Para leitor, morte do miliciano Adriano Nóbrega foi queima de arquivo

Caso Adriano Nóbrega lembra o 'sequestro' de Celso Daniel, diz leitor

Adriano Nóbrega
"Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro é localizado e morto em operação na Bahia" (Painel, 9/2). Queima de arquivo. Um sujeito de alta periculosidade e com tanta informação para dar obrigaria que qualquer operação policial tivesse a missão única de resgatá-lo com vida. A polícia deveria ter cercado o sítio e só saído de lá quando ele se rendesse.
Rodolfo Maia (São Paulo, SP)

A polícia da Bahia, petista, matou a tiros um miliciano que era amigo da direita e estava envolvido na morte da vereadora esquerdista. Muito estranho. Lembra o "sequestro" de Celso Daniel.
José Renato Monteiro (São Paulo, SP)

A ligação estreita com milicianos, que vivem do crime pesado e do tráfico de drogas, é, desde o início, o maior problema deste governo. Quando todas as reformas que agradam aos empresários terminarem, vai sobrar cadeia para toda a "famiglia". Fico imaginando o Moro em meio a esse futuro imbróglio.
Felipe Moreira (Araraquara, SP)


Design inteligente
O artigo "Resgata a ciência do dogma materialista" (Tendências / Debates, 8/2), de Marcos Eberlin, em linguagem pseudocientífica, sobre o qual foram aspergidos nome e títulos de autores e obras na maioria desconhecidos, revela o nível de obscurantismo que hoje ousa dizer seu nome sem ficar vermelho. Pretender que a teoria do design inteligente seja científica contraria todo o conhecimento acumulado de Darwin a nossos dias e abre caminho para introduzir a religião no ensino público e a censura nos meios acadêmicos.
Luthero Maynard (São Paulo, SP)

O professor de química Marcos Eberlin - Davi Ribeiro - 17.out.2014/Folhapress


Parece-me um sério equívoco trazer a questão sobre se o DI é uma "teoria científica válida" para a seção "Tendências / Debates". Colocar a questão nesse formato —"sim" ou "não"—, inevitavelmente sugere que se trata de um debate científico real e que haveria alguma divisão a respeito no campo científico. Não é o caso. O químico a quem a Folha deu espaço não tem nenhuma qualificação na área. Dar-lhe voz é amplificar o horror de ter um criacionista dirigindo a Capes.
Eduardo Ottoni, professor titular do Instituto de Psicologia da USP (São Paulo, SP)


PT, 40
Às vezes, dá a impressão de que o PT vive à sombra de sua fundação. Quarenta anos se passaram e ainda não percebeu que Lula é mortal, finito, e que há a necessidade de renovação, de novos paradigmas e de novas lideranças. Se o PT continuar achando que sua prerrogativa ideológica é apenas o lulismo, infelizmente estará correndo o risco de morrer com Lula.
Marcelo Rebinski (Curitiba, PR)


Muito oportuno o editorial "O PT aos 40" (Opinião, 9/2), mas incompleto. Faltou citar o projeto que o partido teve ou tem em mente de se eternizar no poder através de mensalões, propinas e corrupção de empresas estatais e privadas —e que é também solenemente ignorado pelo partido, pelos militantes e por apoiadores.
Miguel Assaf (São Paulo, SP)



EUA e Venezuela
Patética a cena de congressistas republicanos e democratas aplaudindo de pé o presepeiro Guaidó, aquele que desceu sem nunca ter subido ("Trump recebe Guaidó com honras na Casa Branca", Mundo, 5/2). Apenas confirma que republicanos e democratas, ao menos no quesito política externa, nada mais são do que faces da mesma moeda.
Patrícia Porto da Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Donald Trump e Juan Guaidó, na Casa Branca - Mark Wilson/Getty Images/AFP

Parasita 1
Parabéns agradecidos a Guilherme Wisnik pela brilhante análise do filme "Parasita" sob a perspectiva da arquitetura. Raros são os textos que reúnem erudição, sensibilidade, perceptividade e elegância de escrita como seu artigo "Arquitetura da Exclusão" (Ilustríssima, 9/2).
Roberto Elisabetsky (São Paulo, SP)

Capa Ilustríssima Parasita
Ilustração de Daniloz para artigo de Guilherme Wisnik - Danilo Zamboni

Parasita 2
É lamentável a forma como o atual governo vê o funcionário público ("O cara virou um parasita, diz Guedes sobre servidores", Mercado, 7/2). Em países desenvolvidos, esse profissional é valorizado, fazendo parte de uma ampla e eficiente rede de proteção social, dando, assim, uma importante contribuição para o bem-estar de todos.
Erivan Santana (Teixeira de Freitas, BA)


Democracia
Gustavo Maultasch ("A síndrome de Levitsky", 9/2) chega a ser cínico ao afirmar que, quando a esquerda perde, acha que a democracia está morrendo. O atual (des)governo tem tomado quase diariamente medidas que fragilizam a democracia. Só não vê quem não quer ou se beneficia das ações autoritárias do presidente. Guedes e membros do Instituto Mises Brasil certamente se beneficiam do autoritarismo, pois querem instaurar o mais rapidamente possível a sua política econômica ultraliberal. 
Beatriz Telles (São Paulo, SP)

Excelente o artigo do diplomata Gustavo Maultasch. Para a esquerda narcisista, além de ser difícil assumir a imensidão de erros cometidos em nome do "projeto", é alucinante ver que um novo governo, sua antítese, foi eleito democraticamente pelo povo.
Adauto Levi Cardoso (Sorocaba, SP)

Piadas
Muito boa a entrevista com Dedé Santana ("O Bolsonaro é muito legal", Mônica Bergamo, 9/2), que teve a coragem de denunciar o efeito do politicamente correto sobre os comediantes, que não podem mais fazer piadas com gays e negros. Agora, para pedir uma nega maluca, tem que dizer "me dá uma afrodescendente desmiolada".
Rafael Alberti Cesa (Caxias do Sul, RS)

O ator Dedé Santana, no Teatro Sesi, em São Paulo - Mathilde Missioneiro/Folhapress

Ouvidor da PM
Em atenção à carta de Renato Kahir ("Painel do Leitor", 8/2), o governo de São Paulo esclarece que é equivocada a informação de que houve demissão do ex-ouvidor Benedito Mariano. A escolha de um novo mandato de ouvidor das polícias é feita a cada dois anos, de acordo com o que determina a lei que criou a Ouvidoria. O governador indica um nome a partir de lista tríplice apresentada pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoal Humana com base estritamente em critérios técnicos.
Hélia Araújo, coordenadora de imprensa da Secretaria de Comunicação do Estado (São Paulo, SP)

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