparo e inteligência da PM de João Doria. Até quando?

Rodrigo Molina (Piracicaba, SP)

A PM foi ao local para reorganizar a ordem pública. Errados são aqueles que promovem esse tipo de baile. Os que criticam a ação do Estado são os mesmos que só criticam as benfeitorias a longo e curto prazo do governo. Querem um mundo anárquico, mas não o terão.

Michel Henrique (São Caetano do Sul, SP)

Ou seja: a PM vai continuar matando moleques de periferia sob a desculpa da mesma lei do silêncio que não existe na Vila Madalena, onde os jovens de bem se reúnem, fazem sua algazarra e cheiram seu pó na mais sublime segurança ("Doria diz que ações de repressão a bailes não vão mudar após mortes em Paraisópolis"). É política de extermínio mesmo. Com base de inteligência nos Jardins. É "Bacurau".

Denise Teixeira (São Paulo, SP)

A polícia está certa. Esses pancadões são uma violência para todo o entorno da favela. É um barulho ensurdecedor das 23h até as 5h ou 6h. Não existe alvará ou autorização de funcionamento. A segurança e as condições sanitárias são precárias. A venda e o consumo de drogas são ostensivos, compulsivos e corruptivos. Essa meninada é submetida uma verdadeira escola do crime.

José Renato Monteiro (São Paulo, SP)

No topo do comando hierárquico dos policiais assassinos, o governador João Doria. Os membros esclarecidos da sociedade paulista/paulistana até quando serão cúmplices do manto corrosivo de tolerância e impunidade da violência policial/estatal?

Marcelo Pedro de Arruda, historiador (São Paulo, SP)

Maravilhoso o texto de Thiago Amparo: uma reflexão contundente da nossa triste realidade ("Truculência nas ruas materializa autoritarismo nada gradual").

Maria Celina Christiani (São Paulo, SP)


Rock e aborto

Estamos vivendo a idade das trevas ("Beatles surgiram para implantar o comunismo, diz novo presidente da Funarte"). Logo, estarão fazendo fogueiras com livros e queimando mulheres acusadas de bruxaria em praça pública.

Mariela Bianchi (Sorocaba, SP)

Parem de chorar. Ou era isso ou era o PT novamente. Pelo menos não teremos mais a esquerda aqui.

Luiz Carlos Querido (Macaé, RJ)

Esse é o Brasil, o eterno país do futuro, com sua democracia de faz de conta e comandada por uma elite inculta, grotesca e ridícula.

João Mucci (Ponte Nova, MG)


Editorial

O editorial "Fantasia de imperador" é um marco na defesa da liberdade de imprensa, das liberdades civis e da democracia representativa e no repúdio da imprensa livre às arbitrariedades de um governo leviano e autoritário. Da mesma forma, o artigo "O infame editorial", do secretário de Comunicação Social da Presidência, é um marco do cinismo delirante do atual governo, enredado nas mais diversas acusações.

Luthero Maynard (São Paulo, SP)

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O presidente Jair Bolsonaro - Pedro Ladeira - 25.nov.2019/Folhapress

Diferentemente do que afirma Wajngarten, a manifestação da Folha, em editorial que se tornou instantaneamente um clássico, é uma defesa do cargo de presidente da República, e não uma desmoralização. O jornal responde de forma dura, mas justa, ao comportamento antirrepublicano do presidente, um ofensor habitué da liturgia que de forma inocente esperaríamos dele. Criticar o mandatário é um ato de defesa do Estado contra os desmandos do governo, e foi o que fez a Folha.

Edouard David M. Dardenne Neto (São Paulo, SP)

Parabenizo a Folha por publicar o artigo de Fábio Wajngarten, demonstrando seu compromisso democrático em dar voz a todas as opiniões, por mais disparatadas que sejam. Ele não tem a mais vaga noção do que seja um regime democrático, que pressupõe transparência e controle social permanente, o que requer imprensa independente e organizações da sociedade civil saudáveis.

Raul Silva Telles do Valle (Brasília, DF)

Fábio Wajngarten e Jair Bolsonaro - Ueslei Marcelino - 19.nov.2019/Reuters

"A democracia brasileira e a liberdade de imprensa não merecem isso." A frase com que Wajngarten finaliza a defesa do grande chefe é a única que está correta. A democracia realmente não merece um presidente que somente se preocupa em criar inimigos imaginários e teorias conspiratórias.

Maria Elizabeth Magnusson Gabanyi (São Paulo, SP)

Parabéns, sr. Fábio. Seu artigo coloca os pingos nos is e denuncia uma imprensa cada vez mais feliz ao criticar o que lhe interessa em vez de buscar a real informação. Por outro lado, reconheço o espaço que o jornal lhe proporcionou.

Mario Malvisi (São Paulo, SP)

A Folha, mais uma vez, acertou no alvo. Ao conceder espaço para o sr. Fábio Wajngarten se manifestar, aglutinou seus fiéis e assíduos leitores como eu e incorporou milhares de outros que talvez nunca tenham se manifestado tão unanimemente contra um articulista como dessa vez o fizeram em descrédito ao secretário da Presidência.

Antonio Carlos Orselli (Araraquara, SP)

O texto "O infame editorial" demagogicamente principia dizendo que o articulista é favorável à liberdade de imprensa para depois destilar vitupérios contra a liberdade que afirma respeitar. Significa dizer que parte das engrenagens da administração federal movimenta-se com discursos autoritários e antirrepublicanos. Do contrário, não se falaria em AI-5. Do contrário, não haveria violação da impessoalidade, por exemplo, em processo licitatório. Do contrário, não se escreveria agressivamente, como fez o texto aqui mencionado.

Glauco Gumerato Ramos (Jundiaí, SP)


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