Para leitor, grupos de extermínio estão com carta branca

Operação policial em Manaus foi massacre, diz leitor

Massacre em Manaus
Depois que a milícia chegou a Brasília com o excludente de ilicitude, a carta branca foi dada aos grupos de extermínio ("Inquérito sobre morte de 17 pessoas em bairro de Manaus inocenta PMs", Cotidiano, 4/1).
Jorge Mendes (Rio de Janeiro, RJ)

Na prática, já existe o excludente de ilicitude e, com a concordância de Sergio Moro, não se veem manifestações contrárias. Lembra muito as Filipinas governada por Rodrigo Duterte.
Denise Messer (Rio de Janeiro, RJ)

Christiane Custódio de Oliveira segura o RG de seu filho Alexsandro, 16, um dos 17 mortos pela PM em outubro - Jair Araújo/A Crítica


Agora, até disputas de facções por ocupação de território e as mortes que delas resultam são colocadas no colo da polícia. Não é por outra razão que vemos dia após dia a proliferação de organizações criminosas pelo país.
Antonio José da Costa Lima (São Luís, MA)

Essa operação policial é, na verdade, um massacre para permitir a entrada de outra facção na localidade. E o secretário da Segurança vem com esse engodo de policiais bem treinados. Ora, se a pessoa é morta pelas costas é troca de tiros? E por que tiraram os corpos antes da perícia? Nosso país vai muito mal. A violência parte dos mandatários do Estado.
José Cláudio Davies da Silva (Rio de Janeiro, RJ)


Terra
Os que tinham dúvidas, perderam-nas com essa cusparada na cara da sociedade ("Bolsonaro anistia grilagem, freia novas áreas indígenas e estaciona reforma agrária", Poder, 4/1). Dissipam-se assim quaisquer esperanças de que nossa natureza, sobremodo na Amazônia Legal, pudesse ter alguma salvação. Agora pode tudo: grilagem, derrubadas, fogo, avanço sobre territórios indígenas, mineração ilegal... É a festa do banditismo ecológico. Mas o que esperar de milicianos no poder ou protegidos pelo poder?
Alfredo Azevedo (Campos dos Goytacazes, RJ)


A esquerda xiita é assim: empresários em geral, e do agronegócio em especial, são todos criminosos. No entanto, esses esquerdistas vivem de olho em verbas públicas, que vêm dos impostos pagos pelos empresários, e comem da produção agrícola. Legalizar as ocupações é necessário para levar a paz ao campo e estimular a produção.
João Carlos Moreno (Presidente Prudente, SP)


Dar terra pública para grileiros por meio de regularização é pior do que utilizar verba pública, porque a regularização não pode ser revertida, enquanto a verba pública é revista anualmente no Orçamento.
Ricardo Moraes (São Paulo, SP)


Gravidez na adolescência
Como médico, e com uma irmã bem mais jovem, resolvi ensiná-la sobre contracepção, ainda pré-adolescente, com uso de um excelente manual. O livro percorreu dezenas de mãos, mas as mães das virgens castas não permitiram que lessem. O resultado foi claro: houve muito mais gravidez precoce entre as virgens castas do que entre as meninas que leram o livro --e tiveram seus filhos de maneira planejada. Isso há 35 anos ("Governo quer abstinência sexual como política", Cotidiano, 4/1).
Wagner Santos (Ribeirão Preto, SP)

Fundo eleitoral
Bolsonaro se acha esperto ("Bolsonaro estimula campanha 'não vote em quem usa o fundão eleitoral'", Poder, 3/1). Brigou com Luciano Bivar pelo controle do fundo eleitoral do PSL. Depois, querendo colocar a mão no dinheiro, tenta criar um partido. E propõe um fundo eleitoral maior que o aprovado pelo Congresso. Agora que não conseguirá mais criar o partido a tempo de disputar as eleições de 2020, sem poder usar o fundo eleitoral, faz-se de freira.
Michael Xavier (Brasília, DF)

A proposta aprovada originalmente era do governo. Agora que está fora do PSL, Bolsonaro quer melá-la. Um oportunista que não sabe para onde correr.
Rodrigo Ribeiro (São Paulo, SP)


Bolsonaro e os livros
É difícil levar a sério qualquer avaliação de Bolsonaro sobre conteúdo educacional, seja lá de que área for. Não parece ter a mínima condição intelectual para opinar nem mesmo vontade de aprender ou de informar-se, mesmo que de maneira autodidática. Portanto, não deveria se meter em assuntos que não domina ("Bolsonaro chama livros didáticos de "lixo" e propõe que material seja suavizado em 2021", Cotidiano, 3/1).
Fábio Cavalcante (Santana de Parnaíba, SP)


Deputadas transgêneros
"Com deputadas trans, Assembleia de SP vive série de embates sobre gênero" (Poder, 4/1). Orgulho grande demais da minha deputada Erica Malunguinho, que, com a outra Erika, está fazendo a cisgeneridade tremer. Que continuem! E que venham muitas outras!
Camila Falcão Almeida (São Paulo, SP)

As deputadas trans Erica Malunguinho e Érika Hilton - Bruno Santos/Folhapress e Karime Xavier/Folhapress


O tema não é irrelevante. Irrelevante é discutir ali o que não pode ser mudado ali. Deputados ou deputadas e vereadores ou vereadoras foram eleitos ou eleitas para outras coisas. Mas, de qualquer forma, acabam não resolvendo nem uma coisa nem outra. E isso fica muito caro. Este ano é eleitoral, entretanto isso também não quer dizer nada. 
José Oliveira (Patos de Minas, MG)

Perde-se muito tempo e, por conseguinte, desperdiça-se dinheiro público com temas irrelevantes para a maioria da população.
Iago M. Zulu (São Paulo, SP)


Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de Comitê Internacional da Cruz Vermelha - Delegação Regional de Brasília, Editora Planeta, Jornalzen, Luiz Herrisson, diretor de Comunicação da Embraer, Chen Peijhe, cônsul-geral da República Popular da China em São Paulo, Edson Domingues (São Paulo, SP), Jorge Ribeiro Neto (Indaiatuba, SP) e Tania Tavares (São Paulo, SP).


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