Se Moro não tivesse tanto apoio popular, já estaria na rua há muito tempo, diz leitor

Bolsonaro recuou e disse ter zero chance de esvaziar o ministério de Justiça e Segurança Pública

Bolsonaro e Moro

"Só não vou demiti-lo porque ele me dá votos e popularidade." Esse é o pensamento do Bolsonaro e de quem o cerca. Se Sergio Moro não tivesse tanto apoio popular, já estaria na rua há muito tempo ("Bolsonaro recua e diz ter zero chance de esvaziar agora ministério de Moro", Poder, 25/1). O que o segura é a falsa ideia de que foi um bom juiz, embora não seja verdade. Um bom juiz cumpre os requisitos legais e processuais, ele não. Foi apenas mais um vingador da Lava Jato.

Edson Carlos Morotti (Curitiba, PR)

Comentários vazios e recuos frequentes. Frita e abandona, sim, seus apoiadores --mas este especificamente te sustenta. Mais três anos para corrigir a falha.

Luiz Paulo Barreto (Cabo Frio, RJ)

Não gosto desse tipo de jornalismo que se propõe mais a criar discórdia onde não há. Sergio Moro é importante para o Brasil, pois graças à sua coragem a corrupção está sendo desmascarada e combatida. O presidente Jair Bolsonaro é um homem de valor. Concentrem-se em ajudar o Brasil e não em insinuar discórdia.

Altenir da Silva Carvalho (Salvador, BA)

Guedes em Davos

Paulo Guedes mostrou que a preocupação de alguns fãs com o fato de Bolsonaro não ir a Davos era desnecessária. O presidente e o Brasil dos espantosos tempos vividos estiveram bem representados no fórum, com o diferencial de que, para que não pairem dúvidas na comunidade internacional, Guedes diz em bom inglês as mesmas bobagens que Bolsonaro falaria em seu paupérrimo português.

Celso Balloti (São Paulo, SP)


Imposto do pecado

O governo querer colocar o açúcar como uma espécie de vilão da saúde não tem qualquer sentido ("Açucarados podem ter 'imposto do pecado', Mercado, 24/1). O açúcar é um dos itens que fornece energia às pessoas. A restrição não é para pessoas saudáveis, e sim para as que têm certas doenças --situação muito diferente dos danos causados pelo álcool e fumo. O governo não deve pensar em saídas ilógicas. Deveria, sim, fazer uma varredura nos salários dos servidores.

Heitor Vianna P. Filho (Araruama, RJ)


Abstinência

Gostaria de saber se a escritora Tati Bernardi tem filha adolescente e se ela orienta a mesma a transar e gozar assim, escancarada e ilimitadamente, como aconselha outros no texto "Jovens, por favor, transem" (Cotidiano, 24/1). Acredito que o sexo seja um direito, mas, como tudo na vida, tem limite --e acima desse limite já é patológico. Por sorte ela falou em prevenção, uso de camisinha e pílula, mas criticou Damares, que falou assertivamente que o único método contraceptivo 100% seguro e eficaz é a abstinência.

Antonia de Fátima Parente de Araújo (São Paulo, SP)

Simplesmente emocionante e verdadeiro o texto de Tati Bernardi. É dessas colunas que dá a vontade de fazer 100 mil cópias e distribuir por todo o país. Tati só está dizendo: vivam a vida, não desperdicem a juventude. O que vocês tiverem que fazer, façam enquanto tiverem 20 anos, pois o que vem depois é a decrepitude e a morte. Ou, o que é ainda pior: ficar igual a Damares. 

José Valcir da Silva Rodrigues (Rio de Janeiro, RJ)

Homicídios no Rio

Há uma claríssima explicação sobre o registro de quedas de homicídios e o de recorde das mortes pela polícia no Rio de Janeiro ("Homicídios no Rio registram menor patamar desde 1991", Cotidiano, 23/1). Há evidência de que os bandidos de alta periculosidade estão sendo mortos pela polícia. Tomara que essa proporção se estenda por todo o país. Melhor para a sociedade brasileira. 

Paulo Guida (São Paulo, SP)


São Paulo

Fica claro que o que mais espanta os estrangeiros é invisível para os brasileiros: a miséria e a população de rua ("Turistas se surpreendem com a capital, dizem guias estrangeiros", Cotidiano, 25/1). O pior é que, lendo isso, Covas e Doria vão tomar as providências de sempre: maltratar indigentes e expulsá-los para onde não possam ser vistos.

Gustavo Carvalho (Rio de Janeiro, RJ)

Regina Duarte

Fico observando cada foto desta "novelinha" criada pelos artistas Jair Bolsonaro e Regina Duarte. Eles deviam parar com esse folhetim, pois se esse for o tom a ser adotado na Secretaria Especial da Cultura, os artistas e a população vão continuar na mesma. Se demorar muito para decidir, o povo vai desconfiar que esse "noivado" era só para chamar atenção.

Wilson Reinhardt Filho (São Paulo, SP)

Comportamento típico de quem envelheceu e não aceita. A sociedade é sexista e prega a beleza física. Fora dos holofotes, essa senhora, em vez de aceitar que seu tempo de fama passou, resolve apelar ao fascismo para alguns minutos de luz, antes de sumir novamente na névoa ("Contas recusadas de Regina Duarte na Lei Rouanet totalizam R$ 319 mil", Ilustrada, 24/1).

Douglas Marques (Rio de Janeiro, RJ)


Colunistas

Jamais vi, num texto curto como "O prazer masculino em diminuir", de Djamila Ribeiro (Ilustrada, 24/1), alguém chegar com tamanha precisão e tão aguda sensibilidade ao âmago da questão do disfarçado esmagamento cotidiano da mulher, de sua grandeza e de seu brilho, na relação com o homem, em casamentos ou assemelhados. Nós, mulheres, em qualquer idade, deveríamos ler todos os dias esse belíssimo texto e reconquistar a consciência de quem somos, nossa força para resistir e vencer tentativas de apagamento. 

Mariluce Moura (São Paulo, SP)

Belíssimo o texto "A doutrina Guedes", de Flávia Boggio (Ilustrada, 23/1). Direto na ferida. Real. Vamos jogar a sujeira para baixo da pobreza. Robin Hood às avessas, o príncipe dos barões.

Ricardo Marum (São Paulo, SP)

Ótima a coluna de Contardo Calligaris sobre aqueles que querem impor suas "verdades" para uma população, seja ela cristã ou ateia ("Acima de quê?", Ilustrada, 23/1). 

Hernandes da Veiga (São Paulo, SP) 

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