Para Embratur, Washington Post tem visão estereotipada do país

Agência responde à reportagem do jornal republicada na Folha

A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) lamenta a visão estereotipada e distante da realidade apresentada por Terrence McCoy, no jornal The Washington Post e republicado pela Folha. O órgão, mais do que todos, é ciente de todas as dificuldades que emperravam o sucesso do turismo no país, barreiras estas que estão sendo gradualmente quebradas pelo Governo Federal e pelo presidente Jair Bolsonaro.

O combate à violência e à corrupção, a apresentação de um país multifacetado para o turista internacional e a criação de facilidades para exponenciar a chegada destes são marcos históricos realizados em 2019 e cujo os reflexos certamente serão sentidos nos próximos anos.

O autor do texto, de maneira populista, reutiliza afirmações do próprio presidente Jair Bolsonaro de que é preciso aumentar o fluxo de turistas internacionais no país e a arrecadação. A estagnação da promoção internacional do país é fruto do descaso dado por governos anteriores.

Desde 2011 o orçamento da Embratur regrediu 82,46%, um fato objetivo e claro e que não é relatado pelo autor. Na contramão dos seus antecessores, Jair Bolsonaro realizou a transformação da Embratur em agência aumentando seu orçamento, sem criação de impostos, da casa dos US$ 8 milhões para a casa dos US$ 120 milhões.

O México, por exemplo, citado pelo autor possui um orçamento que varia na faixa dos US$ 300-400 milhões para a promoção internacional do país. Acertadamente, o país percebeu a importância do turismo para a geração de emprego e renda. Agora, com um orçamento adequado, a Embratur poderá lutar estrategicamente para a atração de estrangeiros ao país.

Medidas criticadas como a isenção de vistos para estrangeiros e a violência, ao contrário do que é relatado pelo autor, apresentam dados extremamente positivos. A redução da criminalidade, bravamente combatida pelo ministro Sergio Moro (Justiça), é um alento para um país que sabe da importância da segurança para o turismo. Homicídios, por exemplo, tiveram uma queda de 22%. Um marco histórico e inédito para o país. 

Sobre a isenção de vistos os números são claros. Entre junho e agosto, por exemplo, logo após o anúncio da medida, o número de estrangeiros aumentou 25% no país segundo o próprio Ministério do Turismo. O reflexo real desta medida, corajosamente adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, será sentido nos próximos anos.

A Embratur acredita no Brasil e sabe do potencial único do nosso país, de norte a sul, de ser uma potência mundial do turismo. É preciso trabalho, investimento e seriedade em um setor que movimenta mais de 8% do Produto Interno Bruto do país e que gera mais de 7 milhões de empregos. Críticas construtivas serão sempre bem-vindas, diferentemente das rasas e com vieses ideológicos, que serão repudiadas.

Gilson Machado Neto, diretor presidente da Embratur (Brasília, DF)

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