Para leitor, só o governo, que pensa em armas, não associa violência à questão social

Entrevista de Elena Landau e Estátua da Liberdade da Havan no Sul motivam comentários de leitores

Pesquisa Datafolha
O povo brasileiro, por experiência própria, sabe muito bem que a causa primordial da violência no Brasil é social (“Maioria prefere aporte em área social a gastos com segurança contra violência”, Cotidiano, 30/12). Quem teima em combatê-la com armas é o atual governo, que não tem o “social” na pauta.
Edison Gonçalves (São Paulo, SP)

Ninguém é contra investimento social, mas, sem punição, não diminui a violência. Pobre não é ladrão.
Roberto de Oliveira Flores (Caxias do Sul, RS)

Uma ação preventiva na interrupção do processo social de desenvolvimento da violência começa na escola. Exige investimento em pesquisa, treinamento permanente do professorado no envolvimento familiar, caso a caso. Um trabalho entrosado com outras ações sociais, como o sistema educacional em Itajaí (SC), o envolvimento familiar, hortas comunitárias.
Arnaldo Vianna de Azevedo Marques (São Paulo, SP)


Liberal e intolerante
Elena Landau, você me representa (“Não existe isso de ser liberal na economia e intolerante nos costumes”, Entrevista da 2ª, 30/12). Seu pensamento organiza os fatos e as perspectivas de forma semelhante ao meu.
Nelson Goulart (Curitiba, PR)

A economista Elena Landau
A economista Elena Landau - Karime Xavier/Folhapress

Discordo totalmente do título. A economia afeta a todos, independentemente dos costumes, que 
cada pessoa pode escolher qual melhor lhe convém, bastando apenas respeitar a opinião dos outros. Ninguém é obrigado a aceitar nada que não acredite.
Paulo Comegno (Jundiaí, SP)

Bolsonaro faz governo híbrido na questão do liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes. Mas as privatizações estão devagar e o adiamento de algumas reformas, como a administrativa, preocupa. Para o Brasil dar alto grande, é preciso mais agilidade. Podemos até de não sentir com muita força se a economia lá fora entrar em recessão, mas é preciso mais ação rápida.
Evandro Loes (Timbó, SC)

Estátua da Liberdade
Turismo tem de ter originalidade, senão para que viajar para ver o que é uma simples cópia? Que esse empresário bote sua cópia na loja dele, não no espaço público (“Gosto se discute”, Painel S.A., 30/12).
Ivan Bastos (Nova Friburgo, RJ)
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Como porto-alegrense e apreciadora das belezas da Serra Gaúcha, lamento profundamente a poluição visual que será causada pela feiura incomparável dessa cópia debochada de estátua. Gramado e Canela não me verão enquanto estiverem olhando para essa coisa. 
Vera Maria da Costa Dias (Porto Alegre, RS)
*
Tudo o que tem dentro da Havan é de puro mau gosto. E por fora também. Esta estátua fica muito bonita em NY, que aliás visitei. Na frente da Havan é declaração de subserviência ao consumismo americano. De fato o Brasil é bem desigual. Bom gosto não é para todos.
Ana Maria Marques (Jundiaí, SP)


Cultura
Bolsonaro veta projeto de lei que garante incentivos ao cinema nacional” (Ilustrada, 28/12). É inacreditável que o governo, em nome do ódio e da vingança, corte incentivos à cultura só para não se parecer com o governo anterior.
Sandra Alexandre (São Paulo, SP)


Moro
Que país é esse que cria esses tipos de mitos (“Moro sofre derrotas, mas segue popular em 1º ano com Bolsonaro”, Poder, 30/12)?
Marluce Martins de Aguiar (Vitória, ES)

Bolsonaro e Moro, no Planalto
Bolsonaro e Moro, no Planalto - Adriano Machado - 18.dez.2019/Reuters

A Folha ainda não se cansou de falar mal do Sergio Moro? Ainda menciona os fatos do Intercept? O Moro continua, sim, o ministro mais bem avaliado e não foi por falta de reconhecimento. 
Maria Telma Falcão Carvalho (São Paulo, SP)



Lei contra abuso de autoridade
Mais uma vez, na contramão. Que vergonha (“Associações contestam no Supremo itens da lei de abuso de autoridade”, Poder, 30/12)!
Danilo Barossi Cury (São Paulo, SP)

Intimar alguém sem motivo ou responsável especificados não passa a ser uma intimidação ou abuso do poder?
Vanderlei Nogueira (Itapecerica da Serra, SP)     


Nilcea Freire
Grande professora. Fará muita falta (“Morre Nilcea Freire, líder feminista e ex-ministra de Políticas Públicas para Mulheres”, Cotidiano, 30/12).
Mario Edson Silveira (Mirassol, SP)

Grande perda, será sempre lembrada por sua luta a favor das mulheres e das minorias! Infelizmente, nós estamos assistindo a muitas de suas conquistas serem questionadas e retrocederem.
Denise Messer (Rio de Janeiro, RJ)



Charge
O que era para ser renda complementar tornou-se principal devido à economia anêmica, que impõe deveres e esquece-se de direitos. Como foto bem tirada de um futuro que bate à porta (João Montanaro, Opinião, 30/12), nos faz pensar nos tempos perdidos, em que o choro deve ser revezado, um olho de cada vez, afim de evitar o embaçamento geral. O passado ainda não nos deixa, e o futuro não está habilitado a fazer promessas.
Marcos Nunes de Carvalho (São Bernardo do Campo, SP)

Charge de João Montanaro
Charge de João Montanaro - João Montanaro

Letalidade de agentes da lei
A SSP esclarece que trabalha para reduzir os casos de morte em decorrência de intervenção policial (MDIPs) (“Mortes causadas por policiais em SP cresceram 45,85% desde gestão Mário Covas”, Mônica Bergamo, 30/12). A pasta editou a Resolução SSP 40/2015, que determina o comparecimento das Corregedorias e dos comandantes das regiões, além de equipes específicas do IML e do IC nesses casos. Todas as ocorrências são investigadas por meio de IP pela Polícia Civil e também por IPM instaurados pelos batalhões das áreas, além de serem acompanhadas pela Corregedoria da PM. Os policiais envolvidos em MDIPs passam por avaliação psicológica.
Alexandre Costa, assessor de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do estado de SP (São Paulo, SP)


Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de Estação Liberdade, Ipam Amazônia, Associação Brasileira de Engenharia Química, Hífen Comunicação Editorial, Barómetro Internacional, Promonde, InformaMídia, Coteminas, CDI, Editora Intrínseca, Imovision, Cristina Neves Comunicação e DNAinvest.

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