Para Reinaldo de Miranda, editorial sobre Paraisópolis foi perfeito ao definir omissão de João Doria

Ovo da serpente já estava sendo chocado quando o ex-governador de SP apoiou Bolsonaro, diz Cássio Giannini

Paraisópolis
O editorial "Os 9 de Paraisópolis" (Opinião, 4/12) foi perfeito na definição de omissão do governador João Doria --que se manifestou por meio do Twitter, e não por nota oficial, e defendeu a manutenção da truculência nas ações policiais. Jovens precisam de ações culturais com ordem e respeito, não com violência.
Reinaldo de Miranda (São Paulo, SP)

O ovo da serpente já estava sendo chocado quando o ex-governador de São Paulo apoiou este que agora nos governa. O editorial de ontem mostra que tanto o "Bolsodoria" quanto Witzel têm, sim, responsabilidade sobre a crescente onda de violência em nosso país. Lutar pela valorização da vida, particularmente pela dos que são mais vulneráveis, é inadiável.
Cássio Marcos de Carvalho Giannini (São Paulo, SP)

Hélio Schwartsman, em "Includente de responsabilidade" (Opinião, 4/12), foi, mais uma vez, impecável. Não é possível que essa mortandade sequencial realizada por quem deveria proteger a população continue. As cúpulas precisam começar a ser responsabilizadas por esses atos.
Albino Bonomi (Ribeirão Preto, SP)

É obrigação do governo de São Paulo apurar as responsabilidades pelas mortes em Paraisópolis. E é preciso que compartilhe com o Ministério Público o resultado das investigações, para o completo esclarecimento do que efetivamente ocorreu. Em havendo crime e infração disciplinar, é necessário que se punam os responsáveis com o rigor da lei. Supõe-se que isso seja do interesse do governo Doria.
Valentino Aparecido de Andrade, juiz (São Paulo, SP)


Tarifa sobre o aço
Interessante o comportamento do presidente Trump ("Trump diz que retomará tarifas de aço do Brasil e da Argentina", 2/12). Ele está apenas tentando defender seu país. Nós, brasileiros, nos acostumamos a ver presidentes destruindo o país --Collor, FHC, Lula, Dilma...
André Luís Coutinho (Campinas, SP)

Sete mandatos
Descobri, afinal, o que fez Bolsonaro nos seus sete mandatos como deputado: escarafunchou os mais remotos esconderijos do país em busca das pessoas mais desqualificadas, atrasadas, reacionárias e boçais para, depois de eleito, incluí-las no rol de seus auxiliares. E deu na vergonha pela qual estamos passando.
Antonio Carlos Orselli (Araraquara, SP)

Um lembrete ao presidente que não gosta de história: um outro ocupante do posto mandou até a Polícia Federal invadir a Folha. E elle acabou voltando para casa mais cedo. Fica a dica.
Sérgio Lago (Ribeirão Preto, SP)

Que maravilha o artigo "Muito prazer, presidente, eu sou o Fato" (Poder, 4/12), de Conrado Hübner Mendes. Demonstra claramente os caminhos do fascismo que, infelizmente, estamos percorrendo e que a população de forma geral não está enxergando.
Ariovaldo dos Santos (Cotia, SP)

Bem-vindo, doutor Conrado Hübner Mendes!
Carlos Alberto Bellozi (Belo Horizonte, MG)


Fundo eleitoral
Lembrando que uma das primeiras medidas do governo federal foi o contingenciamento de recursos, como é possível que, alguns meses depois, o Congresso pretenda ampliar para R$ 3,8 bilhões o valor do fundo eleitoral? É totalmente fora de propósito ("Proposta que amplia fundo eleitoral para R$ 3,8 bilhões avança no Congresso", Poder, 4/12). O país precisa de recursos para investimentos.
Sidney Marth (Piracicaba SP)


Salário mínimo
O salário mínimo será, a partir de 1º de janeiro, R$ 1.031. Um "aumento" (correção inflacionária!) de 3,3%. Se não houvesse a inflação, esses R$ 33 dariam para comprar um quilo de carne bovina por mês, melhorando assim a alimentação do trabalhador e a sua produtividade. Como não houve aumento real, a cesta básica do trabalhador em 2020 continuará igual à de 2019. Ou seja, sem um quilo de carne bovina a mais no mês. Por que no país da maior bovinocultura do mundo o trabalhador de salário mínimo não conseguirá comprar um quilo a mais de carne bovina no mês?
Ney José Pereira (São Paulo, SP)

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Gado em fazenda em Mato Grosso - Gabriel Cabral/Folhapress

Educação
A verdadeira causa do resultado decepcionante no Pisa ("Veja evolução do Brasil no Pisa desde 2000") é uma só: a remuneração inadequada dos professores. Apenas uma educação de qualidade forma cidadãos críticos e capazes de forjar uma sociedade justa, com desenvolvimento econômico e humano. Sem salários atrativos, as queixas caem no vazio.
Pedro Paulo A Funari, professor titular do Departamento de História da Unicamp (Campinas, SP)


Cânabis
Muitos países, como Canadá, Holanda e Espanha, perceberam o engodo e estão produzindo seus medicamentos à base de cânabis. Já o Brasil continuará subserviente aos Estados Unidos. Cabe às mães de crianças com autismo e epilepsia resistentes aos tratamentos convencionais continuarem na luta para produzir, em casa, o extrato que pode salvar a vida de suas crianças.
João Ernesto de Carvalho, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp (Campinas, SP)

Futebol e política
Juca Kfouri mistura futebol com política ("Botafogo 1, futebol brasileiro 0", Esporte, 2/12). Ele é comentarista esportivo. Se Rodrigo Maia é Botafogo ou não, é um direito dele . Todo brasileiro tem um time de futebol. Assim como o Juca tem direito de ser esquerdista. Todos os clubes brasileiros, com exceção de Flamengo e Palmeiras (acho), têm problemas financeiros.
Jefferson da Rocha Barros (Jaraguá do Sul, SC)


Governo do Rio
O editorial "Os 9 de Paraisópolis" (Opinião, 5/12) comete injusta omissão sobre o governador Wilson Witzel, que determinou apuração rigorosa em todos os casos em que a atuação da PM foi questionada. Essa mesma força de segurança evitou a morte de 884 pessoas neste ano, com recuo de 21% nos homicídios dolosos, menor patamar em 28 anos. A política de segurança pública do estado é baseada em inteligência, investigação e investimento. Em nenhum momento o governo do estado compactuou com a violência. Todas as mortes por agentes do estado estão sendo investigadas.
Gabriel Aquino, subsecretário de Comunicação do Governo do Estado (Rio de Janeiro, RJ)


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