Para leitor, ataque dos EUA abala a já frágil paz mundial

Ataque vitimou também a ONU, que foi desrespeitada, diz leitor

Frágil paz
A decisão do presidente americano, Donald Trump, de ordenar o ataque que vitimou o general iraniano Qassim Suleimani reafirma uma política baseada no poder bélico, gerando uma escalada perigosa e imprevisível e abalando a já frágil estabilidade da paz mundial.
Erivan Santana (Teixeira de Freitas, BA)

O ataque perpetrado por Trump no Iraque não vitimou apenas o general iraniano, mas também a ONU ao deixar claro que os EUA não se constrangem em desrespeitar princípios basilares de respeito à soberania dos Estados membros quando seus interesses estão em jogo.
Luiz Oliveira (São Paulo, SP)

O que o general Suleimani, do Irã, estava fazendo no Iraque ao lado de milicianos ultrainimigos dos EUA? Acaso estava planejando um piquenique para criancinhas? O ataque norte-americano em Bagdá contra o referido terrorista, apesar de todas as críticas, é um exemplo clássico da legítima defesa das nações.
Milton Córdova Júnior (Vicente Pires, DF)

A análise de Diogo Bercito ("General desafiava EUA havia duas décadas", Mundo, 4/1) se baseia exclusivamente em fontes norte-americanas, por isso é tendenciosa e incompleta. Parece-me ingênuo reproduzir a versão norte-americana de que o assassinato de Suleimani se deve a razões de segurança, quando, na realidade, está inserido num complexo jogo de interesses políticos e econômicos.
Patrícia Pinto (São Paulo, SP)


Funcionalismo
O editor exercitando o seu esporte preferido: bater no funcionalismo (editorial "Desserviço público", Opinião, 5/1). Embora essa questão do desempenho seja importante, sua solução não é tão simples. Não se protege só a independência de alguns setores. Imaginem os políticos com a demissão do funcionário na mão. Como equacionar isso?
Francisco e C. Viola (São José dos Campos, SP)


Brasil
Parabéns ao ilustre escritor Janio de Freitas por seu sincero artigo "No tempo da caverna" (Poder, 5/1).E parabéns também à Folha, que permitiu a publicação desse excelente texto. Parabéns sinceros!
Maria Amaral (São Paulo, SP)


Medicina
Parabenizo o professor Morton Scheinberg pelo artigo "O abismo entre médico e paciente" ("Tendências / Debates", 4/1), tema que não recebe a devida atenção. Vejo dirigentes médicos cedendo completamente à lógica de mercado e dizendo, em tom arrogante, que o paciente é do plano e não mais obedece a relação médico-paciente. O médico é a ponta mais fraca nessa relação de forças, na qual no outro extremo estão as empresas e cooperativas médicas.
Nivaldo da Silva Lavoura Júnior, médico (Piracicaba, SP)

Morton Scheinberg, livre-docente pela USP e reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein - Reinaldo Canato - 22.fev.2018/Folhapress

Imprensa
Parabéns a Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da ABI ("A 'nova' ABI e a democracia", 5/1). Parabéns por suas posições em defesa de Glenn Greenwald, da Petrobras, sob risco de privatização, da Folha e da liberdade de imprensa.
Arialdo Pacello (Piracicaba, SP)

Bolsonaro e os livros
Bolsonaro tem razão. Livros são "um amontoado de muita coisa escrita". Todos os de minha modesta biblioteca são assim. Para ser condizente com o nível intelectual do presidente, de alguns de seus ministros e de boa parte de seus seguidores, livros deveriam ter apenas figuras fáceis de colorir.
Caetano Brugnaro (Piracicaba, SP)

Charge em cinco quadros. No primeiro, caricatura de Bolsonaro diz: "tem um montão de amontoado de palavra aqui". Alguém responde: "mas é um livro didático, presidente!". No segundo quadro, Bolsonaro pergunta: "tem que suavizar isso aí, taoquei?" Alguém pergunta: "colocando mais imagens?". No terceiro e no quarto quadro, Bolsonaro fala: "faz um livro de colorir, mas sem lápis vermelho ou laranja ou cor homossexual". No quinto quadro, alguém sugere: "que tal um livro de ligar os pontos?". Bolsonaro responde: "taoquei!"
Charge de João Montanaro - João Montanaro


Chamar os livros didáticos de "lixo" é um desrespeito a nós, professores-autores, e também àqueles educadores que realizam a avaliação dos livros didáticos. Acredito que em meus 60 anos de dedicação à educação devo ter sido mais útil ao nosso país do que Bolsonaro no decorrer de seus quase 30 anos na Câmara dos Deputados.
Melhem Adas, professor-autor (Ribeirão Preto, SP)


Vida simples
Gostaria de parabenizar a Folha pela reportagem com o ex-governador Geraldo Alckmin ("Do Bandeirantes à Band", Ilustríssima, 5/1). Super legal ver a rotina dele fora do cargo no palácio, sua vida simples e modesta. 
Leonardo Hiroshi Namikawa (Tatuí, SP)

Reportagem muito bacana sobre o doutor Geraldo Alckmin. A humildade vai muito além da ressaltada no texto. Acho que vale dizer que ele é meu professor no mestrado em planejamento urbano --e agora começa também a ser aluno. Mesmo depois de tudo o que já fez, dispor-se a sentar na cadeira como aluno é prova de humildade.
Rômulo Freire (Sorocaba, SP)


Beleza
A tese levantada por Hélio Schwartsman no artigo "Beleza espúria" (Opinião, 4/1) derruba a frase de Nelson Rodrigues que dizia que "a beleza impressiona nos primeiros 15 minutos. Segundo a tese, a beleza impressiona até o fim da vida.
Valter Francisco Angelo (São Paulo, SP)


Nomes
A colunista Maria Paula foi certeira ao comparar com o mar, ora revolto, ora calmo, a nossa capacidade de fazer uso da inteligência ("Visionários", Opinião, 4/1). Só senti falta de mais nomes de visionários, inclusive no Brasil. Precisamos desses nomes para nos inspirar.
Thiago Gonçalves (São Paulo, SP)


Datafolha
Se o ministro Moro não ficasse tanto em cima do muro ou escondidinho embaixo de uma mesa quando a coisa ferve, até poderia considerar sua candidatura ("Um terço afirma ter grande confiança em Moro, dis Datafolha", Poder, 5/1).
Vera Lúcia Alves Penna (Ubatuba, SP)


Açúcar
Nos dois artigos da seção "Tendências / Debates" de 4/1 ("Aumentar impostos sobre bebidas açucaradas é uma forma de inibir o consumo?", 4/1), não houve menção à educação para que a população, bem informada, consuma alimentos mais saudáveis.
José Dieguez (São Paulo, SP)


Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de Scritta, Fasano, Instituto Moreira Salles, Fernando Vieira de Mello - Grupo Globo, Unilever Brasil, Bottini e Tamasauskas Advogados, Rovella & Schultz, Carlos Vogt (Campinas, SP).


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