No sistema de prisão público-privada, quanto mais presos houver, mais as empresas ganharão, diz Bismael Moraes

Para Paulo Henrique de Oliveira, filhos de Bolsonaro deveriam aprender libras com a madrasta

Prisões
Li o editorial "Prisão público-privada" (Opinião, 14/12) e peço, pelo amor de Deus, que não se faça isso. A PPP serve apenas para que empresas ganhem com o crime durante até 35 anos, não evitando a criminalidade nem fazendo a prevenção, pois só cuidarão dos criminosos depois que estes forem presos. Quanto mais presos houver, mais as empresas ganharão com esse sistema.
Bismael B. Moraes (Guarulhos, SP)

Sugiro à Folha visitar o Complexo Penitenciário Ribeirão das Neves, primeira PPP penitenciária, que funciona há cinco anos. O jornal terá respostas para as questões mencionadas no editorial. Há 350 avaliações de desempenho, auditoria externa, segurança interna e externa, controle de acesso, análise de custo mensal por preso, oficinas de trabalho com remuneração dos presos, salas de aula, consultórios médico e dentário etc. Poderia ser o início de uma ampla discussão sobre o sistema carcerário do país.
Paulo Lucio de Brito, arquiteto responsável pelo projeto do Complexo Penitenciário Ribeirão das Neves (Atibaia, SP)

Legalização do uso e do porte das drogas mais leves, alteração nas leis para contemplar penas alternativas para delitos menores e agilização do Judiciário visando atender presos que aguardam julgamento evitariam a entrega dos presídios às empresas.
José Dieguez (São Carlos, SP)


Pleonasmo
Excelente, mais uma vez, Demétrio Magnoli no artigo "Inimigos da polícia" (Poder, 14/12), em que faz uma análise interessante da polícia. O colunista faz apropriada definição da Lei de Drogas como "envelope jurídico do preconceito social". É uma dica aos juristas penalistas reacionários, por sua vez um verdadeiro pleonasmo.
Oscar Mellim Filho (Campinas, SP)


Libras
Os filhos de Bolsonaro deveriam procurar sua madrasta para terem um aprendizado de libras, a linguagem por sinais. Quando estiverem aptos, deveriam fazer suas apresentações, quase sempre atrapalhadas, nessa nova forma. Teriam seu espectro de ouvintes ampliado. E dariam um descanso ao pai e ao país.
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira (Rio de Janeiro, RJ)

Michelle Bolsonaro faz discurso em libras na posse de Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress

Greta Thunberg
Greta Thunberg é um anjo que chegou para nos alertar sobre a destruição que estamos causando ao planeta Terra. Diversos estudos relacionam o aumento da temperatura às emissões de carbono, mas, enquanto vários países evoluídos abandonam os combustíveis fósseis, temos Trump e Bolsonaro, cópias fiéis de seu eleitorado consumista e mesquinho. Criticam Greta, mas nem sabem do que ela fala.
Daniel Marques (Virginópolis, MG)

Entrevista com o ministro
Como sempre sereno, o ministro Sergio Moro conseguiu demonstrar ao repórter da Folha todo o seu patriotismo e caráter ("Decisão do STF sobre segunda instância piorou percepção sobre corrupção no país", Poder, 12/12). É o exemplo de brasileiro que queremos para nossas crianças. Apesar das perguntas muito incisivas, e algumas até desagradáveis, Moro conseguiu terminar a entrevista calmamente, equilibrado, como é de seu perfil. Lamentavelmente, a Folha, um verdadeiro partido de oposição, se comportou como tal. Aliás, nenhuma surpresa nisso.
Miguel Hage Amaro (Belém, PA)

Lula paz e amor
Ideia insana querer que um corrupto condenado pregue a pacificação do país ("Lula deve pregar pacificação do país, afirma Rui Costa", Poder, 14/12). É uma falácia pura, própria de quem se encontra fora da casinha. O "homem mais honesto da face da Terra" está chegando ao fim, assim como Hugo Chávez, que, com a graça de Deus, se foi para nunca mais voltar. 
Luiz Carrieri (São Paulo, SP)


Porta dos Fundos e Jesus
Li uma frase que merece ser difundida e que deveria servir de reflexão aos preconceituosos do Porta dos Fundos: os mesmos que pedem respeito pela orientação sexual alheia não respeitam e não aceitam a orientação religiosa alheia ("Será que ele era?", Ilustrada, 13/12). Hipócritas!
Humberto Sanchez (Araçatuba, SP)

Longe de mim fazer a defesa de censura para questões religiosas, já que nem mesmo religioso eu sou. Mas o grupo Porta dos Fundos só fez piadinhas com Jesus porque aparece, gera polêmica. A ideia é: "falta qualidade? Então vamos apelar!". Se é mesmo para valer a liberdade de expressão e há um vale-tudo no humor, por que então piada racista é politicamente incorreta e dá processo? Muita gente bota suas crenças na frente da sua "raça". Por que é ofensivo aos negros mas não é aos cristãos? Um dos lados está esbanjando hipocrisia.
Flávio Fonseca (Mendes, RJ)

Surpreende-me a Folha dar destaque para um humor sem graça e desrespeitoso, de um grupo que atua ideologicamente, escudando-se no princípio mal interpretado de que tudo pode e que, fora disso, é "censura à arte e ao humor". Há leis que devem punir quem afronta símbolos religiosos de qualquer crença. Está na hora de este país não deixar impunes esses caras que se julgam acima do bem e do mal.
Milton Luís F. Pereira (São Paulo, SP)

Segunda instância
Segundo palavras do ministro do Supremo Marco Aurélio Mello, a mais alta corte do país possui cinco ministros que não têm o mínimo conhecimento técnico e não amam a Constituição ("Marco Aurélio rebate fala de Moro sobre percepção da corrupção", Poder, 13/12). Que Deus nos acuda!
Pedro Mitev (São Paulo, SP)


Pernambuco
A reportagem "Remuneração a juíza do TJ-PE ultrapassa R$ 1 mi em novembro" (Poder, 12/12) não causa nenhuma surpresa. Não há nenhuma novidade nessa revelação. Todos temos conhecimento dos megassalários pagos aos membros do Judiciário. É certo que a juíza pernambucana exagerou. Mas o que causa indignação é a afirmação da corte para a autorização desse pagamento abusivo: não existir prejuízo aos cofres públicos, pois a corte tem orçamento para executá-lo. Mas de onde vem essa dinheirama, cara-pálida?
Elisabeto Ribeiro Gonçalves (Belo Horizonte, MG)


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