Para leitor, instituições democráticas estão em pleno vigor

É muito bom saber que Verissimo mantém sua mente aguçada, diz leitor

Extremistas e centristas
Como se vivêssemos em plena ditadura fascista e o momento exigisse atitudes extremadas, Ranier Bragon (“Salomões de botequim”, Opinião, 7/1) critica quem prega a moderação e a busca de convergências no debate político, fundamentais em uma sociedade democrática e civilizada. Até onde se pode enxergar, todas as instituições democráticas estão em pleno vigor no país. Nada as ameaça, nem mesmo as vozes exaltadas dos extremistas de plantão.
Luís Roberto Nunes Ferreira (Santos, SP)

Joelhaços
Verissimo, sempre Verissimo (“O Analista de Bagé receberia Bolsonaro com um joelhaço, diz Luis Fernando Verissimo”, Entrevista da 2ª, 6/1). Faz parte da minha vida, na medida em que ajudou a formar minha intelectualidade e meu senso crítico. É muito bom saber que essa mente continua aguçada. A excelente entrevista mostra isso.
Heloísa Maria de Godoy (Uberaba, MG)


Gostei demais da frase do Verissimo: “ser de esquerda é decorrência [do que existe ao nosso redor]”. Alguém que tenha um mínimo de ética, sensibilidade e sinceridade não poderá nunca relativizar sua opinião. Um sujeito da direita reacionária luta para manter seus privilégios, já o de esquerda combate pela justiça social.
José Roberto Martins Filho (Belo Horizonte, MG)

Ilustração de Edgar Vasques para "O Analista de Bagé", de Luis Fernando Verissimo - Reprodução


Luis Fernando Verissimo é um dos poucos que ainda me dão orgulho de ser brasileira. A elegância e a ausência de rancor, apesar de tudo o que acontece no nosso país, são admiráveis. Bravos a ele!
Rosane Aubin (São Paulo, SP)


Incêndios na Austrália
Incêndios florestais são naturais na Austrália, mas a escala e a intensidade dos desta temporada são provavelmente as maiores já presenciadas. Como já alertavam pesquisadores, eventos extremos ocorrerão com mais frequência e serão mais intensos devido à mudança climática. No entanto, chefes de Estado continuam a compartilhar a posição de ceticismo climático e de negacionismo científico. Sem o reconhecimento do aquecimento global pelas autoridades, a tendência será de aumento de crises ambientais e sociais.
Patrick Derviche, oceanógrafo (Pontal do Paraná, PR)

Trem para Cumbica
Sou usuária frequente do aeroporto e não sabia que o trem estava funcionando. Falta informação (“15 meses após inauguração, trem para aeroporto de Cumbica circula quase vazio”, Cotidiano, 7/1).
Maria Aparecida Azevedo Pereira da Silva (Campinas, SP)

“Parabéns” a Geraldo Alckmin. Entregou com atraso e entregou um projeto malfeito. Um desperdício de dinheiro. Geraldo, Bruno Covas e Doria estão fazendo o que de bom?
José Mauro de Oliveira (São Paulo, SP)

Os que projetaram e os que aprovaram isso deveriam ter prisão perpétua. Só houve um intuito: encher seus bolsos e os caixas das construtoras. Prolongar o metrô da estação Tucuruvi até o aeroporto de Cumbica ligaria a cidade de São Paulo à de Guarulhos numa sequência normal e rápida.
Flavio Silvestre (São Paulo, SP)


Energia solar
O sujeito está tomando uma decisão de birra —o que é próprio de sua personalidade autoritária—, sem ter entendido nada do que está acontecendo (“Bolsonaro diz que não cederá a lobby e ameaça demitir quem falar em taxar energia solar”, Mercado, 7/1). Ele não faz ideia do que está em questão. É impressionante.
Andre Barreto (Campinas, SP)


Uma visão lógica chega à seguinte conclusão: se você produz energia para uso interno, próprio, então deve ser imposto zero sobre essa produção; mas, se você gera energia que não consome e insere na rede pública, você está utilizando a distribuição, portanto tem que pagar por esse uso. Simples assim. Não tem nada a ver com taxar o sol.
Andre Rosa (Esteio, RS)


Alckmin
Eleitor decepcionado de Geraldo Alckmin, venho muito respeitosamente pedir ao ex-governador que aceite minha crítica construtiva: saia da televisão e vá imediatamente para um hospital dar plantões. Em seu governo, esteve preocupado apenas em construir prisões e se esqueceu de investir em educação, demonstrando que não entende nada de gestão. Se tivesse investido em educação, teríamos mais saúde, mais segurança e menos presídios.
Vicente Carlos Mendes Barbosa (Pirassununga, SP)

Bolsonaro e a imprensa
Com receio de o silêncio refletir o meu consentimento, quero manifestar a minha indignação com o senhor presidente Bolsonaro quanto a seus ataques à imprensa, aos jornalistas e, em especial, à Folha de S.Paulo (“Em novo ataque à imprensa, Bolsonaro diz que jornalistas são ‘raça em extinção’”, Poder, 6/1).
Franz Josef Hildinger (Praia Grande, SP)


Aborto em Portugal
“Abortos caem 4% em Portugal, mas aumentam 28% entre brasileiras no país” (Cotidiano, 6/1). O assunto no Brasil é tratado de forma filosófico-religiosa. Ponto! Quem não pode ir para Portugal arrisca abortar em casa ou em clínicas clandestinas. A mulher fica com sequelas, e o Estado e a igreja se eximem de culpa.
Marcos A. T. Garcia (Curitiba, PR)


Educação
Caro professor Melhem Adas (“Painel do Leitor”, Opinião, 6/1), não seja modesto. Tenho certeza de que você, sozinho, com seus excelentes livros de geografia, contribuiu muito mais para a educação brasileira não só do que Bolsonaro, mas também do que Weintraub, Damares e Salles todos juntos.
João Guizzo (São Paulo, SP)

Na real
O deputado Marco Feliciano sugerir que alguém “caia na real” deixa a dúvida se o faz como piada ou se é para valer (“Feliciano diz que Bruno Covas ‘não entendeu que São Paulo não é viagem à Disney’, Mônica Bergamo, Ilustrada, 7/1). Quem precisa “cair real” é um deputado que gasta quase o valor de uma ambulância para arrumar o próprio sorriso.
Marcos Saraiva (São Paulo, SP)

Boas-festas
A Folha agradece e retribui os votos de boas-festas recebidos de Natura, GPA, Santander, Advice Comunicação Corporativa, Yang Wanming, embaixador da China no Brasil, e Casillo Advogados.


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