Moro deu respostas evasivas, sem conteúdo e saindo pela tangente, diz leitora Márcia Meireles

Em entrevista à Folha, ministro diz que STF ampliou percepção sobre corrupção

Sergio Moro

Respostas evasivas, sem conteúdo e saindo pela tangente ("Decisão do Supremo sobre 2ª instância piorou percepção sobre corrupção, diz Moro"). Fica a impressão de que Sergio Moro é ministro da Justiça apenas daqueles que com ele concordam. Insiste em defender o conteúdo dos seus vazamentos e desqualificar os vazamentos em que aparece implicado.

Márcia Meireles (São Paulo, SP)

Ao assumir um ministério, após soltar informações que ajudaram Bolsonaro a ganhar a eleição, Sergio Moro desacreditou a já desacreditada Justiça brasileira. O STF apenas fez cumprir o que estava na Constituição. Isso é errado? Moro se mostra antidemocrático e autoritário ao questionar o STF. Graças às revelações do The Intercept Brasil sabemos que temos um MPF e parte da Justiça brasileira que vestem as roupas partidárias.

Reinaldo Haas (Florianópolis, SC)

Moro, mais uma vez, saiu por cima. Desmentiu as distorções da Folha e ainda desafiou o jornal a apontar alguma prova de qualquer atuação irregular. Demonstrou que não faz sentido o argumento da defesa do Lula quanto a sua parcialidade, pelo simples fato de que sua sentença foi mantida em outras instâncias e que, de fato, as mensagens roubadas, mesmo manipuladas e fora de contexto, não mostraram qualquer ilicitude, tanto que Moro continua muito popular.

Eduardo de Alencar (Brasília, DF)

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Sergio Moro, em seu gabinete, em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress

Formidável a foto de Pedro Ladeira na primeira página da Folha (12/12). Uma mensagem não verbal que consegue descrever melhor que mil palavras a atuação do ministro da Justiça. As mãos de Moro se multiplicam, enquanto sua cabeça invertida, submissa, não passa de um reflexo.

Clara Cohen (São Paulo, SP)


Marco Aurélio

Não é preciso desrespeitar a Constituição para acabar com a impunidade ("Marco Aurélio rebate Moro sobre 2ª instância e defende conhecimento da Constituição"). Basta a polícia investigar melhor os crimes (a taxa de solução é ridícula) e o Judiciário ser mais rápido. Atualmente a metade dos presos nem foi julgada. Essa pregação pela condenação é cortina de fumaça para o problema de fato. Discutindo Lula de novo.

Maria Lopes (São Paulo, SP)

Na prática, trânsito em julgado redunda em impunidade de criminosos poderosos, os que podem pagar advogados caríssimos para encontrar firulas legais para alimentar discussões infindáveis.

Bolívar Arsênio Silva (São Paulo, SP)


Remuneração do TJ-PE

É assustador uma pessoa receber essa quantia e todos acharem normal em um país em que pobreza, fome e desigualdade afligem o povo há décadas ("Remuneração a juíza do TJ-PE chega a mais de R$ 1 milhão em novembro"). Esse abismo é ruim para todos.

Jean Bortoleto (São Paulo, SP)

Edifício-sede do TJ-PE (Tribunal de Justiça do estado de Pernambuco)
Fachada da sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco, no Recife - Divulgação/TJ-PE

Enquanto a luta no Brasil for apenas no âmbito individual, nunca vamos mudar esse cenário tão desigual do país. Enquanto as pessoas torcerem para a mudança ser apenas no outro, e não em nós mesmos, não vamos avançar para um país melhor.

Jeanne D Arc de Faria (São Paulo, SP)


Neopentecostais

O nome disso é dominionismo: uma estratégia global das igrejas neopentecotais para dominar o poder político onde for possível ("Neopentecostais armados atormentam minorias religiosas brasileiras"). Como a religião que mais cresce no planeta é o islã, eles creem que é preciso responder com o mesmo teor fundamentalista e violento dos jihadistas, como forma de resistência.

Paulo Valle (Rio de Janeiro, RJ)

Com o medo infundado de virar uma Venezuela, propagado por fake news, elegeram quem está permitindo e apoiando os extremistas, transformando o Brasil num Oriente Médio. A Bíblia em uma mão e uma metralhadora na outra.

Rosangela Silvestrin (Farroupilha, RS)


Pessoa do Ano

Uma adolescente que inspira jovens pelo mundo e desperta adultos para a urgência climática e a importância do trabalho de cientistas e das ONGs que lutam pelo meio ambiente ("Jovem ativista pelo clima Greta Thunberg é escolhida Pessoa do Ano pela Time").

Beth Barra (Belo Horizonte, MG)

Charge da leitora Josiane Orsolino Massa Hierikim, de Ribeirão Preto (SP), para o Painel do Leitor
Josiane Orsolino Massa Hierikim

Josiane Orsolino Massa Hierikim (Ribeirão Preto, SP)

É uma decadência: uma pirralha cérebro-lavada pelos pais esquerdistas como personalidade do ano.

Rodrigo di Lorenzi da Silva (Florianópolis, SC)


Colunistas

Composição em preto e branco. A imagem central é composta por perfis de rostos alinhados que começam no centro, metade vai para a esquerda e metade para a direita. O fundo é quadriculado.
André Stefanini/Folhapress

Foi com muita satisfação que li a coluna de Marcelo Coelho ("O ser humano, feito, desfeito e refeito"). Como vice-diretora do MAC USP e especialista brasileira em arte moderna italiana, fiquei feliz que Boccioni tenha sido fonte de inspiração para ele escrever a coluna. Aproveito para assinalar que o MAC USP possui os dois gessos originais dessas duas obras do artista (só restaram três no mundo) e que Boccioni jamais viu suas obras fundidas em bronze.

Ana Gonçalves Magalhães, curadora do MAC USP

Quem suporta o Brasil de Weintraub, Salles, Damares e Guedes, sem Gregorio Duvivier ("Desculpem meu aramaico")? Tortura tem limite, poxa! Rir, no Brasil das chamas e do óleo, se faz necessário. Quando a gente brasileira despertar do sono de Cinderela, vai tomar um susto daqueles.

Neusa Vieira Lima Steinbach (Francisco Beltrão, PR)

Colagem de uma imagem de Jesus vestindo camiseta vermelha com estampa do rosto de Karl Marx e bermuda rosa. A mão está levemente levantada na frente do corpo e segura um cigarro.
Catarina Bessel/Folhapress

'Nona Sinfonia'

Colagem beethoven Jairo Malta
Jairo Malta

Literalmente, estou pagando para ver ("Ode a alegria, alegria"). Entrecortar a "Nona" com outras composições parece heresia. A "Nona Sinfonia" é uma das grandes maravilhas da humanidade. Não há melhor maneira para celebrar os 250 anos de Beethoven do que apresentar a sinfonia como ela é, sem nenhuma outra obra entre os movimentos.

Julio Oliveira (Jales, SP)


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