Para leitor, talvez militares tivessem razão ao se chamarem de energúmenos

Entidades religiosas nunca pagarão suas dívidas com esse governo evangélico, diz leitor

Paulo Freire energúmeno
Conheci a palavra "energúmeno" no serviço militar, em 1978. Logo no primeiro dia, fiquei sabendo que eu e todos os colegas do CPOR não passávamos de energúmenos. "Esqueçam o que a mamãe e a titia falaram de vocês", nos diziam. Era até engraçado. Passei um ano sendo chamado de energúmeno, cumprisse corretamente ou não as tarefas e missões. É por isso que o nosso presidente conhece essa palavra, tão próxima aos militares. Talvez eles tivessem mesmo razão de se chamarem de energúmenos.
Francisco José Bedê e Castro (São Paulo, SP)

Conheci Paulo Freire em 1982, em Stanford, quando morava na universidade como professor convidado. Freire era tido em Stanford como o maior"‹ educador do mundo. Vale observar que Stanford talvez seja a universidade mais à direita nos EUA, onde estudam os ricos. Só mesmo uma pessoa ignorante poderia chamar Paulo Freire de energúmeno ("Bolsonaro defende cancelamento da TV Escola e diz que canal 'deseduca'", Poder, 16/12).
Walter Celaschi (Valinhos, SP)


Santa dívida
As entidades religiosas nunca vão pagar suas dívidas com esse governo evangélico, do Deus acima de tudo ("Dívidas de entidades religiosas com a União chegam a R$ 460 mi", Poder, 17/12). Dívida paga é coisa de bobo, só os outros pagam. A Receita Federal? Ora bolas, que fique com as dívidas! Mais de 1.200 entidades religiosas devem à União.
Mariza Bacci Zago (Atibaia, SP)

Fundo eleitoral
Em relação à reportagem "'Sola de sapato' e redes são chaves em campanha barata" (Poder, 17/12), sugiro aos repórteres investigativos da Folha que levantem e divulguem os montantes dos fundos eleitorais existentes em países com PIB semelhante ao nosso, mostrando a relação entre esses valores e o PIB. E não esquecer de fazer a relação com o PIB per capita de cada país.
Arnaldo de Souza Cardoso (São Paulo, SP)


Homofobia
"Defensora de Bolsonaro, youtuber lésbica sofre ataque homofóbico" (Cotidiano, 17/12). Ela teve sorte, pois muitas lésbicas já foram mortas devido à pregação dos defensores de Bolsonaro. Infelizmente, ela provou do próprio veneno que divulga. Espero que os grupos homofóbicos das redes sociais pensem bem antes de divulgar mensagens preconceituosas.
Antonio Joaquim Veloso (Niterói, RJ)

Karol Eller após agressão, no Rio
Karol Eller após agressão no Rio - Reprodução

Aposentadoria
Surpreendente a alegação do senhor de José Fernandez no Painel do Leitor desta terça-feira (17/12). Dizendo-se aposentado, afirma que recebe 14 salários anuais e generaliza essa situação para todo o país. Também sou aposentado, mas nunca tive essa regalia. Gostaria de saber como faço para obter essa mordomia.
Antônio Carlos Romeu Fogaça (São Paulo, SP) 

Polícia
O secretário da Segurança Pública de São Paulo acerta ao não relativizar o episódio de Paraisópolis, que é sério e precisa ser rigorosamente investigado ("Polícia para quem precisa", Tendências / Debates, 15/12). Age corretamente também ao defender o trabalho dos bons policiais. Quem errou precisa pagar --só assim a Justiça será feita. A polícia fragilizada só interessa aos criminosos.
Eduardo dos Santos Filho (São Paulo, SP)

Domingo não
Intrigaram-me as declarações da juíza Maria Cristina Peduzzi (Entrevista da 2ª, 16/12). Não sei se por ignorância ou segundas intenções, ela diz que, "no mundo todo, o comércio abre aos domingos". Não é verdade. Como cidadão alemão, devo informá-la que na Alemanha há uma lei sobre a abertura do comércio aos domingos, a "Gesetz über den Ladenschluß", que proíbe a abertura de lojas aos domingos, com raras exceções. Na Suíça, o domingo é sagrado. Islândia, Noruega, França, Bélgica, Países Baixos, Áustria, Polônia e Grécia têm o comércio fechado aos domingos.
Antonio Cestari (Aachen, Alemanha)

A ministra do TST Maria Cristina Peduzzi, eleita presidente do Tribunal Superior do Trabalho - Pedro Ladeira/Folhapress

Concordo com os leitores Luiz Fernando Schmidt e José Marcos Thalenberg (Painel do Leitor, 16/12) e acrescento: será que a Justiça do Trabalho também vai funcionar normalmente aos domingos? Se bobear, até vai, mas apenas os servidores trabalharão; os magistrados, que têm 60 dias de férias por ano, é claro que não. 
Helena Kessel (Curitiba, Paraná)

Folha
Fiquei feliz em saber que a Folha foi eleita o jornal preferido de deputados e senadores ("Folha é o jornal preferido dos congressistas, indica FSB Pesquisa", Poder, 17/12). É o jornal que tem o maior número de reportagens interessantes, o mais acessível, tanto na versão impressa como na digital, e o mais bonito. E é o que publica até a opinião de leitores contra o jornal. Comparando com jornais estrangeiros, é um dos impressos que têm mais conteúdo mundial. A série "Os Americanos" é exemplo disso (Mundo, 17/12).
Rogério de Souza Pires (Umuarama, PR) 

ChCharge de Jean Galvão publicada na Folha neste domingo (2)
Charge de Jean Galvão publicada na Folha em 2/11 - Jean Galvão

Porta dos Fundos
Até que enfim uma crônica digna de ser lida sobre o filme lançado pelo suposto grupo de humoristas ("Deserto de ideias, especial natalino do Porta dos Fundos não traz novidades", Ilustrada, 17/12). Reinaldo José Lopes foi perfeito --ou quase--, dando uma estrela para o baixo humor. Eu daria nenhuma. São rasos e superficiais em tudo o que fazem. Aliás, Duvivier escrevendo na Folha também é piada de péssimo gosto. Dispenso a leitura de uma só palavra escrita por esse rapaz.
Cleide Santaella (São José dos Campos, SP)

Bolsonaro
Inaceitável a fala do presidente da República ao utilizar a deficiência física do ex-presidente Lula para desqualificá-lo ("Bolsonaro diz gostar de Crivella, mas evita declarar apoio para 2020 no Rio", Poder, 15/12). Inadmissível que o chefe de Estado, responsável pela manutenção da ordem pública no pais, assuma tal comportamento. Ofende todos os deficientes, tenham estes votado nele ou não.
Vanderlei Vazelesk, professor de história da América Latina da Unirio (Rio de Janeiro, RJ)


Rio de Janeiro
A situação financeira do município do Rio de Janeiro é extremamente complicada, e a falência, antes uma possibilidade, agora se torna mais palpável. É preciso que os gestores municipais sejam transparentes e informem, com precisão, qual é a real situação do tesouro municipal. Enganar a população ou mesmo postergar o anúncio de algo que fatalmente acontecerá é flertar com o caos. O momento exige responsabilidade e espírito público dos gestores do município. Não podemos fechar os olhos para essa péssima administração.
Willian Martins (Guararema, SP)


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